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Aldeia submersa do Gerês contada às crianças para não ser esquecida

Aldeia submersa do gerês contada às crianças para não ser esquecida
Vilarinho da Furna. Foto: Joaquim Gomes / O MINHO 2022

A primeira Festa do Unicórnio, realizada no Campo do Gerês, serviu para apresentar o livro em banda desenhada “Para Sempre Vilarinho da Furna”, com coautoria do presidente da Associação dos Antigos Habitantes de Vilarinho da Furna (AFURNA), professor Manuel Antunes e de Luciana Castelli, gestora de negócios internacionais, com as ilustrações e a edição da Betweien.

O evento decorreu durante todo o dia de sábado, tendo alguns pontos altos, como o lançamento da nova coleção, “Lindo Linho Fantasia”, produzida naquele território, onde outrora viveu o povo de Vilarinho da Furna, num vale entre as Serras do Gerês e Amarela, expulsa pelo Estado Novo, entre finais de 1969 e inícios de 1970, para dar lugar à Barragem de Vilarinho da Furna.

Aldeia submersa do gerês contada às crianças para não ser esquecida
vilarinho da furna em bd. foto: Joaquim Gomes / O MINHO

“Indemnizados”, nas palavras do próprio Manuel Antunes, “com o equivalente do preço de meia sardinha por metro quadrado”, o povo de Vilarinho da Furna, de antes quebrar que torcer, continua vivo, permanentemente, na memória de todos aqueles que ainda sobrevivem, tal como os seus descendentes, perpetuando-se, não só, mas também, com o Museu de Vilarinho da Furna.

Este fim de semana foi a Festa do Unicórnio a animar as gentes geresianas, incluindo muitos jovens, com os antigos habitantes e amigos, oriundos, “prestigiada pelas comunidades de Terras de Bouro e vários amigos que vieram de várias regiões, incluindo Vieira do Minho, Vila Verde, Braga, Famalicão, Braga, Vila do Conde e Porto”, como explicou a O MINHO Luciana Castelli.

Aldeia submersa do gerês contada às crianças para não ser esquecida
Festa do unicórnio. foto: Joaquim Gomes / O MINHO

A Festa do Unicórnio teve muita festa, dança e música celta, tendo sido montada uma aldeia medieval, com muitas atividades e malabaristas, em que a animação foi por conta do grupo artístico Velha Lamparina, havendo várias barracas com alimentação típica e venda de artes a artesanato local, envolvendo toda a comunidade envolvendo-se aquela localidade de Terras de Bouro.

Aproveitando as lendas contadas em Vilarinho da Furna e mencionadas no livro, foi apresentada também a “Coleção Lindo Linho Fantasia”, em que as fadas, príncipes e princesas, vestidos com linho e lã produzidos artesanalmente na região geresiana, se misturaram entre os convidados, passando a mensagem fundamental da iniciativa que foi “Para Sempre Vilarinho da Furna”.

A mobilização da festa teve a participação do dirigente e guardião da antiga Aldeia de Vilarinho da Furna, António Barroso, que depois de emigrado no Canadá, ao longo das duas últimas décadas tem vindo a zelar, durante todos os dias, pelo património material e imaterial, dinamizando sempre a visitação ao último reduto dos terrenos da localidade, onde existem praias fluviais.

 
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