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Alguns medicamentos de dispensa hospitalar poderão passar definitivamente para farmácias

Admitiu o presidente do Infarmed

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Foto: DR / Arquivo

Alguns medicamentos de dispensa hospitalar poderão passar, de forma definitiva, a dispensa nas farmácias, admitiu hoje o presidente do Infarmed, organismo que vai liderar o grupo de trabalho encarregado de estudar soluções para aproximar o doente do tratamento prescrito.


“Estamos a falar de um conjunto de medicamentos que são atualmente dispensados na farmácia hospitalar, normalmente por uma de duas razões principais. Uma tinha a ver com questões de segurança dos próprios medicamentos e a outra tem a ver também com a necessidade de nós podermos racionalizar os custos com estes medicamentos”, explicou Rui Ivo durante a conferência de imprensa em que a secretaria de Estado Adjunta e da Saúde, Jamila Madeira, anunciou a criação do grupo de trabalho.

O responsável pelo Infarmed, exemplificou com medicamentos para o HIV, a esclerose múltipla, patologias autoimunes, como a artrite reumatoide, algumas doenças oncológicas e também na área da transplantação.

A própria mobilidade dos doentes dentro do Serviço Nacional de Saúde (SNS) implicou que se procurassem “formas de facilitar o acesso do doente ao medicamento”, alegou.

Ao longo dos últimos meses, em consequência da pandemia de covid-19, têm vindo a ser desenvolvidas iniciativas pelos hospitais, em modelos diferentes, que “no fundo procuram que o medicamento possa chegar ao doente da forma mais cómoda”, referiu.

“É evidente que aqui temos sempre de assegurar que as condições de segurança e de qualidade não são colocadas em causa”, sublinhou.

O trabalho de campo tem vindo a ser feito com as Administrações Regionais de Saúde, os hospitais e outros parceiros do setor, como associações de doentes, ordens profissionais, associações de fornecedores e de farmácias, no sentido de “analisar as possibilidades de desenvolvimento deste tipo de iniciativas”.

Durante a pandemia impuseram-se medidas específicas que serviram de teste, uma vez que foi necessário assegurar o distanciamento social e a proteção dos doentes: “Estamos a falar de cidadãos que têm particulares situações e, portanto, existem limitações ao próprio acesso às unidades de saúde ou esse acesso, a acontecer, teria de ser feito mediante determinadas condições”.

As orientações definidas quando deflagrou a pandemia passaram por um despacho da ministra da Saúde, Marta Temido, publicado no início abril, a que se seguiu uma circular do Infarmed, elaborada com o contributo da Ordem dos Médicos e da Ordem dos Farmacêuticos e de associações de doentes, recordou.

“Pôs-se no terreno um mecanismo que permitisse reforçar o acesso ao medicamento nas devidas condições”, sustentou o responsável pelo Infarmed.

“Aqui estamos a falar de várias opções que podem passar por dispensa no hospital com marcação prévia, com áreas dedicadas, ou com outras formas que é a entrega ao domicílio ou no local de preferência do doente, podendo ser uma farmácia ou podendo ser até um outro hospital ou um centro de saúde”, precisou.

“No levantamento que fizemos, sobretudo no período de abril e maio, em 150.000 doentes houve mais de 30.000 que tiveram acesso ao medicamento ou no seu domicílio ou no local da sua eleição. Destes, 15.000 tiveram acesso ao medicamento através da farmácia”, acrescentou Rui Ivo.

O despacho que cria o grupo de trabalho que agora vai avançar foi publicado na terça-feira. O objetivo é juntar os hospitais onde a experiência já tem mais tempo de funcionamento, recorrer à informação de todas as outras unidades que tiveram de operacionalizar estes mecanismos e olhar para essas experiências, analisá-las, avaliá-las e identificar quais são as melhores soluções para institucionalizar.

“O propósito é que estas experiências avaliadas possam chegar a um modelo ou variantes de modelo que depois terão de ser analisadas de uma forma muito participada com todos os intervenientes e estou a falar de uma forma muito concreta das duas ordens profissionais, dos farmacêuticos e dos médicos”, declarou.

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Ministério da Educação quer manter escolas abertas

Covid-19

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Foto: Ilustrativa / DR

O ministro da Educação voltou hoje a defender a importância de manter as escolas abertas com ensino presencial, mas reconheceu que essa é uma decisão das autoridades de saúde.

Numa altura em que se assiste a um aumento das medidas restritivas para combate à covid-19 na Europa e que, em Portugal, se começa a equacionar formas de reduzir o aumento de novos casos de infeção, o ministro da Educação voltou a sublinhar a importância do ensino presencial.

“Quem tem de dizer o que tem de continuar aberto na sociedade e o que tem de fechar para travar um aumento putativo deste surto epidemiológico são as autoridades de saúde”, sublinhou Tiago Brandão Rodrigues, quando questionado pelos jornalistas sobre a hipótese do encerramento de todos os estabelecimentos de ensino à semelhança do que aconteceu no passado ano letivo.

No entanto, para Tiago Brandão Rodrigues é importante manter o ensino presencial: “Eu, enquanto ministro da Educação, defendo que temos de continuar a trabalhar para que as nossas escolas nunca fechem e continuem abertas”.

“Tudo faremos para que o ensino continue a ser presencial”, afirmou à margem de uma visita aos estúdios onde decorrem as gravações do “Estudo em casa”, a antiga telescola, que começou hoje com uma nova edição, depois de cinco semanas com “aulas” na RTPMemória para consolidar e recuperar matérias do passado ano letivo.

Tiago Brandão Rodrigues recordou a experiência do ano passado que mostrou que “o ensino aprendizagem não acontece tão bem quando [os alunos] estão longe das escolas” e por isso “o ensino presencial tem de continuar a ser uma prioridade”.

O ministro considerou que as novas regras de funcionamento das escolas estão a ser cumpridas, sublinhando o empenho da comunidade educativa que “tem sido muito responsável” no cumprimento das regras e orientações emitidas pelo ministério e pela Direção-Geral da Saúde.

“Se o nosso sistema educativo com 1,4 milhões de estudantes fosse uma região, pelos números que temos da DGS, seria a região com menos casos por cem mil habitantes dos últimos 14 dias, mesmo abaixo dos Açores e da Madeira, que conhecemos terem poucos casos”.

“É importante manter as nossas crianças e jovens nas escolas” para aprender mas também para “cuidar da sua saúde mental e física”.

Tiago Brandão Rodrigues voltou a sublinhar que “nada substituiu o papel do professor presencial” e por isso o “grande objetivo” do ministério que tutela é manter as escolas abertas com ensino presencial.

Entretanto, arrancaram as gravações de novos blocos pedagógicos do “Estudo em casa”, que ajuda estudantes e professores, sendo um “complemento à escola” e “um apoio para os alunos que estiverem em casa”.​​​​​​​

Nesta nova edição há novas disciplinas e novidades, como o 1.º e 2.º anos de escolaridade passarem agora a ter blocos distintos.

Surge três novas disciplinas: “Orientação do Trabalho Autónomo”, “Cidadania e Desenvolvimento” e “Educação Tecnológica”.

Portugal contabiliza pelo menos 2.198 mortos associados à covid-19 em 101.860 casos confirmados de infeção, segundo o último boletim da Direção-Geral da Saúde (DGS).

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Doentes sem sintomas não precisam de teste negativo para voltar à escola ou trabalho

Basta declaração médica

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Foto: Ilustrativa / DR

A diretora-geral da Saúde esclareceu hoje que o regresso à escola ou ao emprego dos doentes assintomáticos ou com sintomas ligeiros de covid-19, após 10 dias de isolamento, depende apenas de uma declaração de alta clínica.

Até agora, o regresso destes doentes à escola ou ao local de trabalho estava dependente da apresentação de um teste negativo para o SARS-CoV-2, vírus da covid-19, mas com a atualização da norma da Direção-Geral da Saúde (DGS) que reduz o período de isolamento para 10 dias, a realização de teste deixa de ser necessária.

“O médico assistente passará a declaração necessária para aquela pessoa regressar à escola ou ao emprego”, esclareceu Graça Freitas durante a habitual conferência de imprensa sobre a covid-19 em Portugal.

Segundo a norma da DGS publicada na quarta-feira, o fim das medidas de isolamento, sem necessidade de realização de teste ao novo coronavírus, dos doentes assintomáticos ou dos que têm doença ligeira ou moderada ocorre ao fim de 10 dias, desde que, nos casos com sintomas, estejam sem usar antipiréticos durante três dias consecutivos e com “melhoria significativa dos sintomas”.

O Sindicato Independente dos Médicos alertou que a medida tem gerado dúvidas entre a população e, em particular, entre as direções das escolas, associações de pais, associações empresariais e sindicais, direções dos lares e segurança social.

Questionada sobre quais são as condições necessárias para a retoma, uma vez que o teste negativo deixa de ser um requisito, a diretora-geral explicou que o mesmo médico assistente responsável por dar alta clínica ao doente deve preencher também uma declaração que o ateste.

“A essa alta clínica corresponde o fim do isolamento em que aquela pessoa se encontrava. Volta ao seu trabalho ou volta à sua escola”, referiu.

Graça Freitas justificou também a alteração, referindo que a atualização da norma acompanha os dados mais recentes sobre a evolução da doença e a transmissibilidade do vírus, e os pareceres da Organização Mundial da Saúde e do Centro Europeu de Controlo de Doenças Infeciosas.

“A conclusão a que chegamos é que a evolução clínica é mais relevante que a evolução laboratorial para determinar se um individuo se mantém ou não se mantém infeccioso”, afirmou, acrescentando que este critério se aplica a muitas outras doenças, incluindo a gripe.

Segundo a diretora-geral, os dados mais recentes apontam para uma capacidade reduzida de transmissão do novo coronavírus ao fim de um determinado período de tempo nos casos de doença ligeira ou assintomática, mesmo que o vírus continue a ser detetado em testes.

“Já se sabia que isso provavelmente se devia a partículas virais que ficavam no seu trato respiratório superior, mas que essas partículas virais não tinham capacidade de infetar outras pessoas”, explicou, sublinhando que isto acontece a partir do oitavo dia e até ao décimo dia.

De acordo com a mesma norma da DGS, os casos de doença grave ou crítica têm de permanecer em isolamento 20 dias desde o início de sintomas, o mesmo tempo definido para os doentes que tenham problemas de imunodepressão grave, independentemente da gravidade da doença.

A DGS sublinha ainda que no caso de profissionais de saúde ou prestadores de cuidados de elevada proximidade, de doentes que vão ser admitidos em lares ou unidades de cuidados continuados ou paliativos ou doentes que vão ser transferidos nas unidades hospitalares para áreas não dedicadas, será preciso sempre um teste negativo para que o isolamento seja considerado completo.

Portugal contabiliza mais 17 mortos e 1.949 casos de infeção com o novo coronavirus, ultrapassando hoje os 100 mil casos desde o início da pandemia de covid-19, indicou hoje a Direção-Geral da Saúde (DGS).

De acordo com o último boletim, hoje divulgado, desde o início da pandemia, Portugal já contabilizou 101.860 casos confirmados e 2.198 óbitos.

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Covid-19: Portugal ultrapassa barreira de 100 mil infetados

Boletim diário da DGS

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Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Portugal regista hoje mais 17 mortos e 1.949 novos casos de infeção por covid-19, em relação a domingo, segundo o boletim epidemiológico diário da Direção-Geral da Saúde (DGS).

987 dos novos casos são no Norte.

De acordo com o boletim, desde o início da pandemia até hoje registam-se 101.860 casos de infeção confirmados e 2.198 mortes.

Há ainda 59.966 recuperados, mais 966 do que ontem.

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