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Alimentos processados têm menos gorduras ‘trans’, mas continuam com muito sal e gordura

Estudo analisou 300 alimentos processados

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Foto: DR

Um estudo que analisou mais de 300 alimentos processados revelou uma redução dos ácidos gordos ‘trans’, mas os teores de sal e de gordura saturada ainda são preocupantes, constituindo um desafio para assegurar a oferta de uma alimentação adequada.

A conclusão faz parte do estudo “Influência do processamento no perfil lipídico de alimentos processados: aspetos nutricionais e toxicológicos” divulgado hoje em Lisboa num seminário promovido pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA).

O estudo visou analisar a qualidade nutricional e segurança dos alimentos processados, com vista à identificação de áreas prioritárias de intervenção, bem como contribuir para a formulação de políticas alimentares e de nutrição para melhorar o estado de saúde e nutricional da população.

Em declarações à agência Lusa, Tânia Albuquerque, nutricionista no Departamento de Alimentação e Nutrição do INSA, adiantou que foram analisados mais de 300 alimentos, entre os quais produtos de pastelaria e de panificação, refeições prontas a comer, batatas fritas (pré fritas, de pacote), produtos de ‘fast food’, cereais e ‘snacks’.

“Os nutrientes em que nos concentrámos foram a gordura, o perfil de ácidos gordos e os teores de sal destes alimentos”, disse a autora do estudo, realizado no âmbito da sua tese de doutoramento.

Os produtos foram analisados à luz das orientações a nível nacional e internacional relativo ao que é considerado aceitável ou não nos teores para estes alimentos.

“O que vimos relativamente aos dados que estavam disponíveis de anos anteriores, e ao ponto de situação agora, foi que efetivamente tinha havido uma redução do teor de ácidos gordos ‘trans’ para os alimentos que selecionámos e analisámos”, disse Tânia Gonçalves Albuquerque.

No entanto, relativamente aos teores de sal, estes produtos que “estão disponíveis aos consumidores de forma facilitada” continuam “a ter quantidades que merecem realmente atenção”, salientou.

“O que propomos é que sejam feitos esforços conjuntos no sentido de reformular estes alimentos e tentar que eles tenham um perfil nutricional mais adequado e que sejam assim também mais seguros”, disse.

Segundo Tânia Albuquerque, não foi possível estabelecer uma relação dentro destes grupos de alimentos relativamente à abundância destes nutrientes.

“O facto de um grupo de alimentos ter mais gordura não significa que tenha menos sal e vice-versa. Portanto, não foi possível estabelecer essa tendência”, explicou.

A investigação também verificou que dentro do mesmo grupo de alimentos existem variações muito grandes, dando como exemplo o grupo das bolachas Maria e o das bolachas de água e sal.

“O que verificámos foi que, para o mesmo tipo de produto, temos oscilações do teor de gordura que chegam ao dobro. Estamos a falar de um produto com nove gramas por 100 e de outro com 19 gramas por 100 gramas”, o que permite dizer que “é possível termos produtos similares no mercado aceites pelo consumidor e que, do ponto de vista nutricional, tem uma qualidade mais aceitável e são mais saudáveis”.

Sobre os perigos do consumo destes alimentos para a saúde, a nutricionista citou o risco de doenças cardiovasculares, mas em casos de consumo exagerado.

“Se for um consumidor com uma alimentação variada e equilibrada” e que consome estes alimentos esporadicamente, à partida, o impacto que pode ter na saúde é menor.

A investigadora observou que já foram feitos alguns progressos, como a redução de sal no pão, mas defendeu que a “indústria tem que fazer um ajuste das suas formulações para conseguir uma redução daqueles teores e conseguir que os produtos continuam igualmente aceitáveis”.

Mas este esforço também tem de ser feito pelas entidades de saúde e pelos consumidores.

“Não conseguimos chegar a este resultado só com um tipo de entidade”, frisou.

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Europeias: Líderes dos maiores partidos acompanham hoje candidatos

Bloco de Esquerda passa por Famalicão

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Foto: DR / Arquivo

Os líderes nacionais de PSD, PS, BE, CDS-PP e PCP participam hoje em iniciativas de campanha ao lado dos candidatos ao Parlamento Europeu, a quatro dias das eleições de domingo, nas quais Portugal elege 21 deputados.

O secretário-geral socialista, António Costa, estará ao lado do cabeça de lista, Pedro Marques, num jantar em Setúbal e, a partir de hoje, marcará sempre presença nos comícios do PS até ao fim da campanha.

Em Setúbal, além do líder socialista e primeiro-ministro, discursará também o ministro das Finanças, Mário Centeno.

O jantar-comício será o culminar de um dia em que Pedro Marques andará pelo distrito de Setúbal. O candidato iniciará o dia de campanha no Montijo em contactos com a população e com uma visita à União Mutualista Nossa Senhora da Conceição. Depois terá um almoço-comício no Barreiro.

A norte estará o cabeça de lista do PSD às europeias, Paulo Rangel, que irá começar o dia com uma visita ao centro de meios aéreos de Santa Comba Dão, distrito de Viseu.

O candidato irá, depois, visitar uma empresa e almoçar com militantes em Tondela, onde contará com a presença do ex-líder dos sociais-democratas Luís Filipe Menezes.

De seguida, e já no distrito de Coimbra, visitará uma empresa na Figueira da Foz, após o que seguirá para uma iniciativa relacionada com a Arte Xávega, na praia de Mira, que contará com a presença do líder do PSD, Rui Rio.

O presidente do PSD estará ainda com os candidatos ao Parlamento Europeu numa visita ao Centro de Inovação em Biotecnologia (BIOCANT), em Cantanhede.

Os sociais-democratas irão encerrar mais um dia de campanha com um jantar-comício em Coimbra.

Pelo distrito de Setúbal andará a comitiva da CDU com o ‘número um’ da lista, João Ferreira, a começar o décimo dia oficial de campanha com uma arruada na Baixa da Banheira, no concelho da Moita.

À tarde, João Ferreira manterá contactos com a população no Seixal e irá terminar o dia com um comício em Alpiarça (distrito de Santarém) com a presença do secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa.

Pelos distritos de Leiria e de Lisboa estará a comitiva liderada pelo centrista Nuno Melo.

O cabeça de lista do CDS-PP às eleições de domingo estará na tradicional feira da fruta das Caldas da Rainha, seguindo depois para Lisboa, para uma ação de campanha na baixa da cidade que contará com a participação da líder do partido, Assunção Cristas.

O CDS-PP realizará ainda um jantar em Alcobaça, também com a presença de Assunção Cristas.

A caravana bloquista, liderada pela cabeça de lista, Marisa Matias, começará hoje a campanha no distrito de Braga, em Vila Nova de Famalicão, com uma visita à feira local.

A candidata rumará depois ao sul, para visitar a feira do livro de Évora, situada no centro da cidade.

O dia terminará com um comício na emblemática Sociedade Incrível Almadense, em Almada, com a presença da coordenadora nacional do BE, Catarina Martins.

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Jackpot de 57 milhões de euros no próximo sorteio do Euromilhões

Nenhum apostador acertou os números desta terça-feira

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Foto: DR/Arquivo

O próximo concurso do Euromilhões vai ter um jackpot de 57 milhões de euros, uma vez que nenhum apostador acertou hoje na chave vencedora, informou o Departamento de Jogos da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.

O segundo prémio também não saiu a nenhum apostador, enquanto o terceiro prémio, de 239.866,17 euros, vai para quatro apostadores no estrangeiro.

Já o quarto prémio, de 5.541,05 euros, será entregue a 16 jogadores, um dos quais com aposta registada em território nacional.

A combinação vencedora do concurso 041/2019 do Euromilhões, sorteada hoje, é composta pelos números 32 – 33 – 34 – 39 – 47 e pelas estrelas 08 e 12.

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Verão em Portugal pode atingir os 43 graus

Segundo o portal especializado em meteorologia AccuWeather

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Vila Praia de Âncora. Foto: DR/Arquivo

O verão deste ano vai ser com calor intenso em várias partes da Europa, e segundo o portal especializado em meteorologia AccuWeather, Portugal será um dos países com risco mais elevado de incêndio associado a ondas de calor permanentes, que podem atingir até os 43 graus.

De acordo como o portal, o calor vai começar a sentir-se de forma mais forte no início de junho. Durante os períodos de muito calor, as noites serão especialmente quentes, o que “poderá representar um risco para as casas sem ar condicionado”.

A vaga de calor vai ser “mais persistente” do que no verão do ano passado, ou seja, em vez de durarem uma semana, irão prolongar-se no tempo.

O portal refere ainda o risco elevado de incêndios no Norte. O inverno húmido contrasta com o tempo seco e quente que se prevê para junho e contribui para este risco.

Apesar de se prever pouca humidade durante todos os meses de verão é para a segunda metade do período que se espera um risco mais elevado de fogos florestais.

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