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Adesão à greve em entreposto do Lidl de Famalicão superou expectativa, diz Sindicato

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Foto: União dos Sindicatos do Distrito de Braga

A União dos Sindicatos do Distrito de Braga considera que a adesão dos trabalhadores à greve no entreposto do Lidl, em Ribeirão, Famalicão, superou as expectativas.

“Só nos turnos da manhã as adesões dos trabalhadores para a greve superaram as melhores expectativas, no entreposto-Norte, em Ribeirão, contabilizou-se 85% de adesão e no entreposto-sul, na Marateca, 98%”, refere o sindicato em comunicado.

Na sexta-feira, refere o comunicado, os trabalhadores dos entrepostos norte e sul do Lidl manifestaram-se junto das instalações “exigindo que a administração do Lidl mude a sua postura autoritária e arrogante e ouça os seus trabalhadores”.

“A cada novo dia aumenta a insatisfação de todos os trabalhadores. É inegável o descontentamento crescente
destes trabalhadores para com as tomadas de posição e politicas erradas levadas a cabo por esta administração Lidl, que têm manchado o bom nome da empresa e a prejudica a todo o momento”, acrescenta a União dos Sindicatos, que exige “aumento dos salários de todos os trabalhadores, negociação do caderno reivindicativo e resolução dos problemas dos trabalhadores do Lidl”.

Funcionários do entreposto de Famalicão do Lidl em greve

Recorde-se que o Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal (CESP) agendou uma greve para sexta-feira, sábado e domingo no Entreposto – Norte da rede de supermercados Lidl, que fica na freguesia de Ribeirão, concelho de Famalicão.

“Em causa estão situações muito precárias e pessoas que há anos procuram melhorar a sua situação laboral, mas ganham entre 300 e 400 euros, tendo de recorrer a outros empregos, quando são funcionários efetivos e necessidades essenciais. O Lidl prefere ter mais gente a trabalhar e pagar menos”, disse à Lusa Bruno Silva, do CESP, coordenador do sindicato no distrito de Braga.

Lidl refuta críticas do sindicato e diz oferecer “condições de trabalho de excelência”

Em resposta às acusações, a Lidl Portugal sublinhou que “cumpre todos os requisitos legais para a contratação de trabalhadores temporários, quando necessário, sendo a segurança e o bem-estar de todos uma das nossas maiores prioridades desde o início da pandemia”.

“No que diz respeito às acusações de precariedade dos seus colaboradores, sublinhamos que oferecemos condições de trabalho de excelência no setor, a par da progressão salarial, formação e desenvolvimento de carreiras, e contratos de trabalho sem termo, independentemente da carga horária”, lê-se ainda na resposta da empresa.

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