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Air France/KLM com 128 voos semanais em julho e agosto de e para Portugal

Covid-19

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Foto: DR / Arquivo

O grupo Air France/KLM vai operar um total de 128 voos semanais em julho e agosto de e para os aeroportos de Lisboa, Porto e Faro, segundo a atualização do programa de voos para o verão hoje anunciada.


De acordo com a atualização divulgada em comunicado, após a paragem ditada pela pandemia de covid-19, o programa de voos da Air France em Portugal prevê o reforço para três voos diários em 02 de julho e para quatro voos diários em 13 de julho da ligação Lisboa – Paris (voo que tinha voltado a ser diário em 06 de junho), enquanto a ligação Porto – Paris (que foi retomada em 06 de junho, com três voos semanais), volta a ser diária a partir de quinta-feira (dia 18) e evolui para os dois voos diários em 13 de julho.

Já o voo Faro – Paris, uma nova rota cujo lançamento estava inicialmente previsto para o passado dia 04 de abril, arranca em 04 de julho com um voo semanal ao sábado e evolui para quatro voos semanais (à segunda, quarta, sexta-feira e sábado) a partir de 13 de julho.

Esta oferta da Air France é complementada com a da sua parceira KLM, companhia que opera um voo diário entre Lisboa e Amesterdão-Schiphol desde 28 de março, passando este serviço a dois voos diários a partir de 03 de julho.

Recém-anunciada foi ainda a retoma da rota da KLM entre o Porto e Amesterdão, com quatro voos semanais.

No total, o grupo Air France-KLM diz pretender oferecer 128 voos semanais em julho e agosto de e para os três aeroportos portugueses de Lisboa, Porto e Faro.

De acordo com a Air France, o reforço do programa global de voos da companhia vai representar, até ao final de junho, 20% da capacidade implementada habitualmente no período, estando previsto “o aumento progressivo do número de frequências e destinos, para atingir cerca de 35% do programa inicialmente previsto em julho e 40% em agosto”.

“A Air France prevê oferecer cerca de 150 destinos, ou seja, 80% da sua rede habitual, dando prioridade à consolidação da oferta na sua rede de voos domésticos. Vão ser retomadas diversas ligações entre Paris e as regiões francesas, e de região a região, nomeadamente de/para a Córsega. A oferta vai ser igualmente alargada aos departamentos ultramarinos franceses e à Europa, em especial a Espanha, Grécia, Itália e Portugal”, refere.

“Ao mesmo tempo – acrescenta – os voos de longo-curso retomam gradualmente numa grande parte da rede, tanto para o transporte de passageiros como a atividade de carga, que é particularmente dinâmica”.

Este programa de voos será operado por 106 aviões dos 224 que constituem a frota da Air France.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 431 mil mortos e infetou mais de 7,8 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 1.517 pessoas das 36.690 confirmadas como infetadas, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o continente americano é agora o que tem mais casos confirmados e mais mortes.

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Norte (outra vez) em alerta máximo: 10.850 infetados e 63 mortos na última semana

Covid-19

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Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO (Arquivo)

O número de infeções por covid-19 não para de aumentar em todo o país, mas o Norte voltou a ser a região onde se encontram o maior número de contágios ao longo da última semana.

Desde a passada segunda-feira, dia 19 de outubro, foram registados 10.850 casos de infeção pelo novo coronavírus, lamentando-se 63 mortos.

Embora sem discriminar os dados em termos de casos ativos, sabe-se que os concelhos de Paços de Ferreira, Lousada e Felgueiras são os que mais preocupam, levando a que o Governo anunciasse medidas especificas para os três municípios, como o dever de permanência no domicílio, proibição de eventos com mais de cinco pessoas, cancelamento de feiras e mercados, teletrabalho obrigatório e encerramento de todos os estabelecimentos até ás 22:00 horas. Também as visitas aos lares de idosos estão suspensas.

No entanto, o agravar da situação parece ter já entrado no Minho, com os concelhos de Vizela e de Guimarães a ficarem sob apertada vigilância do Ministério da Saúde e da Direção-Geral da Saúde, podendo conhecer novos desenvolvimentos nos próximos dias.

Nos últimos quatro dias, o concelho de Guimarães registou 401 novos casos do vírus, um número preocupante para as autoridades de saúde. Domingos Bragança, presidente da Câmara, tem dado a cara pela obrigatoriedade de utilização de máscaras na rua e mostrou-se várias vezes preocupado com a situação no concelho, levando a que na última reunião da comissão municipal de proteção civil, fossem tomadas algumas medidas.

Vizela a “ferro e fogo”

Também Vizela registou 134 vasos nos últimos quatro dias, número que, tendo em conta a sua parca população e área geográfica, pode indicar que será um concelho em estado máximo de alerta.

Víctor Hugo Salgado, autarca de Vizela, está infetado com covid-19, e manifestou hoje vontade perante as autoridades de saúde para que as restrições aplicadas aos três concelhos vizinhos do distrito do Porto sejam também implementadas em Vizela.

Em entrevista à Rádio Vizela, o autarca, que desenvolveu uma pneumonia na sequência da infeção, mostrou-se apoiante dessas medidas no concelho, uma vez que, segundo o próprio, existem mais de 300 casos ativos.

O facto de Vizela estar “apertada” entre outros concelhos, numa área de apenas 24 quilómetros quadrados para cerca de 24 mil habitantes, leva a que o edil queira medidas em vez de “colocar a cabeça debaixo da areia”.

“E para se ir além não se deve ficar pelo concelho de Vizela, achamos que estas medidas devem ser prolongadas também, possivelmente, ao concelho de Guimarães”, disse Víctor Hugo Salgado, que admitiu estar em contacto permanente com Lacerda Sales, secretário de Estado da Saúde, para que essas medidas possam ser adoptadas “possivelmente esta semana”.

O presidente da Câmara não acredita que implementar essas medidas só em Vizela possa resolver o problema. “Este não é um problema única e exclusivamente de concelhos como Lousada, Felgueiras e Paços de Ferreira, mas também de Vizela, entre outros, como é o caso de Guimarães”, afirmou.

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Catarina Martins anuncia voto contra o Orçamento do Estado

Orçamento do Estado para 2021

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Foto: DR

O Bloco de Esquerda (BE) vai votar contra o Orçamento do Estado de 2021 (OE2021) na generalidade na quarta-feira, no parlamento, revelou hoje a coordenadora bloquista.

Catarina Martins diz não ter sido possível chegar a acordo com o Governo em várias medidas, algumas delas relacionadas com o Serviço Nacional de Saúde.

Para a coordenadora, esta seria uma oportunidade única para colocar mais meios financeiros ao serviço do setor da saúde.

Para além do BE, também PSD, Iniciativa Liberal e Partido Chega devem votar contra. O partido “Os Verdes” só anuncia a intenção de voto na próxima terça-feira. A deputada independente Joacine Katar Moreira disse hoje estar inclinada para a abstenção ou até para a aprovação.

PCP e PAN já anunciaram a abstenção, algo que deverá garantir a António Costa que o documento seja aprovado na próxima quarta.

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Federação dos Médicos preocupada com falta de meios no SNS

Covid-19

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Foto: O MINHO (Arquivo)

O presidente da Federação Nacional dos Médicos (FNAM), Noel Carrilho, demonstrou hoje preocupação pela falta de meios no Serviço Nacional de Saúde (SNS), que considera não conseguir responder ao “maior desafio que já viveu”.

“Desde o início da pandemia, há menos médicos do SNS em Portugal”, afirmou, acrescentando: “É esta a realidade que viemos trazer ao senhor Presidente da República, de preocupação com a falta de meios. É impossível o SNS responder ao que talvez seja o maior desafio que já viveu”, afirmou, à saída da audiência com o chefe de Estado, Marcelo Rebelo de Sousa, no palácio de Belém, para analisar a atual situação pandémica no país.

Noel Carrilho lamentou não ter havido “uma preparação adequada” durante o período de maior acalmia do surto, no verão, e não ter sido “aproveitado o conhecimento de quem está no terreno” durante vários meses.

“Vimo-nos obrigados a mostrar a nossa preocupação com a evolução da pandemia e também a situação do SNS, quer em termos de covid-19, quer em termos de assistência a doentes não covid-19. Não havendo uma preparação adequada, vemo-nos agora confrontados com uma situação muito difícil para os profissionais de saúde e, principalmente, para os doentes”, disse.

Um possível confinamento “não irá condicionar de forma significativa a capacidade do SNS”, que considera ser já “deficitária”, o que “terá consequências no futuro, em termos de mortalidade”.

“Há portugueses que vão morrer por esta falta de preparação e nós estamos, acima de tudo, preocupados com isso”, vincou.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 1,1 milhões de mortos e quase 42,7 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 2.316 pessoas dos 118.686 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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