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Águas do Alto Minho atende mais de 13 mil consumidores em oito dias

Anunciou a empresa

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Foto: Águas do Alto Minho

A empresa de gestão das redes de água e saneamento Águas do Alto Minho (AdAM) informou hoje que o reforço do atendimento telefónico com 19 trabalhadores permitiu “responder às dúvidas” de 13 mil consumidores em oito dias.

Em comunicado, a empresa que gere as redes de abastecimento de água em baixa e de saneamento básico de sete dos dez concelhos do distrito de Viana do Castelo especificou que “o reforço do atendimento telefónico com mais 19 pessoas permitiu o atendimento de 5.594 clientes, em oito dias, desde 22 de fevereiro, traduzindo-se numa taxa de 94%”.

A AdAM acrescentou que o atendimento nas lojas, por marcação prévia, também reforçado, “permitiu atender 3.821 clientes em apenas oito dias e que, no atendimento do ‘backoffice’, balcão digital e redes sociais, o reforço das equipas permitiu dar resposta a 4.017 solicitações de clientes”.

“Em apenas oito dias, a AdAM respondeu, de forma robusta, às questões identificadas, tendo no global garantido o contacto junto de 13.432 clientes”, reforça.

A AdAM é detida em 51% pela Águas de Portugal (AdP) e em 49% pelos municípios de Arcos de Valdevez (PSD), Caminha (PS), Paredes de Coura (PS), Ponte de Lima (CDS-PP), Valença (PSD), Viana do Castelo (PS) e Vila Nova de Cerveira (Movimento independente PenCe – Pensar Cerveira), que compõem a Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Minho.

Três concelhos do distrito – Ponte da Barca (PSD), Monção (PSD) e Melgaço (PS) – reprovaram a constituição daquela parceria.

A empresa explicou ter sido “implementado um sistema de apoio ao cliente reforçado, para o atendimento por marcação, telefónico e ‘online’, no seu balcão digital e aplicação myAQUA, para responder às dúvidas que sejam levantadas pelos seus clientes”.

Além do “reforço da capacidade de resposta direta das reclamações que lhe sejam dirigidas, a AdAM está a estabelecer as condições que permitam facilitar a articulação com entidades independentes, designadamente as autoridades competentes de arbitragem e de defesa dos consumidores, para que seja dado célere provimento às exposições que lhes sejam veiculadas pelos clientes”.

A nova empresa começou a operar em janeiro de 2020, “dimensionada para fornecer mais de nove milhões de metros cúbicos de água potável, por ano, e para recolher e tratar mais de seis milhões de metros cúbicos de água residual, por ano, a cerca de 70 mil clientes”.

Em janeiro deste ano, a AdAM anunciou o início da regularização de consumos não faturados em 2020, na sequência de erros que afetaram 15 mil consumidores.

A constituição da empresa tem sido contestada por vários partidos e pela população, que se queixam do aumento “exponencial” das tarifas e do “mau” funcionamento dos serviços, reclamando a sua reversão e a devolução da gestão daquelas redes a cada um dos municípios.

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