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Barcelos

Adiado julgamento de médicos e enfermeira acusados de homicídio por negligência de doente de Barcelos

“Sine die”.

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Foto: DR

O início do julgamento de três médicos e uma enfermeira acusados de homicídio por negligência, na sequência da morte de um homem de 32 anos, natural de Barcelos, poucas horas após ser operado, foi hoje adiado “sine die”, disse fonte judicial.

O início do julgamento esteve marcado para 24 de setembro, mas o tribunal decidiu reagendar a sessão para hoje, para poder conhecer um relatório pedido ao Instituto Nacional de Medicina Legal (INML) sobre este caso e ouvir um perito.

Segundo a mesma fonte, o início julgamento foi adiado, sem marcação de uma data certa, porque não chegou ao tribunal em tempo útil o relatório pedido ao INML.

O processo remete para 2010, ano em que um otorrinolaringologista de Barcelos diagnosticou problemas crónicos de amígdalas e uma tumefação da tiroide ao paciente Manuel Azevedo, sugerindo que fosse observado por um cirurgião que exercia na Ordem de São Francisco, no Porto.

Dessa observação resultou a sugestão, aceite pelo homem, de que fosse sujeito a uma amigdalectomia e a uma tiroidectomia totais com um único ato anestésico.

A intervenção cirúrgica ocorreu na Ordem de São Francisco entre as 17:45 e as 21:15 de 08 de outubro de 2010, aparentemente sem problemas, que viriam a surgir e a multiplicar-se até provocarem a morte do paciente às 06:35 da madrugada seguinte.

Na acusação, o MP sublinha riscos acrescidos das duas cirurgias no mesmo tempo anestésico para concluir que se impunha uma monitorização permanente do paciente muito além do período em que ocorreu (até ao princípio da madrugada).

O MP acusa mesmo os arguidos de falharem a prudência devida, numa postura que diz ser de “clara” incúria.

A mãe da vítima reclama uma indemnização global próxima dos 130 mil euros.

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