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Região

Adjudicada eletrificação de troço espanhol da linha Porto-Minho-Vigo

Trajeto incluiu a Linha do Minho

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Foto: Wikipedia

O Administrador de Infraestructuras Ferroviarias (Adif) adjudicou, esta quinta-feira, por um 1,78 milhões de euros, o projeto de eletrificação do troço Guillarei-Tui, na Galiza no âmbito da modernização da ligação Vigo-Porto, anunciou aquela entidade.

Num comunicado publicado na sua página oficial, a Adif revela que o contrato foi adjudicado à Telice por 1.78 milhões de euros (IVA incluído), tendo um prazo de execução de 6 meses.

A obra prevê a instalação do sistema completo de linhas aéreas de contacto, composto por uma catenária híbrida transformável, efetuada a partir do triângulo Guillarei para o limite antes da ponte internacional no rio Minho, que faz fronteira com Portugal, bem como eletrificação da linha férrea Tui nas trilhas 1, 2 e 4.

Para além disso, explica a Adif na nota publicada, a empreitada prevê, no âmbito da sinalização e comunicações, a adaptação e manutenção das instalações de segurança afetadas pela eletrificação do troço Guillarei-Tui.

Este contrato, com um orçamento de 18,1 milhões de euros (incluindo IVA), inclui ainda o trabalho em instalações de sinalização secção Guillarei-Tui e suas secções adjacentes, nomeadamente a “substituição do atual bloqueio telefónico entre as estações de Tui e Valença do Minho (Portugal) que será também substituído por um bloco BAU (Bloqueio Automático em Via Única) centralizado com contadores de eixo”.

Segundo a Adif a eletrificação desta secção, com cerca de cinco quilómetros de comprimento, faz parte dos acordos bilaterais entre a Espanha e Portugal para a melhoria dos serviços ferroviários transfronteiriços.

Em declarações à Lusa, Xoan Mao, secretário-geral do Eixo Atlântico do Noroeste Peninsular, organismo que agrega 38 municípios portugueses e galegos, congratula-se com a adjudicação deste troço, mas sublinha, contudo, que esta é apenas mais uma etapa.

“Isto era importante, mas depois é preciso avançar solução com a saída Vigo Sul”, afirmou.

Segundo aquele responsável, é expectável que a eletrificação do troço Guillarei – Tui esteja terminada até ao final de 2020.

A Infraestruturas de Portugal anunciou a 29 de fevereiro de 2016 a aprovação da modernização e eletrificação de toda a Linha do Minho, que será implementada em duas fases: uma inicial, no troço de Nine – Viana do Castelo (43,6 quilómetros), e outra entre Viana do Castelo e Valença, ambos em execução.

Já a eletrificação do troço Nine – Viana do Castelo foi adjudicada a 30 de janeiro de 2017, pelo valor de 16 milhões de euros, e está previsto que esteja concluída no terceiro trimestre de 2018.

O projeto de modernização da Linha do Minho inclui ainda eletrificação Nine – Valença do Minho, a supressão de passagens de nível, novas subestações, intervenções em túneis e pontes, e instalação de sistemas e telecomunicações sinalização, com um investimento total de 832 milhões de euros.

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Braga

Braga acima da média nacional no índice de sustentabilidade

Índice de Sustentabilidade Municipal

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Foto: O MINHO (Arquivo)

A cidade de Braga apresenta Índices de Sustentabilidade Municipal (ISM) “bastante positivos e acima da média nacional”, tendo cumprido 69,1% dos Objetivos para o Desenvolvimento Sustentável Municipal, concluiu um estudo da Universidade Católica hoje apresentado.

Segundo o trabalho, da responsabilidade do Centro de Estudos e Sondagens de Opinião (CESOP-Local) daquela universidade, a medição do ISM decorre em parceria com 22 municípios, medindo a concretização, a nível local, dos Objetivos para o Desenvolvimento Sustentável Municipal.

O Índice de Sustentabilidade procura refletir o nível de concretização da sustentabilidade de cada município do país, sendo composto por indicadores e objetivos que traduzem os 17 objetivos e as 169 metas constantes da Agenda 2030.

O estudo, a cargo do investigador José Fidalgo, concluiu ainda que o ISM em Portugal é de 62,6%, o do Norte 61,9%, o da região do Cávado 65,5% e nos concelhos de Alta Densidade 63,1%.

“A partir destes resultados, vamos trabalhar em estreita colaboração com os nossos parceiros, no sentido de ajustarmos a nossa atuação”, apontou o presidente da autarquia, Ricardo Rio.

“Baseado nestes resultados, fica comprovado que o município de Braga está na linha da frente na concretização dos objetivos em Portugal, aproximando-se muito das metas das Nações Unidas. Aliás, segundo consta do Índice agora apresentado, o município de Braga tem oito objetivos concretizados acima dos 75%, sendo que apenas dois estão abaixo dos 50%”, lê-se nas conclusões do estudo.

Para Ricardo Rio, “os 123 indicadores do ISM, relativos a 65 metas (…) podem ser uma excelente ferramenta de apoio na formatação de melhores políticas municipais”.

“Este tipo de trabalhos confronta-se com várias dificuldades, com especial ênfase para o acesso a dados atuais e fidedignos sobre cada um dos domínios em análise e o exorbitar das leituras políticas sobre os mesmos, numa perspetiva laudatória por parte de quem governa e crítica por quem está na oposição”, salientou ainda Ricardo Rio, saudando o estudo da UCP.

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Cávado

PS/Esposende acusa câmara de esbanjar dinheiro ao alugar edifício do pai de um autarca

“O dono do prédio deve estar a esfregar as mãos de contente”

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Foto: Divulgação / CM Esposende

O PS de Esposende acusou esta quinta-feira a Câmara local (PSD) de “esbanjar dinheiro público” com o dossier do Centro de Negócios, nomeadamente com o arrendamento de um edifício propriedade do pai de um presidente de junta social-democrata.

Em comunicado, o PS diz que em causa está um negócio “ruinoso”, com o pagamento, desde há quase três anos, de uma renda “elevadíssima”, que começou por 5 mil euros mensais e que foi entretanto atualizada para 5.500.

Agora, a Câmara está a investir quase 219 mil euros no prédio, para o adaptar a Centro de Negócios.

“O dono do prédio deve estar a esfregar as mãos de contente”, refere.

O PS frisa ainda que, antes do arrendamento do prédio para a instalação do Centro de Negócios, a Câmara, há seis anos, comprou, por mais de 600 mil euros, um terreno para o mesmo efeito.

O PS sublinha que, além de aquele ser um preço “elevadíssimo”, o terreno, ao longo de seis anos, ainda só serviu para “crescer vegetação e para instalar circos que visitam Esposende”.

“Há proprietários de terrenos e senhorios com muita sorte”, acrescenta o comunicado socialista.

Contactado pela Lusa, o presidente da Câmara, Benjamim Pereira, disse que o edifício arrendado se situa no centro da cidade e tem 750 metros quadrados, sublinhando que a renda foi fixada em função de uma avaliação.

Disse ainda que, na altura, o filho do dono de prédio ainda não era presidente de junta “nem era sequer previsível” que viesse a ser candidato.

“A melhor maneira que o PS encontra para disfarçar o que se passa no Governo é falar das autarquias PSD”, referiu.

Disse ainda que desde junho de 2018 que a Câmara não paga “um único cêntimo de renda”, uma situação que se manterá até janeiro de 2020.

Benjamim Pereira garantiu que o arrendamento será provisório, já que continua nos planos da Câmara a construção de instalações para o Centro de Negócios no terreno comprado há seis anos.

Uma obra que deverá custar “entre dois a três milhões de euros”, estando a Câmara à espera de uma oportunidade para avançar com uma candidatura a fundos comunitários.

Segundo explicou, a Câmara “foi aconselhada” a avançar, entretanto, com o Centro de Negócios, para que o equipamento venha a ser mais facilmente elegível numa futura candidatura.

“É um equipamento absolutamente fundamental para o concelho, designadamente para apoiar o empreendedorismo”, referiu, adiantando que o centro deverá abrir em janeiro.

Garantiu que, no terreno reservado para o Centro de Negócios, “não houve nem nunca haverá circo”.

“Circo é o que o PS está a fazer com esta questão”, criticou.

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Cávado

Ensino superior chega a Esposende no próximo ano letivo

Cursos técnicos superiores profissionais ligados essencialmente à restauração e ao turismo

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Foto: Divulgação / CM Esposende

O polo de Esposende do Instituto Politécnico do Cávado e Ave (IPCA) deverá começar a funcionar no início do próximo ano letivo num edifício orçado em cerca de 2,5 milhões de euros, anunciou hoje o presidente da Câmara.

Em declarações à Lusa, Benjamim Pereira afirmou que o projeto do edifício está pronto e que dentro de “uma a duas semanas” a obra será lançada a concurso público.

“A obra poderá começar em janeiro e, se tudo correr bem, contamos que esteja concluída a tempo de o polo começar a funcionar logo no início do próximo ano letivo”, disse ainda.

Segundo Benjamim Pereira, no polo de Esposende do IPCA funcionarão uma Escola de Verão e cursos técnicos superiores profissionais ligados essencialmente à restauração e ao turismo.

A Escola de Verão promoverá formação avançada, com uma oferta que consistirá, designadamente, em seminários, conferências, cursos breves, ações de formação e programas de formação nacionais e internacionais.

Para o local que vai acolher o polo do IPCA, está ainda prevista a construção de um edifício multiúsos e de um centro de negócios.

Com sede em Barcelos, o IPCA já tem polos em Braga, Guimarães e Vila Nova de Famalicão.

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