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Braga

Aliança/Braga plantou árvores em Terras de Bouro

Eleições Legislativas

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Foto: Divulgação / Aliança

Luís Cirilo, ex-governador civil de Braga (PSD) e atual candidato do partido Aliança pelo círculo eleitoral do distrito de Braga, reuniu com a Associação Florestal do Cávado e plantou árvores em Terras de Bouro, manifestando vontade de reforçar os meios humanos e técnicos das associações dedicadas à floresta.

Em comunicado, Cirilo refere que “é necessário o reforço de meios humanos e tecnológicos ao serviço destas associações, dotando-as com capacidade financeira que permita desenvolver projetos de protecção da natureza, ordenamento das matas, reabilitação de habitats e preservação de espécies autóctones”.

Cirilo esteve ainda em Terras de Bouro onde plantou árvores. O candidato quer expandir as espécies indígenas do Minho, aconselhando a que cada pessoa “recolha algumas sementes, faça-as germinar e plante num terreno das imediações”, isto “para que a floresta portuguesa retome cada vez mais o lugar que já ocupou no passado e constitua um espaço de salvaguarda da nossa biodiversidade”.

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Braga

Polícias e guardas mostram cartões vermelhos ao Governo no Estádio de Braga

A última revisão salarial destas forças de segurança aconteceu em 2009

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Foto: Ilustrativa / DR

Dezenas de elementos da PSP e da GNR mostraram, esta terça-feira, cartões vermelhos ao Governo junto ao Estádio Municipal de Braga, num protesto que tem nos aumentos salariais a principal reivindicação.

Além dos cartões vermelhos, os manifestantes também fizeram uso de apitos para “marcar as faltas” que consideram estarem a ser cometidas pelo executivo de António Costa no que se refere ao tratamento dado às forças de segurança.

“O principal motivo da nossa revolta é a falta de atualização salarial, que já vem desde 2009”, disse o líder da Associação Sócio-Profissional da Polícia.

Segundo Paulo Rodrigues, a não atualização ganha contornos “mais dramáticos” face aos “baixos salários” auferidos pelas forças de segurança.

Sublinhou que um polícia em início da carreira ganha 789 euros, “só mais 39 euros que o salário mínimo”.

Há também polícias com 31 anos de serviço que, sem suplementos, ganham 1.200 euros. “É miserável”, referiu.

As queixas são extensivas à GNR, como disse César Nogueira, da Associação de Profissionais da Guarda.

“O Governo vai falando e mostrando abertura em relação a algumas questões, como a dos equipamentos, mas o ponto fulcral é o salarial”, referiu, adiantando que a proposta da associação é que um guarda em início de carreira ganhe um quarto do vencimento do comandante-geral.

“Com os atuais salários, como é que um guarda pode fazer aos encargos familiares?”, questionou.

Além da questão salarial, entre as reivindicações na base do protesto, estão o pagamento do subsídio de risco, atualização salarial e dos suplementos remuneratórios, criação de legislação relacionada com higiene e saúde, aumento do efetivo e mais e melhor equipamento de proteção pessoal.

Organizada por sete sindicatos da PSP e pela Associação dos Profissionais da Guarda (APG/GNR), a manifestação teve como “pano de fundo” o jogo entre o SC Braga e o Sporting Clube de Portugal, da “Final Four” da Taça da Liga em futebol.

“Temos de aproveitar a visibilidade que um jogo destes tem para fazermos ouvir a nossa voz. A sociedade tem de saber em que condições trabalhamos”, referiu Paulo Leite, do Sindicato dos Profissionais da Polícia.

Paulo Leite apontou o caso do Comando de Braga, em que “são os polícias que compram os aquecedores e as ventoinhas com dinheiro do seu bolso”.

Esta concentração e outras que decorreram também esta terça-feira em outros pontos do país deram início aos protestos que os elementos da PSP e GNR pretendem organizar mensalmente até que o Governo responda às reivindicações, estando a ser ponderadas a entrega das armas de serviço e uma greve de zelo.

No âmbito do calendário de negociações com os sindicatos e as associações socioprofissionais das forças de segurança, já se realizaram três reuniões no Ministério da Administração Interna sobre pagamento dos retroativos dos suplementos não pagos em período de férias, plano plurianual de admissões e suplementos remuneratórios.

Estão previstas outras duas reuniões, uma em 13 de fevereiro sobre a lei de programação das infraestruturas e equipamentos das forças e serviços de segurança, e a outra em 05 de março sobre segurança e saúde no trabalho.

O ministro Eduardo Cabrita já anunciou o recrutamento de 10 mil elementos para a PSP, GNR e SEF até 2023, no âmbito do plano plurianual de admissões.

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Braga

Irmãos de António Variações em palco com quatro orquestras para “espetáculo ímpar”

No Europarque, em Santa Maria da Feira

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Jaime, Adosinda e Luiz Ribeiro, com o ator Sérgio Praia, protagonista do filme "Variações". Foto: Ricardo Santos / Revista "Lux" (2016)

Jaime e Luíz Ribeiro, irmãos do músico António Variações (1944-1984), sobem sábado ao palco do Grande Auditório do Europarque, em Santa Maria da Feira, para participar num “espetáculo ímpar” com mais de 200 instrumentistas de quatro bandas sinfónicas.

O concerto é uma produção desse município do distrito de Aveiro e, marcando o encerramento do cartaz de 2020 da Festa das Fogaceiras, reunirá os coletivos musicais de Arrifana, Lobão, Vale e Souto para a interpretação de um ‘medley’ instrumental, 11 temas com acompanhamento vocal – pelos irmãos de Variações e também por Joana Espadinha, Joana Almeirante e Goodfellas – e ainda um arranjo final.

“Com 200 músicos em palco, vai ser um espetáculo ímpar, algo realmente diferente, e isso deixa-nos muito orgulhosos porque demonstra como o António tinha de facto um talento tão especial que ainda hoje, passados tantos anos, continua a emocionar as pessoas e a fazer tanta gente gostar dele, mesmo nas gerações mais novas”, declara Luíz Ribeiro, irmão do artista homenageado.

Jaime Ribeiro refere que formatos idênticos já foram apresentados em Idanha-a-Nova e Braga, mas realça que nunca antes foi testado um registo “com tantos músicos em palco”, pelo que defende que esta “experiência inédita vai ser muito bonita e terá um impacto diferente, mais marcante”.

O espetáculo está a ser planeado desde meados de 2019 sob a direção artística de Marcelo Alves, que assina os novos arranjos dos temas a apresentar ao público e os vem preparando em estreita colaboração com os maestros daquelas que são “as quatro e únicas bandas sinfónicas da Feira”.

Os ensaios gerais com os solistas convidados começam esta quinta-feira e permitirão ultimar um espetáculo com “uma sonoridade muito própria, já que os instrumentistas vão garantir às canções de António Variações um registo tão ou mais rock do que aquele que uma banda de rock permitiria”.

Marcelo Alves diz à Lusa que isso resulta do profundo conhecimento que os maestros envolvidos no projeto revelam ter sobre “as potencialidades de cada instrumento sinfónico” e antecipa assim um desempenho coletivo “com estrondo e com um som poderoso”.

Os temas de António Variações selecionados para o alinhamento do concerto não foram, por isso, deixados ao acaso: irá ouvir-se, por exemplo, “O corpo é que paga”, “Estou além”, a “Canção do Engate” e “Maria Albertina”.

Jaime Ribeiro, que nunca seguiu uma carreira profissional como artista, mas sempre se dedicou à música, vai interpretar “Que pena seres vigarista”, evocando assim o facto de que o irmão “adorava Amália e, portanto, também o fado”.

Já Luíz, que se dedica à música de forma menos regular, mas já reuniu “para os filhos, netos e família” 16 faixas sobre “saudade e nostalgia” no álbum “Então fui a Braga”, cantará no Europarque “Deolinda de Jesus” e reconhece que essa escolha “é simbólica”.

“É uma canção do António sobre a nossa mãe. Mas, no fundo, fala de todas as mães e de um sentimento com que todos se identificam, qualquer que seja a sua origem e a sua idade”, conclui.

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Braga

Fatura da água vai baixar para a maioria dos consumidores de Braga

De acordo com a AGERE

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A fatura mensal da água da maioria dos consumidores do concelho de Braga vai baixar em 2020, pela aplicação de descontos que contrabalançam os aumentos que resultariam da aplicação das novas regras impostas pela entidade reguladora, foi hoje anunciado.

Rui Morais. Foto: Sérgio Freitas / CM Braga / Divulgação

Em conferência de imprensa, o presidente do conselho de administração da empresa municipal Agere, Rui Morais, admitiu que alguns consumidores vão ter “um ligeiro” aumento.

“Alguns vão ter um ligeiro aumento, mas o grosso, mais de 70 mil, até terá redução do tarifário”, sublinhou.

Serão contemplados com a redução os consumidores domésticos, bem como os consumidores não domésticos com estabelecimentos com área superior a 200 metros quadrados.

Em causa, a fatura mensal que chega aos consumidores, que inclui a água, os resíduos e o saneamento.

Na Agere, o tarifário não era alterado desde 2014.

De acordo com as novas regras impostas pela Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos (ERSAR), a partir deste mês o tarifário inclui uma componente fixa e uma componente variável indexada ao consumo da água.

Segundo Rui Morais, com a aplicação das novas regras as alterações de tarifário implicariam variações que poderiam levar a aumentos superiores a 100%.

Para minimizar este impacto, e para garantir uma “variação redudiza” em relação ao tarifário de 2019, a Agere decidiu aplicar descontos, diferenciados pela tipologia (doméstico, não doméstico e social) e pela localização (zonas urbanas e não urbanas”.

Os descontos envolvem, essencialmente, a componente fixa e são aplicados aos consumidores domésticos em zonas não urbanas (desconto de 42%) e aos consumidores não domésticos com estabelecimentos com áreas até 100 metros quadrados (45% em zonas urbanas e 75% em zonas não urbanas).

Os consumidores com estabelecimentos com áreas em os 100 e os 200 metros quadrados, localizados em zonas não urbanas, têm desconto de 45%).

Os consumidores sociais domésticos ficam isentos daquela taxa.

Em relação à componente variável, para os consumidores não domésticos haverá um limite máximo de aplicação que será os 100 metros cúbicos.

“Com esta conjugação de descontos, conseguimos neutralizar, quase por completo, o impacto que as novas regras impostas pela ERSAR teriam nos tarifários”, disse Rui Morais, vincando que a preocupação foi “não onerar as pessoas”.

Até aqui, o tarifário para os consumidores domésticos comportava apenas uma componente definida por escalão de consumo e diferenciada em função da periodicidade da recolha.

O tarifário para os não domésticos envolvida igualmente apenas uma componente, de valor fixo, definido em função da periodicidade da recolha e da área do estabelecimento.

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