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Alto Minho

Rapariga de 15 anos morre em acidente em Melgaço

Em Assadura

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Uma adolescente de 15 anos morreu hoje no despiste de uma viatura ligeira em Assadura, concelho de Melgaço, num acidente que provocou ainda dois feridos graves, disse à Lusa fonte da GNR.

“O acidente ocorreu pelas 19:40, tratou-se do despiste de um veículo ligeiro de que resultou a morte de uma adolescente de 15 anos e dois feridos graves”, adiantou a fonte, explicando que as circunstâncias estão a ser investigadas pelo Núcleo de Investigação de Acidentes de Viação da GNR.

Foto: DR

Fonte do Comando Distrital de Operações (CDOS) de Viana do Castelo acrescentou que a viatura caiu numa ribanceira na vila de Melgaço.

Além da GNR, ao local acorreram elementos das corporações de Melgaço e Monção, a Viatura Médica de Emergência e Reanimação do hospital de Viana do Castelo e a ambulância de suporte imediato de vida de Valença, informou o CDOS.

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Alto Minho

Alto Minho elege mais um deputado socialista

Tiago Brandão Rodrigues cede lugar a José Manuel Carpinteira

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José Carpinteira. Foto: PS / Divulgação

José Manuel Carpinteira tem praticamente assegurado lugar no Parlamento para a próxima legislatura, depois de divulgada esta terça-feira a proposta de membros do novo Governo português.

O antigo presidente da Câmara de Cerveira era o 4.º candidato pelo Partido Socialista (PS) no círculo eleitoral de Viana do Castelo, mas não foi eleito nas últimas eleições legislativas de 06 de outubro.

Tiago Brandão Rodrigues, cientista de Paredes de Coura, novamente proposto para ministro da Educação, foi eleito nessas eleições como cabeça-de-lista pelo distrito do Alto Minho, cedendo agora lugar no hemiciclo ao antigo gestor de uma empresa de transportes de mercadorias em Cerveira, eleito presidente da Câmara em 1990.

José Manuel Carpinteira deverá, caso o Presidente da República aceite a lista proposta por António Costa para a próxima legislatura, exercer as mesmas funções na bancada socialista, à semelhança do que acontece desde 2015, estreia do cerveirense na Assembleia da República.

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Viana do Castelo

Futuro da hotelaria decide-se em Viana

O 31.º Congresso Nacional de Hotelaria e Turismo vai realizar-se entre 20 e 22 de novembro

em

Foto: Divulgação

O presidente da Associação da Hotelaria de Portugal (AHP), Raúl Martins, disse hoje, em Lisboa, que são esperados 400 congressistas na reunião anual que organizam para debater o setor e que este ano decorrerá em Viana do Castelo.

“Estimamos cerca de 400 congressistas, o mesmo número dos outros anos em que o congresso acontece fora de Lisboa, que contou com 550” participantes no ano passado, disse hoje, Raúl Martins, aos jornalistas na apresentação do evento em Lisboa.

O 31.º Congresso Nacional de Hotelaria e Turismo vai realizar-se entre 20 e 22 de novembro e tem como tema “Portugal: Preparar o Amanhã”.

Em 23 de setembro, em Viana do Castelo, o presidente da associação do setor já tinha anunciado que os cinco principais grupos hoteleiros portugueses iriam participar no primeiro painel do congresso deste ano, que contará com mais cinco.

“Em 2014, Braga foi palco deste congresso, pelo que, cinco anos depois, faz todo o sentido voltar ao Norte e realizá-lo, pela primeira vez, nesta cidade. Nestes últimos anos, muita coisa mudou, o turismo cresceu, surgiram projetos inovadores e o Norte tornou-se num dos destinos de preferência e referência do nosso país, tendo sido o destino que mais cresceu em 2018, com quatro milhões de hóspedes e quatro milhões de dormidas”, destacou, na altura, e reforçou hoje novamente.

Organizado pela AHP, a maior associação hoteleira nacional, o congresso tem o apoio da Câmara de Viana do Castelo.

O programa inclui, assim, seis painéis e juntará, entre outros, os cinco principais grupos hoteleiros portugueses que representam cerca de 140 hotéis, mais de 20 mil quartos em Portugal.

Raúl Martins sublinhou a importância do debate em torno das perspetivas de um setor que “tem ciclos de expansão e contração, estádios de maturação, concorrência e afirmação de modas, tendências e destinos”.

“Os anos mais recentes em Portugal foram os do ciclo de expansão. Que sinais há no horizonte? Continuaremos a crescer? Como, onde, em que mercados e em que segmentos? Que indicadores temos hoje que nos permitem antecipar o que será o amanhã?”, questionou.

O congresso começa no dia 20 de novembro, pelas 19:00, com uma mostra de produtos regionais.

Os dias 20 e 21 de novembro serão dedicados a debater temas como “Crescer a Norte”, “A Convergência Ibérica”, “O Investimento Hoteleiro em Portugal” e “A transformação da indústria da aviação”, com a presença prevista do ministro Adjunto e da Economia.

O protocolo para a realização do 31.º congresso promovido pela associação e a capital do Alto Minho foi assinado em março, na BTL, em Lisboa, entre a AHP e a Câmara de Viana do Castelo.

Como seduzir Espanha?

A presidente executiva da Associação da Hotelaria de Portugal (AHP) disse que, entre outros, o congresso deste ano vai ter um painel sobre a convergência ibérica e tentar perceber se é possível captar espanhóis com mais poder de compra.

“Convergência Ibérica. As oportunidades de Portugal em Espanha – Como seduzir Espanha?” vai ser o tema do segundo painel do 31.º Congresso Nacional de Hotelaria e Turismo no dia 21 de novembro, que vai realizar-se entre 20 e 22 de novembro, com o tema “Portugal: Preparar o Amanhã”, em Viana do Castelo.

“Nós temos relação íntima com Espanha. É uma relação de competição, mas simultaneamente de cooperação, e sabendo que o mercado espanhol é o segundo mercado emissor de turistas, mas é o terceiro mercado em termos de recitas e, portanto, está-se também aqui a colocar uma pergunta que é: ‘será que é possível captar turistas espanhóis com mais poder de compra?’”, disse Cristina Siza Vieira aos jornalistas, hoje, na apresentação do congresso em Lisboa.

“Fomos roubar o nome deste painel a uma entrevista que António Trindade deu ao Expresso em julho de 2019 em que ele falava que para podermos ser grandes temos que ultrapassar as picardias que temos habitualmente com Espanha (…), as razões destas picardias e ir mais longe porque para nos afirmarmos, sobretudo, em mercados como o norte-americano – e não só, mesmo na América Latina, etc – devíamos afirmar Portugal como um destino ibérico”, explicou Cristina Siza Vieira.

“O nosso futuro turístico passa por esta convergência e união de esforços com Espanha. Portugal tem de pensar de forma mais abrangente, tem de criar em parceria com Espanha um elemento de atração chamado ‘ibéria’, que vai permitir um crescimento sustentado das rotas aéreas oriundas dos EUA, a manutenção das operações sul-americanas – no nosso caso, muito baseado no Brasil – e, acima de tudo, fazer crescer o número de turistas que chegam da América Latina”, acrescentou.

Antes deste painel, o congresso abordará o “Investimento hoteleiro em Portugal”, que contará a visão dos grandes grupos hoteleiros portugueses, que irão partilhar as suas experiências e debater se ainda se vivem tempos de oportunidade para investimento e quais as vantagens e desvantagens da escala.

Já o terceiro painel debate os “Desafios da comercialização digital”. Pretende-se abordar o que já mudou e o que vai mudar no negócio da distribuição, os novos desafios e oportunidades para a hotelaria “vender mais e melhor”, “uma análise aos desafios da comercialização digital de pequenas, médias e grandes unidades hoteleiras”.

O primeiro dia termina com um debate sobre os desafios da oferta e procura nos principais mercados internacionais, no mercado da aviação, sob o painel “Game Changing: a transformação da Indústria da Aviação e as implicações para Portugal”.

O quinto – e primeiro painel do segundo dia de congresso – tem como tema “Crescer a Norte”. Em seis anos, o turismo na região Porto e Norte “cresceu fortemente, bem acima da média nacional, e pretende-se discutir ‘Como se faz a gestão do Turismo na região Norte'”, exemplificou a responsável.

“As oportunidades que temos – a nossa singularidade” será o sexto painel em discussão.

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Alto Minho

Tiago Brandão Rodrigues mantém-se como ministro da Educação e pode vir a ser recordista no cargo

Propostas de António Costa

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Foto: Divulgação / Governo de Portugal

Tiago Brandão Rodrigues, natural de Paredes de Coura, irá manter-se como ministro da Educação durante a próxima legislatura, divulgou ao final da tarde desta terça-feira o primeiro-ministro António Costa.

O jovem cientista ‘outsider’ e sem experiência política que há quatro anos se estreou como ministro, é hoje candidato a governante que mais tempo tutelou a pasta da Educação em Portugal, apesar do mandato tumultuoso.

Ao longo dos últimos quatro anos foi por várias vezes apontado como um dos “elos mais fracos” do executivo de António Costa e como potencialmente remodelável, mas sobreviveu a todas as reconfigurações de Governo, mesmo debaixo de fortes críticas da oposição e, sobretudo, dos sindicatos, com os quais não chegou a acordo sobre a recuperação do tempo de serviço congelado dos professores.

A contagem da totalidade dos nove anos, quatro meses e dois dias de serviço é o grande diferendo que transita com o ministro para o novo Governo, hoje conhecido, e que promete marcar, pelo menos, o arranque do novo mandato.

Se aos últimos quatro anos Tiago Brandão Rodrigues juntar os quatro que seguem à frente do Ministério da Educação será o ministro que, pelo menos em democracia, mais tempo esteve à frente de uma das pastas que mais dificuldade tem em segurar ministros.

Maria de Lurdes Rodrigues, no primeiro Governo socialista de José Sócrates e Nuno Crato, no primeiro Governo de coligação PSD/CDS-PP de Passos Coelho, foram os ministros que, antes de Brandão Rodrigues, por mais tempo ocuparam a pasta, com quatro anos e sete meses e quatro anos e três meses, respetivamente.

O ministro que continua para a próxima legislatura arrancou a anterior com a reversão de algumas das medidas tomadas pelo Governo de direita, acabando com os exames nos 4.º ano e 6.º anos de escolaridade e com a prova de avaliação dos professores, em sintonia com as exigências sindicais, o que garantiu um apaziguamento sindical nos primeiros tempos.

Com a sua secretária de Estado Adjunta – agora elevada a ministra – Alexandra Leitão, a dar a cara por essa luta, reviu os contratos de associação com os colégios privados, aplicando um corte expressivo no financiamento estatal aos privados.

Tiago Brandão Rodrigues fica ainda associado à mudança de paradigma no ensino em Portugal, com a introdução do Perfil do Aluno e do modelo de flexibilidade curricular, assim como à introdução de manuais escolares gratuitos no ensino público até ao 12.º ano, uma exigência da “geringonça” que apoiou no parlamento o Governo de António Costa.

Tiago Brandão Rodrigues, 42 anos, nasceu em Paredes de Coura, em junho de 1977 e licenciou-se em Bioquímica pela Universidade de Coimbra, tendo mais tarde vivido e trabalhado em Madrid, Estados Unidos e Inglaterra.

Foi em Inglaterra que se notabilizou e conquistou reconhecimento internacional pela descoberta de uma técnica de ressonância magnética que permite a deteção precoce do cancro.

Desde 2010 que estava ligado ao instituto Cancer Research UK, da Universidade de Cambridge, até regressar a Portugal.

Tal como há quatro anos, voltou a ser cabeça de lista do Partido Socialista (PS) por Viana do Castelo, o seu distrito.

Novo Governo

O XXII Governo Constitucional, apresentado pelo primeiro-ministro indigitado ao Presidente da República, prevê que Pedro Siza Vieira, Augusto Santos Silva, Mariana Vieira da Silva e Mário Centeno sejam ministros de Estado.

A existência de quatro ministros de Estado é uma das principais novidades em relação ao XXI Governo Constitucional, uma opção que, fonte oficial do executivo, justifica como “um reforço do núcleo central” do executivo.

“Com quatro ministros de Estado (Pedro Siza Vieira, Augusto Santos Silva, Mariana Vieira da Silva e Mário Centeno) permite-se ao primeiro-ministro e ao ministro dos Negócios Estrangeiros assegurarem plenamente a condução da presidência portuguesa da União Europeia” em 2021.

Maria do Céu Albuquerque, ex-presidente da Câmara de Abrantes, foi proposta para as funções de ministra da Agricultura, substituíndo Capoulas Santos.

Ricardo Serrão Santos foi proposta para ministro do Mar e Alexandra Leitão para o cargo de ministra da Modernização do Estado e da Administração Pública, novo ministério para esta legislatura a par do ministério da Coesão Territorial.

O Presidente da República vai dar posse ao novo Governo “na próxima semana”, em “data a determinar”, após a publicação do mapa oficial da eleições de 06 de outubro e da primeira reunião do parlamento.

Lista proposta

Primeiro-Ministro – António Costa;
Ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital – Pedro Siza Vieira;
Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros – Augusto Santos Silva;
Ministra de Estado e da Presidência – Mariana Vieira da Silva;
Ministro de Estado e das Finanças – Mário Centeno;
Ministro da Defesa Nacional – João Gomes Cravinho;
Ministro da Administração Interna – Eduardo Cabrita;
Ministra da Justiça – Francisca Van Dunen;
Ministra da Modernização do Estado e da Administração Pública – Alexandra Leitão;
Ministro do Planeamento – Nelson de Souza;
Ministra da Cultura – Graça Fonseca;
Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior – Manuel Heitor;
Ministro da Educação – Tiago Brandão Rodrigues;
Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social – Ana Mendes Godinho;
Ministro da Saúde – Marta Temido;
Ministro do Ambiente e da Ação Climática – João Pedro Matos Fernandes;
Ministro das Infraestruturas e da Habitação – Pedro Nuno Santos;
Ministra da Coesão Territorial – Ana Abrunhosa;
Ministra da Agricultura – Maria do Céu Albuquerque;
Ministro do Mar- Ricardo Serrão Santos;
Secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares – Duarte Cordeiro;
Secretário de Estado Adjunto do Primeiro-Ministro – Tiago Antunes;
Secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros – André Moz Caldas.

 

Noticia atualizada às 22h54 com mais informação.

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