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Algarve com mais turistas britânicos e aumento das reservas

Turismo

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A abertura do corredor aéreo com o Reino Unido já está a ter um efeito positivo na economia do Algarve, com o aumento de novas reservas e a reativação daquelas que tinham sido canceladas, sobretudo para setembro e outubro.


No aeroporto de Faro já é notório o aumento de passageiros, com os turistas britânicos a revelarem à Lusa que aguardavam o levantamento da obrigatoriedade de quarentena imposta pelo governo britânico para poderem viajar para Portugal.

“Não tínhamos nada preparado. Assim que disseram que poderíamos ir de férias, marcámos a viagem de avião e depois procurámos hotel” afirmou à Lusa James Meakin, acabado de chegar de Londres.

Outros passageiros do voo oriundo da capital britânica revelam que só após o levantamento da imposição de quarentena no regresso ao país decidiram viajar, com uma turista a considerar que “seria desrespeitoso para as pessoas do outro país viajar sem permissão”.

Também acabada de chegar num voo “completamente cheio”, Soraya Halabi realçou a forma “ordeira e respeitosa” com que “todos os passageiros usavam máscara”, numa viagem onde predominavam “famílias com filhos”.

Já Amanda Reverten revelou que a sua “primeira vez em Portugal” acontece após terem cancelado as férias em “Espanha, depois em França e na Croácia” devido à imposição do governo britânico, numa viagem que foi “marcada poucas horas depois” do anúncio da retirada do país da ‘lista negra’”.

Nas chegadas do aeroporto algarvio dezenas de táxis resguardam-se do sol, logo após o almoço, uma das “horas mais calmas” para “apanhar passageiros”, revela à Lusa um dos taxistas que aguarda a chegada de mais um voo da capital britânica.

“De manhã foi bem mais agitado. Desde sábado que os aviões começaram a chegar mais cheios,” afirma António Pinto, realçando um “aumento de 40 a 50%” em passageiros transportados.

O voo que aguardam é 15.º a ligar os vários aeroportos britânicos a Faro na passada quarta-feira, dia em que eram esperadas mais 12 ligações até ao final da noite.

O presidente da Região de Turismo do Algarve (RTA) mostra-se agradado com a decisão do governo britânico e considera que “finalmente se fez justiça” em relação a Portugal.

“O efeito começou a sentir-se logo na primeira hora a seguir ao anúncio oficial, com a reativação de reservas que estavam canceladas ou adiadas”, afirmou à Lusa João Fernandes.

Segundo aquele responsável, surgiram também “novas reservas” de turistas que aguardavam a inclusão de Portugal na lista de países seguros, já que lhes possibilitava a “realização de um seguro de viagem” com o qual “os britânicos se habituaram a viajar”.

Outra fonte de novas reservas foi o cancelamento de viagens para outros destinos – ainda incluídos na ‘lista negra’ britânica – o que “os deixa numa posição desvantajosa” em relação a Portugal, realçou.

João Fernandes destaca a “oferta extra” anunciada por companhias com a Wizzair, a Easyjet, a Jet2, ou a Tui e que “ligam Faro a 20 cidades no Reino Unido”, facilitando a chegada à região algarvia.

O responsável indicou ainda que se verifica um relançamento de atividades “para além do alojamento” mais ligadas a mercados externos, como as “empresas de animação turística”.

No entanto, há “revisões semanais” à decisão britânica e que estão “condicionadas a manter-se a condição epidemiológica” que proporcionou o levantamento da restrição.

A Marina de Vilamoura, no concelho de Loulé, é uma das zonas habitualmente frequentadas pelos turistas britânicos e onde o seu regresso já é bem notório, conforme constatou a Lusa.

Os empresários falam num aumento das reservas para setembro e outubro e uma “invasão muito interessante e positiva”, já que as perspetivas eram “muito baixas”.

“Tivemos um crescimento exponencial de reservas, que antes eram cancelamentos, e no fim de semana, em 48 horas, tivemos uma subida de 500 reservas em seis restaurantes” afirmou João Guerreiro, empresário da restauração.

Para João Guerreiro, esta nova leva de turistas britânicos traz “um outro alento para encarar o inverno”, acreditando que haverá “um verão prolongado e um inverno menos mau”.

No entanto, para alguns comerciantes, estes primeiros dias após o levantamento da proibição não deram para “sentir a diferença”, considerando que é uma altura de “ida dos turistas e dos emigrantes portugueses e a chegada dos britânicos”.

Nuno Quaresma, responsável por uma loja de artigos desportivos e de recordações revela que “houve uma perda muito grande nos outros meses”, mostrando alguma cautela para “setembro e outubro”.

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País

Fenprof volta a exigir testes de despistagem obrigatórios nas escolas

Covid-19

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Foto: DR

A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) voltou hoje a exigir testes obrigatórios de despistagem da covid-19 nas escolas às pessoas que contactaram com infetados e reclamou transparência na informação sobre o impacto da pandemia nos estabelecimentos de ensino.

Em comunicado, a estrutura sindical considera que a obrigatoriedade dos testes é “útil e indispensável” para “evitar que situações assintomáticas de infeção possam causar problemas cuja gravidade só venha a ser conhecida tardiamente”.

A Fenprof defende que os testes de despistagem devem ser feitos a “todas as pessoas que contactaram de perto com a pessoa infetada”, nomeadamente numa sala de aula, laboratório ou espaço desportivo.

Para a Federação Nacional dos Professores, “é estranho que continue a não haver transparência na informação global sobre o impacto da epidemia nas escolas”.

De acordo com o comunicado, as escolas devem divulgar a existência de casos de infeção e quais os procedimentos adotados.

A maior estrutura representativa dos professores exige, igualmente, o aumento de verbas para a compra de materiais de higienização e limpeza e equipamentos de proteção (como máscaras), assim como o reforço de docentes e assistentes operacionais.

A pandemia da covid-19 já provocou mais de 1,1 milhões de mortos e mais 39,3 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência noticiosa francesa AFP.

Em Portugal, morreram 2.162 pessoas dos 98.055 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A covid-19 é uma doença respiratória causada por um novo coronavírus (tipo de vírus) detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

O novo ano escolar arrancou oficialmente em Portugal, para o ensino básico e secundário, em meados de setembro, retomando as aulas presenciais, que tinham sido suspensas em março por causa da pandemia (os estudantes dos 11.º e 12.º anos regressaram às escolas em maio, mas para se prepararem para os exames nacionais de acesso à universidade, os demais alunos tiveram aulas à distância até finais de junho).

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País

“Orçamento só chumba se BE e PCP somarem os seus votos à direita”

António Costa

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Foto: DR

O primeiro-ministro, António Costa, avisou hoje que o próximo Orçamento do Estado “só chumba se BE e PCP somarem os seus votos à direita” e disse ter dificuldade em perceber como é que a esquerda não apoia este documento.

Durante um encontro digital promovido pelo PS, e no qual participou enquanto secretário-geral socialista, António Costa assumiu não estar tranquilo, uma vez que há “um grau de indefinição” em relação ao Orçamento do Estado para 2021 (OE2021) que “não é saudável para o país”, mas garantiu que está de “consciência tranquila” com aquilo que o Governo tem feito sobre esta questão.

“Este orçamento só chumba se o BE e o PCP somarem os seus votos à direita”, avisou.

António Costa afirmou que passa o tempo “a ouvir os partidos à esquerda do PS a dizer que o PS se junta à direita”.

“Vamos lá ver, basta eles não se juntarem à direita e o orçamento passa”, desafiou.

O primeiro-ministro reforçou ainda a ideia de que a proposta orçamental do Governo que deu entrada na Assembleia da República “já traduz muito do trabalho desenvolvido na negociação” com BE, PCP, PEV e PAN.

“Que esses partidos desejem ainda algumas melhorias, é normal que o façam e com certeza a negociação prosseguirá até à votação final global. Agora, com toda a franqueza, eu devo dizer que não percebo como é que um partido à esquerda recusa na generalidade este orçamento”, condenou.

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Área ardida até sexta-feira 52% abaixo da média dos últimos 10 anos

Incêndios

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Foto: Vítor Vasconcelos / O MINHO (Arquivo)

A área ardida em Portugal, até sexta-feira, situou-se 52% abaixo da média dos últimos 10 anos e houve menos 48% de incêndios rurais relativamente à média do mesmo período, anunciou hoje o Ministério da Administração Interna.

De acordo com um comunicado oficial, registaram-se 9.471 incêndios rurais até 16 de outubro, quando a média entre 2010 e 2019 foi de 18.277 incêndios, e a área ardida foi de 66.171 hectares, enquanto a média da última década situou-se nos 136.502 hectares.

Indica ainda que, segundo o Relatório Provisório de Incêndios Rurais do Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) 2020 apresenta o 2.º valor mais reduzido em número de incêndios, e o 4.º valor mais reduzido de área ardida, desde 2010.

No início de outubro, a Acréscimo – Associação de Promoção ao Investimento Florestal, tinha anunciado que Portugal registou este ano a segunda maior área atingida por incêndios florestais na União Europeia, com pelo menos 61 mil hectares ardidos, “prejudicando as populações, os solos, os recursos hídricos e a saúde pública”.

Na altura, a associação fez uma avaliação negativa do período de incêndios florestais deste ano, indicando que Portugal passou da quinta para a segunda posição na área ardida, segundo os registos do Sistema Europeu de Informação sobre Incêndios Florestais (EFFIS, na sigla em inglês), que contabilizam os fogos com área ardida superior a 30 hectares.

Ainda segundo a nota do Ministério da administração Interna hoje divulgada, de 01 a 15 de outubro esteve em vigor o nível III do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR) para 2020, com 9.804 operacionais, 2.277 equipas, 2.154 veículos e 60 meios aéreos.

Acrescenta que, até ao dia 31 de outubro, mantêm-se neste dispositivo 41 meios aéreos.

“Recorde-se que, não obstante a definição dos vários níveis de empenhamento de meios ao longo do ano, a Diretiva que estabelece o DECIR prevê a flexibilidade operacional, podendo o dispositivo ser reforçado caso as condições meteorológicas o recomendem”, indica ainda a mesma nota.

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