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Braga

Alargamento de cemitério em Amares: “Qualquer dia tenho um funeral a entrar-me em casa”

Moradora vizinha do cemitério queixa-se de que não está a ser cumprido afastamento obrigatório. Presidente da Junta refuta

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Foto: Imagens CMTV

O alargamento do cemitério de S. Vicente do Bico, em Amares, está a causar polémica com uma das moradoras que se queixa que a lei do afastamento obrigatório não está a ser cumprida. O presidente da junta contactado por O MINHO, diz “estar tudo legal e com todos os pareceres das entidades competentes validados”.

Segundo declarações de Rosa Fernandes, ao Correio do Manhã, a Junta de Freguesia está a fazer a terraplanagem de um terreno junto à sua propriedade, derrubou um muro limitativo e não cumpre os dez metros de afastamento das habitações.

A moradora, que ali vive há mais de 25 anos, já deu entrada com uma acção em tribunal para travar o avanço da obra.

Dizendo ter sido “informada pela imprensa local” porque “nem tiveram a decência de falar comigo”, Rosa Fernandes vai avançar, ainda segundo o diário, com uma acção no Ministério Público.

“Se não deixarem os dez metros a que são obrigados por lei, qualquer dia estou a almoçar ou a jantar no terraço com a minha família e tenho um funeral a entrar-me em casa”, citando ainda o Correio da Manhã.

O advogado da moradora vai avançar com uma providência cautelar para travar o alargamento do cemitério. “Uma violação flagrante das normas” é como apelida Santos Oliveira os trabalhos de terraplanagem, em declarações ao mesmo diário.

Presidente da Junta

O presidente da junta de S. Vicente do Bico, Fernando Soares, contactado por O MINHO começa por dizer que “junta de freguesia cumpre sempre com todas as suas obrigações, colocando os interesses da população acima de tudo, tendo presente que nenhuma instituição está acima da lei”.

Posto isto, Fernando Soares revela que “a Câmara Municipal de Amares, a Delegação de Saúde e a CCDR-N aprovaram o projeto. A mim, esta situação parece-me clara mas há instâncias próprias para recorrer caso tenham uma opinião diferente”.

O autarca confirma, ainda, que a junta “falou com todos os proprietários antes de realizar o projeto para ampliação do cemitério. Chegamos a acordo com dois proprietários em que autorizaram as sepulturas a menos de 10 metros dos muros que delimitam o cemitério”.

No caso de Rosa Fernandes, o presidente da Junta revela a O MINHO que “chegamos a acordo por três vezes, tendo cada um desses acordos sido recusados passados 24 horas” e vai mais longe: “o que se estranha é que as pessoas em causa tendo conhecimento dessa situação, continuam a reivindicar o que já está garantido pelo projeto, aprovado pelas instituições competentes, o que nos leva a pensar que as verdadeiras motivações nada têm a ver com as reivindicações que apresentam”.

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Braga

Domingos Névoa quer comprar 50% da Bragaparques por 65 milhões

Manuel Rodrigues pode não aceitar e caso vai para tribunal

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Domingos Névoa, co-fundador do grupo "Rodrigues e Névoa". Foto: O MINHO

A guerra entre os empresários bracarenses Manuel Rodrigues e Domingos Névoa subiu de tom.

Manuel Rodrigues e Domingos Névoa. Foto: DR / Arquivo

Nos últimos dias, Rodrigues disse de sua justiça sobre a posse da Bragaparques, no jornal Correio da Manhã, e na revista Sábado. Afirmando que só não comprou a firma de estacionamento, em dezembro passado, porque Névoa não apareceu para fazer a escritura.

O comprador oferecera 105 milhões pela metade pertencente a Névoa e à mulher, valorizando a empresa em 210 milhões, enquanto que este se dispôs a pagar 65 milhões pela mesma metade.

Os dois, sócios desde o início da atividade nos anos 70 do século passado, haviam decidido separar-se em 2016, tendo ficado acordado que cada um ofereceria, em carta fechada, o valor que entendesse dever pagar pela parte do outro nas muitas empresas que ambos detinham.

Como sucedeu com a própria Rodrigues & Névoa – do setor imobiliário e da construção – e com a Carclasse, esta do ramo automóvel.

Falta de comparência

As declarações de Rodrigues – e outras críticas – sobre a “falta de comparência” de Névoa na assinatura da escritura são rebatidas por “inverdadeiras” por este.

Fonte que lhe é próxima adiantou a O MINHO que, “em dezembro o empresário Manuel Rodrigues não tinha a Bragaparques em condições de lhe ser transferida. Pois, ainda não tinha sido retirado o aval de Névoa nem se tinha retirado a empresa de águas e resíduos, a Geswater, dos ativos da Bragaparques”.

A Geswater – que tem, ainda, como sócios a DST e a ABB – é a firma que detém 49 por cento da empresa municipal AGERE. Havia, portanto, que decidir quem ficaria com a Geswater. Só em março, – salienta a mesma fonte – a Braparques ficou em condições de ser transferida, com aqueles dois problemas solucionados”.

Impasse?

E sublinha: “a partir desta data até agosto, por várias vezes, Manuel Rodrigues foi interpelado pelo Névoa para vir pagar e assinar a competente escritura. E nunca apareceu para pagar e comprar”.

A partir de meados de agosto, e dado que não compareceu, Névoa decidiu comprar conforme o previsto no acordo negocial entre os dois e por eles assinado. O prazo limite é, também, em dezembro. Se Rodrigues não quiser vender, Névoa recorre ao Tribunal.

Neste momento – sustenta – “é Manuel Rodrigues quem se encontra em falta perante o Névoa, pois este pretende comprar e pagar o preço que contratualmente está previsto, cerca de 65 milhões”.

Por isso, Domingos Névoa, pelo contrato existente, vai obrigá-lo a vender, nas condições previstas nesse mesmo contrato, dado já não se encontrar obrigado a vender, pelo menos desde agosto”

Contactados por O MINHO nenhum dos dois empresários se quer pronunciar.

Ações em Tribunal

No começo de setembro, e conforme o MINHO noticiou, um juiz do Tribunal de Comércio de Famalicão titular do processo rejeitou dar andamento a uma providência cautelar interposta por Fernanda Serino, mulher de Manuel Rodrigues, visando impedir Névoa, de imediato, de gerir a firma, e decidiu que a ação avança, mas com a contestação e audição do demandado e suas testemunhas. Mantendo-se este como administrador até ao julgamento da ação.

Rodrigues encobriu assédio

No Tribunal de Trabalho, e de acordo com o jornal I, está um processo que envolve uma funcionária do empresário, a qual se queixa de ter sido assediada no local de trabalho por um quadro da firma de Rodrigues. Ao que soubemos, este desvaloriza e nega.

Sporting Clube de Braga

Manuel Rodrigues integra a administração da SAD do Sporting de Braga, cuja gestão, liderada por António Salvador, está em investigação no Ministério Público. Por causa de um alegado saco azul e de compras de jogadores, serviços e brindes.

Ao que O MINHO apurou nenhum dos administradores é arguido, e todos se dizem “alvo de calúnia” e de consciência tranquila. Mas o MP confirmou ao JN, recentemente, o inquérito judicial.

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Braga

Braga leva cinco mil idosos à Quinta da Malafaia

Passeio sénior

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Foto: Divulgação / CM Braga

A Câmara de Braga promoveu esta terça-feira um convívio na Quinta da Malafaia, em Esposende, uma iniciativa desenvolvida pelo sexto ano consecutivo que, entre hoje e quinta-feira, leva cerca de cinco mil seniores bracarenses ao mais conhecido arraial minhoto onde não falta alegria.

De acordo com nota da imprensa enviada pela autarquia, “muita música e boa disposição marcaram este primeiro dia de convívio que proporciona aos participantes um dia diferente destinado a celebrar o bem-estar da população sénior”.

Foto: Divulgação / CM Braga

A câmara refere que este evento é considerado “fundamental para garantir o bem-estar da população sénior,  já que para muitas pessoas os convívios são os únicos momentos para se poderem divertir, passear e sair de casa”.

“Esta iniciativa tem um cunho simbólico e é um ponto de encontro aglutinador para cinco mil bracarenses que aqui passam um dia diferente de convívio e de celebração. Para muitos deles, este encontro faz toda a diferença nas suas vidas e é isso que nos motiva para renovar este convívio ano após ano”, diz Ricardo Rio, presidente da Câmara de Braga, considerando que são estes de momentos que “trazem um novo alento aos seniores e uma maior motivação para que continuem activos e a desfrutar da vida”.

Foto: Divulgação / CM Braga

Foto: Divulgação / CM Braga

A autarquia destaca ainda as “políticas alargadas de apoio à população idosa”, como são exemplo a criação do cartão sénior; os apoios às IPSS´s, através da redução de tarifários da AGERE; o acesso aos horários generalizados dos TUB; a dinamização do Conselho Municipal Reformados, Pensionistas e Idosos; o programa Braga Sol que visa a intervenção e melhoramento das condições de mobilidade e acessibilidade nas residências dos idosos e dos mais desfavorecidos; o programa Braga a Sorrir de apoio à saúde oral e as diversas iniciativas de carácter lúdico e desportivo desenvolvidas especificamente para este público-alvo.

“Desde o plano desportivo ao cultural, passando pelo âmbito social ou pelas acções de formação queremos devolver a esta franja da população muito do esforço que eles dedicaram à cidade, esta é também uma forma de lhes agradecer por tudo que fizeram pela comunidade bracarense ao longo das suas vidas”, concluiu Ricardo Rio.

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Braga

Antigo piloto nega agressões a ciclista em Braga: “Fui eu o agredido”

Declarações de Rui Lages

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Foto: O MINHO

O antigo piloto de automóveis apontado como alegado agressor de um ciclista, na segunda-feira à noite, no trânsito, em Braga, diz ter sido ele o agredido pelo ciclista depois de este ter colocado a bicicleta à frente do automóvel.

Em declarações a O MINHO, o atual administrador do Kartódromo Internacional de Braga, assegura que não agrediu ninguém, não perseguiu nem sequer fugiu do local.

Ciclista agredido por conhecido piloto de automóveis no trânsito em Braga

“Eu não fugi depois da situação com o jovem, aliás, fui à Esquadra de Trânsito da PSP de Braga manifestar toda a minha disponibilidade, para qualquer tipo de dúvida ou de esclarecimento”, disse o antigo candidato à Câmara de Braga pelo PSD.

E prosseguiu na sua defesa: “Nunca persegui ninguém, muito menos agredi alguém, fui eu o agredido por esse mesmo senhor, ainda na Rua 25 de Abril, em frente da loja do Continente, após ter colocado a bicicleta na minha frente, o que foi presenciado por outras pessoas, que também não conseguiam sair do local”, refere.

“Fui provocado enquanto não surgia o sinal verde dos semáforos (…), verificando-se uma troca de palavras”, disse Rui Lages.

“O jovem estava sempre a barafustar comigo, a dizer que eu não podia estar a falar ao telefone, enquanto eu dizia que ele não era nenhum polícia, só que ele insistia, ocasião em que me atirou para o chão e depois me agrediu”, disse o piloto, alegando já ter saído do automóvel durante esta situação.

Rui Lages refere ainda que “o jovem magoou-se porque escorregou no passeio (…) porque eu não lhe toquei sequer”.

“Se houve uma vítima no meio de tudo isso fui eu e não esse jovem, a quem me limitei a responder à letra, nunca tendo havido da minha parte qualquer violência para com ele, em termos físicos, só uma troca de palavras mais azeda que ele causou”, vincou.

Jovem queixa-se de tentativas de atropelamento

Como avançou O MINHO esta segunda-feira, em primeira mão, o ciclista em causa foi assistido e transportado para o Hospital de Braga pelos Bombeiros Sapadores de Braga, queixando-se de ter sido agredido no trânsito.

Posteriormente, o jovem, que regressava do trabalho como estafeta, que realiza de bicicleta, publicou nas redes sociais um “desabafo” em relação às alegadas agressões, apontando que Rui Lages o perseguiu e abalroou por várias vezes, tendo inclusive destruído a bicicleta.

Ricardo Neves, o ciclista, divulgou a matrícula de Rui Lages, contando a sua versão da história, indicando que o piloto acelerou “e tentou alcançar-me de todas as maneiras possíveis enquanto eu [me] tentava desviar daquele perigo”.

Queixa-se ainda de “três tentativas de atropelamento” e que Rui Lages “passou por cima da bicicleta repetidamente”.

O MINHO, cerca de meia hora depois da ocorrência, por volta das 20:30, confirmou com as autoridades que não se deslocou ao local nenhuma patrulha nem foi apresentada qualquer queixa na PSP.

Todavia, confirmámos que Ricardo Neves foi transportado pelos Bombeiros Sapadores e assistido no Hospital de Braga, com ferimentos considerados “ligeiros” pelos bombeiros. Não houve necessidade de intervenção de equipa médica no local, dada a pouca gravidade desses ferimentos.

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