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Alemanha prolonga até ao final de agosto recomendação de não viajar

Covid-19

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Foto: DR / Arquivo

O Governo alemão decidiu hoje prolongar até ao final de agosto a recomendação de não viajar para países terceiros, prevendo, no entanto, algumas exceções.


A decisão do Governo da Alemanha exclui os parceiros comunitários, menos Espanha, os países associados ao espaço Schegen, menos a Noruega, e ainda o Reino Unido, país no qual o aviso será levantado no dia 15.

“Não temos, ao dia de hoje, dados fiáveis, critérios e processos de coordenação que nos permitam ter um turismo ilimitado sem riscos incalculáveis”, afirmou hoje o ministro dos Negócios Externos da Alemanha, Heiko Maas, citado pela agência EFE.

O governante defendeu ainda que a Alemanha não pode nem quer correr o risco de que os seus cidadãos voltem a ficar retidos, este verão, em qualquer parte do mundo ou que importem o vírus quando estiverem a regressar ao país.

“Ao mesmo tempo, estamos cientes de que muitos cidadãos querem viajar novamente para fora da Europa o mais rápido possível”, nomeadamente, para países do norte de África, sudeste asiático, Estados Unidos e Turquia, acrescentou.

No entanto, essa situação está dependente “da evolução da pandemia”, sublinhou Heiko Maas, assegurando que o Governo vai continuar a estudar as recomendações de viagens, tendo sempre como critério a segurança.

A pandemia de covid-19 já provocou quase 408 mil mortos e infetou mais de 7,1 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo o balanço feito pela agência francesa AFP.

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País

João Ferreira candidato de Abril e não a “percentagens eleitorais”

Eleições presidenciais

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Foto: DR

O eurodeputado João Ferreira apresentou hoje a sua candidatura a Presidente da República pelo PCP em nome dos “valores de Abril” como um “espaço de convergência” e recusou fixar metas ou percentagens para as eleições.

“Sou candidato a Presidente da República, não sou candidato a percentagens eleitorais”, afirmou o deputado ao Parlamento Europeu que o PCP apresentou e apoia às presidenciais de 2021, questionado pelos jornalistas sobre qual a meta a atingir ou se consideraria uma derrota ficar atrás de André Ventura, o pré-candidato mais à direita.

João Ferreira, que é também vereador da Câmara de Lisboa, eleito pela CDU, afirmou-se como um candidato “da convergência”, contra a resignação e o medo.

Questionado sobre se a sua candidatura poderia ser um ensaio para uma corrida a secretário-geral, o eurodeputado deu, por duas vezes, a mesma resposta e sem responder diretamente à questão: “Não vou contribuir para desvalorizar a importância destas eleições em que estou e estarei empenhado.”

Já sobre uma eventual desistência, como já aconteceu no passado com candidatos apoiados pelo PCP no passado, João Ferreira fechou a porta e afirmou que “a força em que esta candidatura se impulsiona demonstrou que esteve à altura das decisões que se impunham tomar para defender a Constituição e o regime democrático”.

Ao longo de 23 minutos e cinco páginas de discurso, no salão da Voz do Operário, entrecortado por palmas, o eurodeputado e vereador de Lisboa, que não vai suspender os seus cargos por entrar na corrida a Belém, enumerou as razões da sua candidatura.

É “um projeto”, definiu, da defesa dos direitos dos trabalhadores, contra “discriminações, exclusões e combate as injustiças sociais”, pelo “direito ao trabalho”, ao “emprego com direitos”.

Estas “não podem ser apenas palavras inscritas nas páginas da Constituição, têm de ser realidade concreta na vida dos trabalhadores, acompanhar o desenvolvimento das forças produtivas, do custo de vida”, afirmou.

A apresentação da candidatura comunista aconteceu na Voz do Operário, em Lisboa, perante cerca de duas centenas de simpatizantes, militantes e dirigentes, entre eles dois ex-candidatos presidenciais que chegaram à liderança do partido, Carlos Carvalhas e Jerónimo de Sousa, o atual secretário-geral, além de autarcas como Bernardino Soares, deputados como António Filipe e o líder parlamentar, João Oliveira.

A seis meses do fim do mandato do atual Presidente da República, são já oito os pré-candidatos ao lugar de Marcelo Rebelo de Sousa.

São eles o deputado André Ventura (Chega), o advogado e fundador da Iniciativa Liberal Tiago Mayan Gonçalves, o líder do Partido Democrático Republicano (PDR), Bruno Fialho, a eurodeputada e dirigente do BE Marisa Matias, a ex-deputada ao Parlamento Europeu e dirigente do PS Ana Gomes, Vitorino Silva (mais conhecido por Tino de Rans), o ex-militante do CDS Orlando Cruz e João Ferreira, do PCP.

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Delegada de saúde pública quer 13 de Outubro em Fátima sem peregrinos

Covid-19

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Foto: DR

A delegada de Saúde Pública do Médio Tejo defendeu hoje que as cerimónias religiosas do 13 de Outubro no Santuário de Fátima, Ourém, decorram “sem a presença de peregrinos”, a exemplo do que sucedeu em 13 de Maio.

“A minha posição é a posição que a Igreja adotou para o 13 de Maio”, disse hoje à agência Lusa Maria dos Anjos Esperança, coordenadora da Unidade de Saúde Pública (USP) do Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) do Médio Tejo, tendo defendido a realização das “cerimónias, sim, mas sem peregrinos” naquele município do distrito de Santarém.

“A Igreja que tão bem esteve no 13 de Maio, fazendo a transmissão das cerimónias para que todos as pudessem acompanhar, acho que agora em outubro, para bem da população, para bem de todos, poderia também adotar essa postura. Eu sou dessa opinião”, afirmou.

Maria dos Anjos Esperança observou que, “também o povo se portou muito bem no 13 de Maio, não se deslocou a Fátima, e compreendeu perfeitamente a situação que estávamos a viver”, aludindo à pandemia de covid-19.

“Com os aumentos do número de casos que tem havido ultimamente, não só no país como em muitos outros países da Europa, eu sou da opinião que cerimónias em Fátima sim, mas sem peregrinos”, insistiu.

O acesso ao Santuário de Fátima, no concelho de Ourém, foi bloqueado no domingo, dia 13 de setembro, quando o complexo religioso atingiu a lotação máxima permitida no contexto da pandemia de covid-19, disse a porta-voz da instituição.

A diretora-geral da saúde, Graça Freitas, disse na quarta-feira não parecer “expectável” que o santuário de Fátima tenha 55 mil pessoas nas cerimónias de 13 de outubro e disse que as autoridades nem foram contactadas sobre a matéria.

Em conferência de imprensa em Lisboa sobre a pandemia de covid-19, e a uma pergunta sobre como vê as dúvidas do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, sobre a possibilidade de estarem mais de 50.000 pessoas no Santuário em 13 de outubro, Graça Freitas respondeu que a Direção-Geral da Saúde (DGS) “não sabe” de onde surgiu este número.

“Não nos chegou nenhum pedido de parecer, nenhum plano de contingência, nenhuma planta do Santuário, e portanto não nos parece expectável que, estando nós em situação de contingência, com uma epidemia a subir, e apesar de (nem) a DGS ou qualquer outra autoridade de saúde ter sido consultada sobre o assunto, não nos parece expectável 55 mil pessoas no santuário”, disse Graça Freitas.

Ainda assim a responsável disse ser uma apreciação precoce, porque a DGS aguarda “poder colaborar” e “ajudar o Santuário” sendo que para isso é necessário haver conversações e um plano de contingência.

Na terça-feira o Presidente da República disse temer que a perceção da sociedade sobre o 13 de outubro, em Fátima, com 50 mil pessoas, seja menos positiva do que a das autoridades envolvidas, perante o aumento de infetados por covid-19.

A pandemia de covid-19 já provocou pelo menos 941.473 mortos e mais de 29,9 milhões de casos de infeção em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 1.888 pessoas dos 66.396 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

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“Governo sabia do amianto em carruagens compradas à Renfe e é de fácil remoção”

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Foto: DR / Arquivo

O ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, disse hoje que o Governo sabia que carruagens compradas à espanhola Renfe contêm amianto, mas que é de fácil remoção e voltou a considerar a compra um “excelente negócio”.

“Não é só a CP que sabia, nós sabíamos. A Renfe não escondeu nada de ninguém. A remoção do amianto é um procedimento técnico muito fácil”, disse Pedro Nuno Santos na conferência de imprensa que se seguiu à reunião do Conselho de Ministros, em Lisboa.

O governante afirmou ainda que “todas as carruagens estarão livres de amianto até ao final do ano, com todo um processo de controlo e certificação que está previsto na lei e que garante essa remoção”.

Pedro Nuno Santos voltou a considerar um “excelente negócio” a compra das 51 carruagens à ferroviária espanhola Renfe por 1,65 milhões de euros e disse que a venda daquele material circulante pela Renfe não se deveu a ter amianto, porque circulavam em Espanha, mas ao facto de a ferroviária espanhola ter carruagens a mais.

Renfe diz que contrato prevê que CP retire o amianto de carruagens vendidas

“Vendeu-as porque tem material circulante a mais e nós tivemos a oportunidade de fazer um grande negócio e disponibilizar ao povo português 50 carruagens”.

A CP – Comboios de Portugal disse, esta terça-feira, que a remoção do amianto em 36 das carruagens compradas à Renfe estava prevista no plano de recuperação daquele material e que todas estarão descontaminadas até à primeira semana de dezembro.

De momento, segundo a CP, já foram descontaminadas e certificadas 12 daquelas carruagens, duas estão em fase de descontaminação e “as 36 ficarão limpas até à primeira semana de dezembro”.

CP sabia do amianto nas carruagens compradas à Renfe e ficam limpas até dezembro

No mesmo dia, a ferroviária espanhola Renfe disse que o contrato de venda de 51 carruagens estipula que cabe à companhia portuguesa retirar o amianto (considerado nocivo para a saúde pública) que existe nalgumas delas, durante o seu processo de requalificação.

As primeiras carruagens do pacote de 51 compradas pela CP à espanhola Renfe por 1,65 milhões de euros destinam-se à Linha do Minho e vão estar a funcionar entre dezembro e janeiro, foi anunciado em 06 de julho último pelo Governo português.

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