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Guimarães

Agente da PSP reclama absolvição em caso de agressões a adeptos do Benfica em Guimarães

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O subcomissário Filipe Silva e o seu advogado Ricardo Serrano Vieira. Foto: O MINHO

O subcomissário da PSP Filipe Silva recorreu para o Tribunal da Relação de Guimarães, pedindo a absolvição de todos os crimes por que foi condenado num processo relacionado com agressões a dois adeptos do Benfica.

No recurso, a que a Lusa hoje teve acesso, o advogado Ricardo Serrano Vieira alega que o subcomissário agiu segundo as normas de execução permanente e a sua atuação foi “proporcional, necessária e adequada”.

Em junho, o Tribunal Judicial de Guimarães condenou Filipe Silva a três anos de prisão, com pena suspensa, por dois crimes de ofensa à integridade física qualificada, relativos às agressões, e dois crimes de falsificação de documento e dois crimes de denegação de justiça e prevaricação, por alegadamente ter feito constar factualidade falsa no auto de notícia.

O arguido foi ainda condenado a pagar, em conjunto com o Estado, uma indemnização de 7.000 euros às vítimas, pai e filho, por danos não patrimoniais.

Para a condenação, o tribunal teve em conta o “elevado” grau de ilicitude da atuação do arguido, as lesões que provocou às vítimas, as elevadas exigências de prevenção geral em relação ao crime de ofensas à integridade física e o facto de o arguido não ter manifestado arrependimento.

Os factos remontam a 17 de maio de 2015, logo após o final do jogo entre o Vitória Sport Club e o Sport Lisboa e Benfica, no exterior do Estádio D. Afonso Henriques, em Guimarães.

No recurso interposto para a Relação, a defesa de Filipe Silva alega que o adepto filho injuriou o subcomissário e resistiu a várias tentativas de detenção, pelo que o arguido teve necessidade de desferir “impactos” com os bastões que detinha, para o imobilizar.

O recurso refere ainda que o adepto pai agarrou Filipe Silva pelas costas, rasgando-lhe o uniforme e provocando-lhe escoriações na zona das axilas, pelo que o arguido lhe desferiu dois socos para se libertar do “ataque”, num quadro de “legítima defesa”.

Sublinha que os dois adeptos tiveram um comportamento “ofensivo e ilícito, sempre em crescendo” e que o subcomissário sentiu “forte receio e pânico”, chegando a temer pela própria vida, já que nas imediações estavam cerca de 5.000 adeptos e se registava “um clima de clara confrontação com as autoridades”.

Na primeira instância, o tribunal considerou que, em ambos os casos, o arguido utilizou “de forma excessiva” os meios coercivos de que dispunha, “no âmbito dos poderes funcionais que lhe foram legalmente conferidos para o exercício da função policial”.

Agiu, assim, “com grave abuso de autoridade, valendo-se da posição superior de autoridade em que estava investido para consumar a agressão, bem sabendo da especial censurabilidade da sua conduta”.

Os dois adeptos negaram as injúrias, tendo o filho garantido que apenas gesticulou, face à situação complicada que se estaria a viver no interior do estádio, onde os adeptos do Benfica ficaram retidos no final do jogo, num dia de “extremo calor” e de “muita confusão”.

O pai negou igualmente que tivesse tocado ou agarrado Filipe Silva.

“Vi o meu filho levar porrada de qualquer maneira e feitio, ia ajudar a ver se ele se livrava daquilo e também levei”, contou.

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Guimarães

Dois jovens detidos por tráfico de droga em Guimarães

De 16 e 18 anos

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Foto: DR/Arquivo

A PSP deteve em Guimarães dois jovens suspeitos de tráfico de droga e apreendeu-lhes haxixe, heroína e cocaína, anunciou hoje aquela força.

Os detidos, de 16 e 18 anos, tinham haxixe suficiente para duas doses, heroína suficiente para 20 e cocaína suficiente para três.

A droga foi apreendida e os detidos notificados para comparecerem no Tribunal Judicial de Vila Nova de Famalicão.

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Guimarães

Refeições escolares em Guimarães com menos carne e mais cereais e legumes

Presidente da Câmara quer mudar o actual paradigma nas cantinas das escolas

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Foto: DR/Arquivo

A Câmara de Guimarães quer, num futuro próximo, que a carne e o peixe sejam a excepção nas ementas das escolas. Por isso, vai começar a fazer um trabalho de sensibilização junto da comunidade escolar e, no próximo concurso público das refeições escolares, incluir novas regras.

“Se queremos ter um concelho mais verde, temos que reduzir a pegada ecológica. E todos sabemos que a produção animal é um dos factores que mais contribuiu para o seu aumento”, refere o presidente da Câmara.

Domingos Bragança não quer fazer disto “uma imposição” mas sim “uma proposta à comunidade escolar para que faça esse caminho”. A ideia do autarca é que os pratos à base de cereais, legumes e fruta sejam “a oferta principal” ficando a carne e o peixe como alternativas, “um bocadinho ao contrário do que se passa hoje”.

“Gostava que entrasse nas nossas escolas a paixão pelos animais, pela forma como são tratados, e que se fizessem mais refeições à base de vegetais e cereais”, acrescenta ainda Domingos Bragança que não descarta a hipótese de os próximos concursos para as refeições escolares terem esta ‘condição’.

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Guimarães

Guimarães investe 150 mil euros em “nova versão” de projeto cultural excentriCidade

Dos 250 espetáculos realizados ao abrigo do Excentricidade, 50% foram de música, 35% de cinema e 15% de teatro, envolvendo mais de 1.500 artistas e mais de 50 parceiros

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Foto: Divulgação / CM Guimarães

A câmara de Guimarães vai investir 150 mil euros numa “nova versão” do projeto excentriCidade, que pretende envolver a comunidade de forma a estender a sua ação a mais freguesias para “fazer diferente e para melhor”.

Apresentada hoje, a nova versão do excentriCidade destaca-se pela “vertente formativa, através de uma parceria com uma associação de técnicos de som locais” e pela definição do “Ponto Alto”, rubrica em que cada freguesia poderá identificar um momento alto da programação para implementação de produtos culturais profissionais mais apelativos “na expectativa de atrair público em grande número”.

No reformulado projeto, que nasceu em 2015 e já recebeu mais de 250 espetáculos e 1.500 artistas, além da criação de residências artísticas, destacam-se a aposta em produtos culturais profissionais, passando a periodicidade a ser bimestral.

“A cultura continua a ser uma aposta forte para Guimarães e para todo o território e o projeto excentriCidade revela que houve mais 21 mil pessoas no concelho a ter acesso à cultura. Um ganho positivo, sempre com vontade em fazer diferente para melhor”, salientou a vereadora da Cultura, Adelina Pinto.

Segundo a vereadora, com o excentriCidade a autarquia quer “deixar marca na comunidade”, pelo que nesta nova versão a programação cultural será implementada numa “lógica de itinerância espacial” dentro de cada freguesia, atendendo às características específicas de cada produto cultural profissional, residência artística, contemplando a ligação às escolas, centros de dia, locais de convívio e outras instituições.

Outro ponto destacado foi a comunicação, sendo criada uma página oficial do projeto excentriCidade – Outros Palcos Mais Cultura no Facebook e Instagram.

Dos 250 espetáculos realizados ao abrigo do excentriCidade, 50% foram de música, 35% de cinema e 15% de teatro, envolvendo mais de 1.500 artistas e mais de 50 parceiros.

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