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Braga

Adiada a sentença do dono do “camião do fraque”, acusado de difamar “O Feliz”

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O empreiteiro Domingos Correia com a advogada Rita Fernandes Silva. Foto: Joaquim Gomes / O MINHO

A leitura da sentença do dono do “camião do fraque”, o empreiteiro bracarense Domingos Correia, foi esta tarde de quarta-feira adiada para o próximo dia 9 de fevereiro, no Palácio da Justiça de Braga, devido à greve dos funcionários judiciais marcada até sexta-feira.

No final do julgamento, realizado a semana passado no Juizo Criminal de Braga, perante a juíza Maria do Rosário Lourenço, o Ministério Público solicitou a condenação para o empreiteiro Domingos Correia, mais conhecido por “dono do camião do fraque” quando andava atrás do presidente do SC Braga, António Salvador, com uma betoneira e uma carrinha, mas foi judicialmente impedido de continuar a utilizar esses métodos, que terão sido inspirados no conceito do “Senhor do Fraque”.

Domingos Correia, de 41 anos, desmentiu no julgamento ter proferido a expressão “vós estais habituados a roubar”, alegadamente dirigida a António Feliz, o administrador da metalomecânica Feliz, devido a desinteligências relativas com negócios entre ambos. A hipótese de um acordo gorou-se, porque Domingos Correia recusou pedir desculpa ao então seu amigo, pelo teor do telefonema realizado em 26 de novembro de 2015, já que segundo a versão do arguido, “eu nada lhe disse que justifique um pedido de desculpas”, negando tais palavras, mas “somente disse que iria tratar do caso nas instâncias próprias”.

Segundo Domingos Correia, “ele não construiu um pórtico em Vila Franca de Xira e que lhe paguei antecipadamente e tive de custear duas vezes para outros o fazerem”, enquanto António Feliz diz que a razão do telefonema foi para “pedir-me uma redução do preço” e admitiu que o assunto do pórtico foi abordado, mas num telefonema anterior, quando se encontrava na Argélia e ficou de devolver a chamada, o que não fez por “esquecimento”.

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Braga

Processo de tráfico de droga com 16 arguidos julgado em gimnodesportivo em Braga

Covid-19

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Foto: Ilustrativa / DR

Um julgamento de tráfico de droga com 16 arguidos vai decorrer, a partir de 03 de junho, no pavilhão gimnodesportivo de Maximinos, em Braga, pelo facto de o tribunal local não dispor das condições necessárias para o distanciamento social.

Sete dos arguidos estão em prisão preventiva desde finais de maio de 2019.

Estão acusados de, isolada e/ou conjuntamente, se dedicarem à aquisição e venda de canábis, heroína, cocaína e MDMA, mediante contrapartida monetária ou outra, para consumo direto ou revenda.

O tráfico ocorreria a partir das habitações dos arguidos e em diversos locais dos concelhos de Amares, Braga, Vila Verde, Póvoa de Lanhoso, Terras do Bouro, Vila do Conde, Póvoa de Varzim, Vila Nova de Famalicão e Porto.

A esmagadora maioria tinha residência em Amares e Braga, havendo também um de Oeiras, outro de Vila do Conde e outro do Porto.

A Escola Secundária de Amares seria um dos locais do tráfico, sendo ainda referenciados, no mesmo concelho, vários outros pontos, como um estabelecimento comercial, um ginásio e um café.

Nove dos arguidos foram detidos, em finais de maio de 2019, pela GNR, após uma investigação que decorria há 14 meses.

As detenções ocorreram em Braga, Amares, Porto e Vila do Conde, no cumprimento de 19 mandados de busca.

A operação resultou na apreensão de 2.654 doses de haxixe e 100 de cocaína, além de 4.647 euros.

Foram ainda apreendidos 13 telemóveis, cinco veículos, seis munições, quatro ‘tablets’ e quatro computadores.

O Ministério Público arrolou um total de 161 testemunhas, entre militares da GNR e consumidores que terão comprado droga aos arguidos.

Todos os arguidos respondem por tráfico de substâncias estupefacientes, havendo um que está também acusado de um crime de detenção de arma proibida e outro de três crimes de condução sem habilitação legal.

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Braga

Espetáculo para crianças no Parque da Ponte em Braga

Teatro infantil

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Foto: Divulgação

A Câmara de Braga promove no domingo, no anfiteatro do Parque da Ponte, um espetáculo de teatro cómico, com restrição do número de espetadores e com distanciamento social assegurado, anunciou hoje o município.

Haverá duas sessões, uma às 10:00 e outra às 18:00, sendo que cada uma delas não poderá contar com mais de 50 espetadores.

Os lugares sentados no anfiteatro serão distanciados entre famílias.

O espetáculo, denominado “A Comédia Muda – A Ilusão das Cores”, pretende assinalar o Dia Mundial da Criança, que se comemora na segunda-feira.

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Braga

Braga prepara nanotecnologia para detetar rapidamente infeções de covid-19

Covid-19

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Foto: DR / Arquivo

Portugal e Espanha querem juntar esforços na resposta global à pandemia de covid-19 e uma das respostas poderá ser usar nanotecnologia para detetar mais rapidamente infeções pelo novo coronavírus, afirmaram hoje os ministros da ciência ibéricos.

Numa conferência realizada no Laboratório Internacional Ibérico de Nanotecnologia (INL), em Braga, transmitida pela Internet, o ministro português da Ciência e Ensino Superior, Manuel Heitor, afirmou que os dois países estão “prontos e são capazes de contribuir com soluções” quer no diagnóstico, nas terapias e vacinas.

Manuel Heitor apontou o INL como uma das frentes desta colaboração, enquanto o seu homólogo espanhol da Ciência e Inovação, Pedro Duque, afirmou que este laboratório deverá começar a trabalhar com o Instituto Catalão de Nanotecnologia para desenvolver sensores capazes de detetar a covid-19.

“Ainda nos falta tecnologia para ter um método rápido de detetar se alguém tem ou não o vírus. Os testes que temos atualmente ainda dependem de soluções muito complexas”, referiu, reiterando que Portugal e Espanha já aprenderam que “são melhores juntos” e que a colaboração científica entre os dois países deverá alargar-se mais na área da medicina.

Manuel Heitor considerou que nos últimos 20 anos, o investimento na ciência na Europa esteve praticamente estagnado e que a pandemia veio mostrar que “é preciso investir e o que a ciência pode conseguir”.

Agora é a altura de ativismo da comunidade científica para “comunicar melhor” as suas capacidades, uma vez que as pessoas estão mais abertas a ouvir e esperam da ciência soluções para o que mais afetou e afeta as suas vidas.

“Vivemos numa sociedade de risco, não há risco zero e os cientistas têm que o mostrar”, referiu.

O governante português afirmou também que com a pandemia, se apresentou uma “oportunidade única” para fundações privadas, governos e empresas, entidades com processos de tomada de decisão muito diferentes, trabalharem juntas na resposta global à covid-19.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 346 mil mortos e infetou mais de 5,5 milhões de pessoas em 196 países e territórios.

Quase 2,2 milhões de doentes foram considerados curados.

Em Portugal, morreram 1.342 pessoas das 31.007 confirmadas como infetadas, e há 18.096 casos recuperados, de acordo com a Direção-Geral da Saúde.

Os Estados Unidos são o país com mais mortos (98.223) e mais casos de infeção confirmados (mais de 1,6 milhões).

Seguem-se o Reino Unido (37.048 mortos, mais de 265 mil casos), Itália (32.877 mortos, mais de 230 mil casos), França (28.457 mortos, cerca de 183 mil casos) e Espanha (27.117 mortos, mais de 236 mil casos).

O Brasil, com mais de 23 mil mortos e 374 mil casos, é o segundo país do mundo em número de infeções, enquanto a Rússia, que contabiliza 3.807 mortos, é o terceiro, com mais de 362 mil.

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