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Viana do Castelo

Advogados dos últimos moradores do prédio Coutinho autorizados a entrar no edifício

Reuniões com os últimos moradores

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Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Os advogados dos últimos moradores do prédio Coutinho, em Viana do Castelo, tiveram na tarde de hoje autorização da VianaPolis para entrar no edifício, para reunirem-se com os seus constituintes, depois de o acesso lhes ter sido vedado de manhã.


Os dois mandatário reuniram-se na sede da VianaPolis com o presidente da Câmara de Viana do Castelo, depois de José Maria Costa ter entrado pela primeira vez no edifício, desde segunda-feira, para tentar chegar a acordo com os últimos moradores.

Após a reunião, os advogados entraram no bloco nascente do Edifício Jardim, mais conhecido por prédio Coutinho, onde ainda se encontram três moradores que ocupam duas frações.

A seguir, os advogados irão para o bloco poente, a fim de se reunirem com seis moradores de quatro frações.

Um dos advogados dos últimos nove moradores do prédio Coutinho, em Viana do Castelo, foi hoje impedido de entrar no edifício por agentes da PSP e pela segurança privada contratada para o local pela VianaPolis.

Depois de ter sido impedido duas vezes de entrar no edifício, Magalhães Sant’Ana afirmou aos jornalistas que vai apresentar uma queixa na Ordem dos Advogados por ter sido “impedido de exercer o mandato”.

O Conselho Regional do Porto da Ordem dos Advogados já disse ser “intolerável” que advogados sejam impedidos de contactar com os constituintes.

A Sociedade VianaPolis iniciou cerca das 08:30 de hoje os trabalhos de desconstrução das frações desocupadas no prédio Coutinho, em Viana do Castelo, sendo que no interior do edifício permanecem nove moradores que se recusam a entregar seis habitações.

O Edifício Jardim, localmente conhecido como prédio Coutinho, tem desconstrução prevista desde 2000, ao abrigo do programa Polis, mas a batalha judicial iniciada pelos moradores travou aquele projeto iniciado quando era António Guterres primeiro-ministro e José Sócrates ministro do Ambiente.

Para o local onde está instalado o edifício está prevista a construção do novo mercado municipal da cidade.

A ação de despejo dos últimos moradores no prédio estava prevista cumprir-se às 09:00 de segunda-feira, na sequência de uma decisão do Tribunal Administrativo e Fiscal de Braga, de abril, que declarou improcedente a providência cautelar movida pelos moradores em março de 2018.

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Viana do Castelo

Já é conhecido o cartaz da Romaria d’Agonia 2020

Autoria de Luís Carlos Araújo Lagadouro

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O distanciamento social imposto pela pandemia de covid-19 inspirou o autor do cartaz escolhido para ser a imagem da edição 2020 da Romaria d’Agonia, em Viana do Castelo, por retratar uma festa “sentida à distância, através das plataformas digitais”.

O fotógrafo Luís Lagadouro, de 31 anos, natural da freguesia de Outeiro venceu o concurso com um cartaz que junta tradição e tecnologia.

Cartaz da Romaria d’Agonia 2020. Foto: Luís Carlos Araújo

A imagem, hoje apresentada publicamente no teatro municipal Sá de Miranda, retrata uma mordoma, sentada numa cadeira, com a imagem da santa padroeira, a Senhora d’Agonia, colocada numa parede e, em frente para um computador. Sorrindo olha para o monitor, simulando a visualização de um dos números da romaria que este ano se cumprirá através das plataformas digitais.

“A ideia surgiu em conversa com amigos, brincando com a inundação de transmissões em direto nas redes sociais. Comentamos que as Festas d’Agonia 2020 seriam praticamente todas virtuais. Comecei a pensar que por ser virtual não teria de perder a alma e poderia passar uma imagem de esperança. E daí veio a ideia de estar a (vi)ver as festas em casa, mas igualmente trajado como se faz durante a festa, pois há sempre alguém que leva um lenço, uma camisa ou um colete vestido”, explicou.

A mordoma Teresa Viana, de 27 anos e residente em Vila Nova de Anha, também em Viana do Castelo, escolheu envergar um traje de domingar, que inclui um lenço com cem anos.

“Tenho de ter sempre presente no meu pensamento que, para além de um ano atípico, só tenho de sentir orgulho e alegria por me darem esta oportunidade. Queremos demonstrar a todos os vianenses e a todos aqueles que querem viver a romaria connosco que este ano também será possível. E que para o ano estaremos todos juntos e com mais paixão pelas nossas festas”, afirmou a jovem.

O cartaz da romaria voltou, este ano, a ser selecionado em concurso público, que decorreu entre 03 de março e 29 de maio, tendo recebido propostas de 16 candidatos, num total de 21 propostas.

Em 2019, segundo dados então avançados pela VianaFestas, contaram-se 83 propostas, maioritariamente de Viana do Castelo, mas também de Coimbra, Braga, Porto e Lisboa.

Romaria decorre de 19 a 23 de agosto

A edição 2020 da Romaria Nossa Senhora da Agonia vai decorrer entre os dias 19 e 23 de agosto.

“Será uma festa diferente, mas também por isso ainda mais emotiva, por ser vivida desta vez apenas à distância. As preocupações com a saúde pública, numa festa que envolve a concentração de tantas pessoas, não podia ser colocada em segundo plano, tendo em conta o momento que todos vivemos. Este ano vamos sentir a romaria, mas para o ano estaremos, todos, a vivê-la como sempre”, disse António Cruz, presidente da Comissão de Festas da Romaria d’Agonia.

Este ano, a capital do Alto Minho não vai festejar nas ruas, pela primeira vez em 248 anos, os números emblemáticos da Romaria d’Agonia devido às restrições impostas pela pandemia de covid-19.

Além do cartaz foi também apresentada a programação digital da festa, um momento que habitualmente se realizava num restaurante da cidade com mais de uma centena de pessoas e que este ano se realizou no teatro da cidade, com cerca de 50 pessoas, cumprindo as regras impostas pela pandemia de covid-19.

A programação será disponibilizada num sítio na Internet, num espaço designado “A festa de todos”, e através das redes sociais com os números principais da romaria, informação e memórias de uma romaria com cerca de dois séculos e meio de história.

A página criada disponibilizará conteúdos multimédia sobre momentos das festas, acessíveis para telemóveis por códigos de barras bidimensionais (QR Code) disponíveis na Exposição de Rua “Sentir as Festas d’Agonia”, em vários locais pela cidade de Viana do Castelo.

O dia 20 de agosto, dedicado a Nossa Senhora d’Agonia, padroeira dos homens do mar, será celebrado presencialmente, na igreja que lhe está dedicada no Campo d’Agonia, mas com limitações determinadas pelas autoridades de saúde e pela Confederação Episcopal Portuguesa relativamente às celebrações litúrgicas.

Haverá ainda outros momentos celebrados presencialmente, como exposições, a apresentação da revista “A falar de Viana, entre outros.

“Vamos dar o exemplo, quer ao Estado, quer à sociedade civil”

Para o presidente da câmara, José Maria Costa, esta foi a forma que Viana do Castelo encontrou para que as festas “não sejam um motivo de preocupação ou que quem a organiza fique com peso na consciência por não serem cumpridas as regras que todos são exigidas”.

“Perante os devaneios a que temos assistido em algumas zonas do país, vamos dar o exemplo, quer ao Estado quer à sociedade civil, que fazemos a festa de forma diferente. Será uma lição de que em Viana do Castelo a romaria assume-se de corpo inteiro, mesmo em ano de pandemia”, sustentou.

O autarca socialista admitiu que o formato eminentemente digital que a romaria assume este ano “vai afetar a vida económica do nosso concelho” , mas também um “desafio à reflexão que dará mais sentido às raízes e à essência de uma festa que convoca todos para um encontro de partilha”.

Anteriormente à Lusa, o presidente da Câmara de Viana do Castelo, José Maria Costa, estimou que o cancelamento, no formato habitual, da edição 2020 representará uma “perda direta de receita de 10 milhões de euros, sobretudo nos setores do comércio, restauração e hotelaria.

(notícia atualizada às 20h49)

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Viana do Castelo

Trabalhadores da Auto Viação Cura, em Viana, exigem pagamento de salários

Empresa refuta acusações

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Foto: DR / Arquivo

Os trabalhadores da Auto Viação Cura, de Viana do Castelo, exigiram hoje o pagamento integral dos salários de março, maio e junho e estão dispostos a concentrarem-se à porta da empresa até receberem uma garantia da administração.

“A empresa pagou metade do salário de março. A partir de abril entrou em ‘lay-off’ e pagou a todos os trabalhadores. Em maio, continuou em ‘lay-off’ mas metade dos trabalhadores não receberam nem os 70% assegurados pela Segurança Social, nem o restante pago pela empresa. Sabemos que a empresa já recebeu a comparticipação da Segurança Social relativa ao mês de junho, mas ainda não pagou a nada a nenhum trabalhador”, explicou hoje à agência Lusa o coordenador do Sindicato dos Trabalhadores de Transportes Rodoviários e Urbanos do Norte (STRUN), José Manuel Silva.

O dirigente sindical avançou que “os trabalhadores vão reunir-se em plenário, na segunda-feira e que, na terça-feira, irão concentrar-se em frente aos escritórios da empresa para exigir uma garantia de pagamento dos ordenados”.

José Manuel Silva adiantou que “hoje foi enviado um ofício para à Autoridade para as Condições de Trabalho (ACT) a denunciar a situação”.

“Os trabalhadores estão dispostos a ficar em frente à empresa e não vão arredar pé até terem garantia de que vão receber os salários. Se a empresa alegar que não tem dinheiro, que é o costume, pelo menos que pague aos trabalhadores a parte que já recebeu da Segurança Social”, defendeu José Manuel Silva.

Segundo o coordenador do STRUN, “a empresa emprega cerca de 30 trabalhadores, sendo que apenas entre cinco a seis trabalhadores não estão em regime de ?lay-off’.

Contactado pela Lusa, o porta-voz daquela empresa de transporte público, Rui Matos, explicou que “os meses de março, abril e maio estão totalmente liquidados”.

Arresto “insólito” põe em risco continuidade de transportadora em Viana

O responsável admitiu “que o mês de junho está por liquidar, que a empresa já recebeu os 70% de comparticipação da Segurança Social, mas que tem um acordo com a comissão de trabalhadores para que os salários possam ser pagos até ao dia 15 do mês seguinte, o que faz ainda mais sentido nesta fase de pandemia de covid-19 que estamos a viver e ,em que não temos trabalho”.

Os salários não são só a comparticipação da Segurança Social. Não percebo tanto barulho, nem sabia deste plenário porque há um acordo com a comissão de trabalhadores que os salários podem ser pagos até ao dia 15 do mês a seguir. Hoje ainda é dia 10 e, de facto, o que está em atraso é o mês de junho”, especificou Rui Matos.

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Alto Minho

“É muito importante participação dos Estaleiros de Viana” na construção de 6 navios-patrulha

António Costa Silva

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Foto: DR / Arquivo

“A execução dos investimentos previstos na Lei de Programação Militar, para construção de 6 novos navios-patrulha oceânicos deve ser fortemente apoiada e é muito importante assegurar a participação dos Estaleiros de Viana do Castelo, aumentando a capacidade produtiva nacional, à semelhança do que fazem outros países europeus”, defende António Costa Silva, consultor responsável pelo plano de recuperação económica do governo.

No documento, é apontado que o reforço do investimento no cluster da economia de Defesa deve ser uma prioridade porque funciona como “alavanca para o desenvolvimento tecnológico do país”.

Num documento de 120 páginas, intitulado “Visão Estratégica para o plano de recuperação económica e social de Portugal 2020-2030”, Costa Silva assinala que este cluster “representa hoje 3% do PIB nacional e aglutina os Centros Tecnológicos da Forças Armadas, com uma rede de empresas nacionais e internacionais, Universidades e Centros de Investigação”, envolvendo ainda “mais de 200 empresas exportadoras” e cobrindo as indústrias aeronáutica, espacial e de defesa.

“É necessário reforçar o investimento neste cluster, porque ele é uma alavanca para o desenvolvimento tecnológico do país”, defende António Costa Silva na versão preliminar do documento que entregará ao Governo.

O consultor do primeiro-ministro considera que “devem ser apoiados” projetos relacionados com a mobilidade aérea urbana, com os microlançadores e os microssatélites, com a inovação no desenho e fabricação de estruturas aeronáuticas, com a vigilância marítima, o comando e controlo, a ciberdefesa, sistemas submarinos.

Para Costa Silva, são “projetos mobilizadores, que podem alavancar as competências e a competitividade de várias fileiras da indústria nacional”.

O consultor sublinha que o cluster da Degfesa “cria emprego muito qualificado e tem capacidade para potenciar o desenvolvimento de tecnologias e soluções em ligação com outros setores, como a ótica de precisão, o têxtil inteligente, a engenharia aeronáutica e naval”.

“Este cluster promove o duplo uso de bens e serviços e contribui para a competitividade e a internacionalização da economia portuguesa. A colaboração com empresas internacionais, como a Embraer e a Airbus potencia a integração das cadeias e sistemas tecnológicos e abre novas perspetivas para produtos de alto valor acrescentado”, acrescenta.

No documento, Costa Silva preconiza como “crucial para o futuro” a criação de “um laboratório conjunto para reforçar as redes e as parcerias existentes, visando a internacionalização das empresas e o desenvolvimento das cadeias de valor”.

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