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Alto Minho

Albergue de Valença fechou, Ponte de Lima e Coura encerram na sexta-feira

Coronavírus

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Foto: DR / Arquivo

O albergue de Valença, que dá apoio aos peregrinos que percorrem o Caminho de Santiago de Compostela, na Galiza, fechou hoje e os de Paredes de Coura e Ponte de Lima, também no Alto Minho, encerram na sexta-feira.

Em declarações hoje à agência Lusa, o presidente da Câmara de Valença, Manuel Lopes (PSD), adiantou que a medida, que visa evitar a propagação da doença Covid-19, entrou hoje em vigor, prolongando-se até final de março.

Contactados pela Lusa, o presidente da Câmara de Ponte de Lima (CDS-PP) e o vice-presidente de Paredes de Coura (PS), adiantaram ter definido a data de 13 de março, na sexta-feira, para o encerramento da estrutura que dá apoio aos peregrinos que percorrem o caminho central até Santiago de Compostela.

Ambos explicaram que “foram implementadas restrições no número de vagas nos dois albergues, menos de metade da ocupação total, mas o encerramento ficou marcado para sexta-feira tendo em conta que há peregrinos em trânsito e que necessitam de um local para pernoitar”.

Valença dispõe do primeiro albergue do peregrino do Alto Minho. Abriu em fevereiro de 2005, dotado de 60 camas. O segundo albergue do distrito foi inaugurado em maio de 2006 em Rubiães, Paredes de Coura. Em 2009 abriu o albergue de Ponte de Lima, com capacidade para acolher 70 pessoas.

Em Caminha, o albergue inaugurado, em 2012, com capacidade para alojar 32 peregrinos do caminho da costa, é propriedade da Santa Casa da Misericórdia de Caminha, mas é gerido pela Associação dos Amigos do Caminho de Santiago de Compostela.

O presidente, Alberto Barbosa disse à Lusa que a estrutura continua a funcionar, não estando previsto o seu encerramento, até pelo aumento do número de peregrinos registado nos últimos dias.

“Só na terça-feira recebemos 20 peregrinos, sobretudo alemães, quando na semana passada tínhamos apenas dois ou três. O movimento começou a aumentar com o início de março e atingirá o pico a entre julho e agosto”, explicou.

Em Viana do Castelo, o presidente da Associação de Apoio ao Peregrino, que gere o albergue situado na freguesia de Castelo de Neiva, Adriano Fernandes, disse que a estrutura está aberta, e que até ao fim-de semana, será avaliada a continuidade do seu funcionamento.

“Estamos a funcionar, com todas as medidas de precaução exigidas, mas se a situação piorar teremos de respeitar as decisões que forem tomadas. Se for para encerrar termos de o fazer, por tempo indeterminado. No entanto, defendo que a primeira abordagem aos peregrinos deveria ser feita nos aeroportos. À chegada deviam ser informados da situação que se está a viver”, disse.

No Convento do Carmo, no centro da cidade de Viana do Castelo, a estrutura criada em parte do imóvel para acolher 20 peregrinos também continua de portas abertas. O responsável, Ricardo Igreja, adiantou não ter “nenhuma indicação” que aponte para o encerramento.

Ricardo Igreja destacou que, “atualmente, a afluência de peregrinos é superior à registada em 2019”.

Em Carreço, o Albergue Casa do Sardão, por precaução, “diminuiu a capacidade para metade, mas permanece em funcionamento”.

“Temos capacidade para receber 25 peregrinos, mas dada a situação reduzimos para, no máximo, 14 pessoas”, reforçou o proprietário, Hugo Lopes.

O responsável adiantou que vai aguardar pelas orientações do setor para atuar em conformidade.

“Até estamos um pouco perdidos. O Turismo de Portugal é a entidade que tutela os estabelecimentos de hospedagem como é o caso do meu espaço, sendo que os municípios também têm uma palavra a dizer relativamente ao assunto. Não sei bem o que fazer. Vou aguardar”, referiu.

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Alto Minho

Arcos de Valdevez com uma morte, dois curados, cinco internados e 16 a recuperar em casa

Covid-19

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Foto: Divulgação

A delegada de saúde responsável por Arcos de Valdevez divulgou hoje o ponto de situação no concelho, avançando 24 casos confirmados por infeção do novo coronavírus, que provoca a doença covid-19.

Segundo Zulmira Afonso, até ás 15 horas deste sábado, o concelho arcoense tinha cinco utentes internados com prognóstico mais complicado, um no Hospital de Santo António, no Porto, dois no Hospital de Braga e outros dois no Hospital de Viana.

De acordo com a mesma fonta, dois casos de internamento já tiveram alta hospitalar, estando recuperados.

Em isolamento domiciliário, com sintomas menores (ou até assintomáticos), estão 16 infetados.

Há registo de um óbito, de uma mulher que faleceu na passada terça-feira.

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Alto Minho

Covid-19: Ponte de Lima disponibiliza mais 75 camas, 285 no total

Covid-19

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Foto: Divulgação / CM Ponte de Lima

Ponte de Lima irá dispor de mais 75 novas camas para apoiar as unidades de saúde durante a fase exponencial da pandemia covid-19, ficando no total com 285, foi ontem anunciado.

A estas novas somam-se as 160 camas já disponíveis, de acordo com o Plano Operacional Municipal para o Coronavírus (POMCov) e das 50 da Pousada da Juventude

Para além das camas de retaguarda, a autarquia tem disponibilizado “um conjunto de alojamentos destinados a grupos de reforço ou grupos adaptados para as mais variadas situações”.

As novas 75 camas instaladas no Pavilhão Municipal de Arca e Ponte de Lima funcionarão como “estruturas de apoio de retaguarda para apoiar as unidades de saúde do concelho, e criar espaços adequados para receber utentes ou outros que necessitem de ficar em quarentena”.

Deste conjunto de 75 camas, 25 foram doadas pela Dream Argument, Lda, empresa de fabricação de mobiliário de madeira para outros fins, constituída em 2014 e a laborar na freguesia de S. Pedro de Arcos, informa a autarquia.

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Alto Minho

PCP questiona o Governo sobre infetados ao serviço em Arcos de Valdevez

Covid-19

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Foto: DR / Arquivo

O PCP informou hoje que vai questionar o Governo sobre a orientação dada ao lar de Santa Maria de Grade, em Arcos de Valdevez, “para manter ao serviço trabalhadores assintomáticos, mas com teste positivo ao novo coronavírus.

Em comunicado hoje enviado às redações, a Direção da Organização Regional de Viana do Castelo (DORVIC) do PCP afirmou que “os sinais de desorientação estratégica por parte da Direção-Geral da Saúde (DGS) e proteção civil de Arcos de Valdevez, em torno do surto epidémico no Lar Santa Maria de Grade assumem particular gravidade”.

“Segundo informação obtida pela DORVIC do PCP a Direção do lar do centro social e paroquial, que conta com 39 utentes e cerca de 20 funcionários está, em articulação com a delegada de saúde, a exigir que os trabalhadores diagnosticados como portadores assintomáticos do coronavírus SARS-CoV-2, continuem a trabalhar”, denuncia o partido.

Segundo o PCP “no início da semana foi tornada pública a ocorrência de quatro casos confirmados da doença naquela instituição, sendo que uma utente morreu, na passada segunda-feira, no hospital de Santa Luzia em Viana do Castelo”.

“No sentido de apurar quais as medidas em curso para lidar com a situação, nomeadamente a possibilidade de substituição de trabalhadores infetados, o eleito da CDU na Assembleia Municipal de Arcos de Valdevez, Romão Araújo, contactou hoje o presidente da Câmara Municipal e a delegada da saúde, sendo que o primeiro remeteu explicações para a delegada de saúde e esta, por sua vez confirmou que os infetados assintomáticos deveriam continuar a trabalhar, tomando as devidas precauções”.

Alem de anunciar que o seu grupo parlamentar na Assembleia da República irá questionar o Governo sobre a matéria, os comunistas do Alto Minho reafirmam que “na linha da frente das prioridades de resposta ao surto epidémico tem de estar a adoção de medidas de prevenção e de alargamento da capacidade de resposta do Serviço Nacional de Saúde (SNS), visando o combate ao seu alastramento e a necessária resposta clínica”.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de um milhão de pessoas em todo o mundo, das quais morreram perto de 55 mil.

Dos casos de infeção, cerca de 200 mil são considerados curados.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

Em Portugal, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde, registaram-se 246 mortes, mais 37 do que na véspera (+17,7%), e 9.886 casos de infeções confirmadas, o que representa um aumento de 852 em relação a quinta-feira (+9,4%).

Dos infetados, 1.058 estão internados, 245 dos quais em unidades de cuidados intensivos, e há 68 doentes que já recuperaram.

Portugal, onde os primeiros casos confirmados foram registados no dia 02 de março, encontra-se em estado de emergência desde as 00:00 de 19 de março e até ao final do dia 17 de abril, depois do prolongamento aprovado na quinta-feira na Assembleia da República.

Além disso, o Governo declarou no dia 17 de março o estado de calamidade pública para o concelho de Ovar.

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