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Braga

Adeptos do Vitória SC multados por não respeitarem distanciamento social

Antes do dérbi com o SC Braga

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Foto: Facebook de Marco Jacobeu

Vários adeptos do Vitória SC foram autuados por não respeitaram as regras de distanciamento social antes do dérbi minhoto, em Guimarães, contra o SC Braga, em jogo da 5.ª jornada da I Liga, no domingo, anunciou hoje a PSP.


Em comunicado, a Polícia refere que, “ainda antes do início do jogo, vários adeptos/simpatizantes do Vitória SC que se encontravam no exterior do recinto deflagraram vários artigos pirotécnicos, tendo de imediato a PSP intervindo no sentido de impedir esta prática”.

A PSP acrescenta que “alguns grupos de adeptos não observavam as regras de distanciamento social, juntando-se em grupos de dimensão superior a cinco pessoas”, pelo que os agentes tiveram que “abordar diversos cidadãos no sentido de garantir o cumprimento destas normas”.

“A PSP já procedeu ao levantamento de vários autos, pelas situações descritas, no sentido de responsabilizar as pessoas identificadas”, acrescenta o comunicado, alertando os “adeptos / simpatizantes dos clubes para a necessidade absoluta de, mesmo em contexto desportivo, ser mantido o rigoroso cumprimento das medidas de proteção da covid-19, nomeadamente mantendo o distanciamento físico, evitando ajuntamentos superiores a 5 pessoas e usando permanentemente a máscara de proteção corretamente colocada”.

“Estes comportamentos afiguram-se essenciais a minimizar o risco de propagações virais no contexto dos eventos desportivos, elemento fundamental para que o público possa voltar ao interior dos recintos desportivos”, completa aquela força policial, garantindo que “manter-se-á atenta e interventiva também no contexto desportivo, salvaguardando os adeptos que pretendem apoiar as equipas envolvidas e, ainda assim, sem pretenderem colocar-se em risco de contágio”.

Vitória reage em comunicado: “Uso excessivo de força”

Os adeptos foram alvo de uma carga da PSP quando acolhiam o autocarro do Vitória SC com cânticos de apoio e engenhos pirotécnicos, na antecâmara do desafio que o Braga venceu (1-0), e o clube vimaranense reagiu à situação, lamentando o “uso excessivo de força” por parte da polícia.

“Tendo recolhido e analisado elementos relativos à atuação policial, o Vitória Sport Clube manifesta o seu profundo incómodo perante a desproporcionalidade da ação e, como tal, solicitou os relatórios da operação à PSP, reclamando ações concretas que concluam sobre a atuação verificada e que esclareçam sobre um uso excessivo de força perante os adeptos do nosso clube”, lê-se na nota hoje divulgada.

O Vitória considera não ser “possível que o país tolere cargas motivadas “por cânticos de apoio’ e ‘tochas deflagradas'”, depois de permitidos “pequenos ajuntamentos de adeptos de outros clubes ao longo dos últimos meses” e dos “relatos mediáticos de ‘facilitismo sanitário'” no Grande Prémio de Portugal de Fórmula 1, decorrido no último fim de semana, no Autódromo Internacional do Algarve, em Portimão, com 27.500 espetadores.

“A violência desproporcionada é, por si só, um lamentável abuso de autoridade, mas, num tempo tão sensível como o que enfrentamos, é especialmente crítico que se transmitam mensagens tão díspares e se pratiquem critérios tão diferenciados, permitindo-se que vingue a ideia de que há normas para uns e normas para outros”, refere a nota.

Além da “diferenciação negativa de que o futebol tem sido alvo”, o clube queixa-se de um “estigma particular sobre os adeptos do Vitória” e alerta mesmo para o risco da “instauração de um estado policial”, face à postura exibida pela polícia.

“É inaceitável que o uso da força se torne discricionário, como inaceitável será o silêncio daqueles a quem cabe garantir que jamais, mesmo em tempos extraordinários, nos confrontemos com uma suspensão constitucional e a instauração de um estado policial”, conclui a nota.

Notícia atualizada às 18h22 com reação do Vitória SC.

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Braga

Casos ativos em Braga descem ‘a pique’

Dados locais

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Foto: Facebook de Ricardo Rio

O concelho de Braga regista hoje 1.041 casos ativos de covid-19, menos 139 do que ontem, menos 315 do que na segunda-feira e menos 599 do que na passada quinta-feira, mostrando uma clara e larga tendência de descida nos últimos sete dias.

O município contabiliza agora 7.912 casos desde o início da pandemia, mais 130 desde ontem.

Estes números foram apurados por O MINHO junto de fonte local da saúde atualizados às 17:30 desta quinta-feira.

Há ainda mais 269 doentes curados desde ontem e 1.174 nos últimos sete dias, totalizando 6.764 recuperações desde o início da pandemia.

Há 107 óbitos a lamentar, número que não oscilou nas últimas 24 horas.

Por fim, estão 1.790 pessoas em vigilância ativa, menos 49.

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Braga

“Não vai ser uma brasileira que vai mandar nos destinos de um partido nacionalista”

Filipe Melo, candidato à Distrital de Braga do Chega

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Foto: DR

A distrital de Braga do Chega vai a eleições no próximo sábado. Em confronto estão duas candidaturas e o clima é de guerra. Há trocas de acusações, demissões e ameaças de queixa no Ministério Público. Um dos candidatos, Filipe Melo, acusando a presidente da Mesa da Assembleia Distrital de querer adiar as eleições, fez um post público na sua página pessoal de Facebook, ilustrado com a bandeira de Portugal, no qual escreveu: “Não vai ser uma BRASILEIRA que vai mandar nos destinos de um Partido nacionalista, patriótico. Nunca, não permitirei”. Pouco depois, Filipe Melo editava a publicação e trocava “BRASILEIRA” por “senhora”. A visada, Cibelli Pinheiro de Almeida, demitiu-se. Agora, é a Mesa da Convenção Nacional quem vai conduzir as eleições distritais.

No dia 1 de dezembro, às 21:25, Filipe Melo, que encabeça a candidatura Juntos Pelo Distrito, escrevia na sua página de Facebook que a Presidente da Mesa da Assembleia Distrital de Braga pretendia “adiar as eleições, marcadas para o dia 5 deste mês”.

Publicação original

“Usa e abusa de todos os argumentos, pois sabe que a derrota está iminente. Podem meter-me um processo disciplinar pelo que vou dizer, não me importo, pois, no meu íntimo está apenas a defesa dos superiores interesses do Partido CHEGA, de André Ventura, e dos Minhotos”, lê-se na publicação que, a seguir, diz que “não vai ser uma BRASILEIRA que vai mandar nos destinos de um Partido nacionalista, patriótico”.

Pouco mais de uma hora depois, pelas 22:34, como mostra o histórico de edições do Facebook, o candidato à Distrital de Braga do partido da nova direita radical populista alterava a expressão “BRASILEIRA” por “senhora”, mas mantinha o remate final do texto: “Se essa senhora não se preocupa com o futuro do Partido e do nosso Líder, vamos mostrar de que raça somos feitos”.

Publicação alterada

A manutenção das eleições no próximo sábado chegou a motivar a criação de uma petição pública dirigida a André Ventura e Luís Filipe Graça, presidente da Mesa da Convenção Nacional. “Estando marcadas eleições para o próximo dia 5 de dezembro, entre as 09:00 e as 13:00, é imperativo que as mesmas se realizem efetivamente nessa data”, lê-se no texto que denunciava a “existência de manobras dilatórias por parte de quem tem ainda a responsabilidade pelo órgão máximo da Distrital de Braga, comportamento esse que torna incomportável a continuidade em funções por quem age dessa forma”.

Mesa da Convenção Nacional assume realização da eleição distrital

Na quarta-feira, na página da Mesa da Assembleia Distrital de Braga, Cibelli Pinheiro de Almeida apresentava a sua demissão “por motivo reportado diretamente à Direção Nacional e à Mesa da Convenção Nacional”.

Em comunicado, a Mesa da Convenção Nacional confirmava o pedido de renúncia do cargo da presidente da Mesa da Distrital de Braga. E também anunciava o pedido para que a Mesa da Convenção Nacional substituísse a Mesa Distrital na organização e condução das eleições.

As eleições marcadas para o Centro da Juventude de Braga, na Rua de Santa Margarida, entre as 09:00 e as 13:00, passou, “por motivo imperioso de cumprimento com plano de saúde pública em vigor”, sublinha a Mesa da Convenção Nacional, para o Altice Forum e com horário prolongado até às 18:00. Uma alteração que vai ao encontro da vontade da lista de Filipe Melo, que, na resposta ao comentário de um apoiante, afirmava que tinha mostrado “desacordo” em relação ao horário, considerado curto para todos os militantes votarem.

Candidatura de Ruben Milhão não se vai apresentar sábado na eleição 

Entretanto, o Movimento Mobilizar Com Valores, encabeçado por Ruben Milhão, anunciou na página da sua candidatura que “decidiu não se apresentar na eleição agendada para dia 5 de dezembro de 2020”.

Ruben Milhão

Os motivos foram “devidamente comunicados à Mesa da Assembleia Distrital de Braga e à Direção Nacional” e a candidatura aguarda “desenvolvimentos”. Em resposta a um comentário de um seguidor que questionava os motivos, a candidatura foi lacónica: “A seu tempo os devidos esclarecimentos serão feitos”.

Ruben Milhão candidatou-se à liderança do Chega do distrito de Braga apresentando-se como “cristão, casado e pai de três filhos, profissional na Delta Café, sem passado político, entrou no Partido CHEGA o ano passado ao concorrer como o 3º da lista nas eleições em Braga para as legislativas”.

“Aceitou o desafio pela defesa da vida e dos valores da família, não apenas no partido, mas também na Associação Família Conservadora, na qual assumiu a Vice-Presidência da Mesa em apoio ao presidente da Mesa Manuel Matias, também Presidente do PPV”, acrescentava a nota de apresentação da candidatura.

Filipe Melo anuncia queixa no Ministério Público por “ataques” de “membros da lista concorrente”

A primeira comissão política distrital de Braga do Chega foi eleita no início de fevereiro, num jantar no Café Astória, em Braga. Luís Arezes, de Barcelos, assumiu a presidência. Em outubro deste ano, apresentou a demissão, bem como três elementos da Mesa da Assembleia. Desde então, o clima dentro da distrital é de guerra aberta, o que pode ser comprovado por publicações e comentários dos seus militantes nas redes sociais, onde o partido melhor se move.

A conflitualidade levou mesmo a lista de Filipe Melo, que é apoiado pelo anterior presidente da Distrital, Luís Arezes, a emitir um comunicado, onde anuncia que irá apresentar queixa-crime no Ministério Público devido a “ataques levados a cabo por membros da lista concorrente”.

Esses ataques, refere o comunicado, são “consubstanciados em ameaças e divulgação de inverdades nas redes sociais, bem como perseguição através de telefonemas e SMS, numa total falta de respeito pelos mais elementares princípios por que se deve revistar a civilidade, assim como pelos ideais porque se rege o partido”.

“Em defesa do bom nome individual e dos superiores interesses do partido, iremos proceder judicialmente mediante apresentação de queixa crime junto do Ministério Público, decisão essa que é irreversível”, sublinha a candidatura de Filipe Melo, defendendo “uma política positiva e inclusiva de todos os militantes” e recusando “participar em guerras”.

Mas a guerra está aberta. E o vencedor é conhecido no sábado.

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Braga

PS de Vila Verde acusa PSD local de governação alicerçada “no cacique”

Depois de buscas da PJ

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Foto: CM Vila Verde / Arquivo

O PS de Vila Verde acusou hoje a governação do PSD na autarquia de estar “alicerçada no cacique” e “numa luta pela sobrevivência do poder” que tem feito o concelho “engordar ao invés de crescer”.

Em comunicado enviado hoje à Lusa, depois de a Polícia Judiciária ter passado o dia a realizar buscas na câmara municipal e em sedes de empresas ligadas a cinco presidentes de juntas de freguesias sociais-democratas, a concelhia socialista de Vila Verde afirma ser necessário “alargar o horizonte político muito para lá do umbigo, da vaidade e dos interesses das personalidades que dominam” o concelho.

Sobre as referidas buscas, o PS de Vila Verde lembra que não se pode “cair na tentação fácil do apedrejamento nem esquecer o princípio da presunção da inocência de todos envolvidos” mas salienta que “Vila Verde voltou hoje às parangonas dos jornais, e mais uma vez por via de suspeita da prática de crimes dos seus eleitos locais”.

Segundo o texto, o PSD, que governa a autarquia há 24 anos, “desenvolveu um modelo de governação alicerçado no cacique e numa luta pela sobrevivência do poder e, para o efeito, não se coíbe de negligenciar o interesse municipal para acautelar os interesses dos amigos para quem, na verdade, se governa”.

“Assim, de escândalo em escândalo Vila Verde ao invés de crescer, engorda, e muito”, lê-se.

Os socialistas afirmam ainda que “algumas freguesias” foram “capturadas nesta teia de interesses quando o executivo municipal percebeu que é mais fácil e eficaz para a sua sobrevivência “apoiar” o presidente da Junta em vez de investir na própria freguesia”.

“Precisamos urgentemente de centrar a nossa atenção inteira nos verdadeiros interesses de Vila Verde, da sua população e território, através de uma governação que se paute pela seriedade e transparência, com a coragem de conviver com a verdade e democracia”, alerta a concelhia socialista.

A Lusa tentou obter uma reação do presidente da autarquia, António Vilela, mas até ao momento não foi possível.

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