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Alto Minho

Adegas do Alto Minho com boas colheitas de verde e Alvarinho já falam em “vindima da década”

“Excelentes expectativas” quanto à vindima de 2019

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Foto: DR/Arquivo

A Adega de Monção manifestou hoje “excelentes expectativas” quanto à vindima de 2019, considerando que poderá vir a ser apontada como a “vindima da década”, informou hoje aquela cooperativa do Alto Minho.

Também a adega de Ponte da Barca e Arcos de Valdevez informou, hoje, estar a prever uma “excelente colheita” em 2019, marcada por “vinhos mais frescos e aromáticos”.

No concelho de Monção, concelho que juntamente com Melgaço forma uma sub-região demarcada dos Vinhos Verdes, e onde a casta Alvarinho é melhor representada, o presidente da Adega de Monção, Armando Fontainhas, citado numa nota enviada à imprensa, afirmou que “o verão ajudou a boas maturações”, adiantando que a quantidade de uva será “semelhante a 2018, mas a qualidade dos vinhos será maior”.

“Foi um verão que ajudou a boas maturações, pois não tivemos temperaturas muito altas, e sem muita chuva no mês de setembro. Uma conjugação perfeita. Acredito por isso que teremos uma quantidade semelhante a 2018, mas conseguiremos melhorar ainda mais a qualidade dos nossos vinhos”, referiu.

A vindima foi iniciada a 07 de setembro e tem conclusão prevista para o início deste mês, “com mais de 1.600 sócios cooperantes a entregar as suas uvas”.

Adega Cooperativa de Ponte de Lima: Há 60 anos a ‘tirar’ o melhor vinho Loureiro do país

Fundada a 11 de outubro de 1958, por iniciativa de 25 viticultores, a adega encontra-se situada em plena Região Demarcada dos Vinhos Verdes, “na sub-região de Monção e Melgaço, onde o Alvarinho tem origem e onde iniciou a sua evolução, o que aconteceu mesmo antes da existência de qualquer registo escrito”.

Atualmente, a Adega de Monção apresenta uma faturação anual superior a 15 milhões de euros, sendo reconhecida “como uma das melhores adegas cooperativas do país, assumindo assim um papel de grande importância na economia local”.

A adega “possui 1.720 produtores associados, que somam uma área de vinha de 1.237 hectares e produções na ordem dos 8.000.000 quilogramas anuais, dos quais 60% dizem respeito à casta Alvarinho”.

O diretor-geral e enólogo da adega de Ponte da Barca e Arcos de Valdevez, José Oliveira, citado numa nota enviada à imprensa, afirmou que este ano “há aumento da quantidade de uva recebida, proveniente da angariação de novos associados, fundamental para fazer face ao crescimento que a empresa tem tido nos últimos anos”.

“Os vinhos deste ano serão mais frescos, menos alcoólicos e mais aromáticos, com excelente tipicidade”, frisou.

No comunicado, a adega adiantou que, “este ano, a cooperativa foi selecionada para receber uma comitiva da Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes (CVRVV) e da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE), para garantir a genuinidade uvas que dão origem aos vinhos verdes, e da marca A Origem Conta”.

O presidente da CVRVV, Manuel Pinheiro, disse prever “uma colheita de boa qualidade, mas com uma ligeira quebra de produção face a 2018, num total de cerca de 70 milhões de litros de Vinho Verde”.

Já o inspetor-geral da ASAE, Pedro Gaspar, referiu “ser habitual realizar operações de controlo e fiscalização no sector vitivinícola, que a ASAE considera fundamental”.

A adega de Ponte da Barca e Arcos de Valdevez, com quase seis décadas, “exporta para 32 mercados e produz mais de três milhões de garrafas por ano”.

Tem “um património vitícola num território atravessado pelos rios Lima, Vade e Vez”.

Atualmente possui cerca de 1.100 associados, que representam uma área de 900 hectares de vinha, nos concelhos de Ponte da Barca e Arcos de Valdevez, com as duas principais castas da Região dos Vinhos Verdes: Loureiro (branca) e Vinhão (tinta).

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Alto Minho

Alto Minho recomenda ao Governo manutenção de financiamento à Bienal de Cerveira

DGArtes

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Foto: DR / Arquivo

A assembleia intermunicipal da Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Minho, aprovou, por unanimidade, uma recomendação ao Governo a solicitar o financiamento plurianual da bienal de arte de Vila Nova de Cerveira, informou hoje a fundação que organiza o evento.

Em comunicado hoje enviado à imprensa, a Fundação Bienal de Arte de Cerveira (FBAC) adianta que “a proposta de recomendação da assembleia intermunicipal da CIM Alto Minho vai ser remetida à Presidência da República, primeiro-ministro, ministra da Cultura, Direção-Geral das Artes, presidente da Assembleia da República e a todos os grupos parlamentares da Assembleia da República”.

A proposta foi aprovada na sexta-feira, em reunião daquele órgão, “por todas as bancadas representadas na Assembleia Intermunicipal da CIM Alto Minho”.

“É mais uma entidade regional a manifestar publicamente o seu apoio à FBAC, após a candidatura denominada “Fundação Bienal de Arte de Cerveira: a Arte Contemporânea integrada na sociedade e no mundo” ter sido considerada elegível, mas sem qualquer financiamento atribuído pelo Programa de Apoio Sustentado 2020-2021 da Direção-Geral das Artes (DGArtes)”, sublinha o comunicado.

A DGArtes revelou, em novembro, as três entidades culturais, todas da Área Metropolitana de Lisboa, que vão receber um total de 550 mil euros de apoio sustentado à criação, na área das Artes Visuais, para 2020-2021.

Os resultados definitivos do Programa de Apoio Sustentado 2020-2021 começaram a ser divulgados pela DGArtes no passado dia 16 de novembro e, na área das Artes Visuais, estes confirmaram os resultados provisórios anunciados em 11 de outubro.

No concurso de Artes Visuais, na área da criação, o júri considerou elegíveis para apoio oito candidaturas, mas só três obtiveram financiamento. A candidatura da bienal de Cerveira é uma das cinco para as quais não há dinheiro disponível.

“A Bienal Internacional de Arte de Cerveira é hoje uma marca com notoriedade nacional e internacional. Cultivando e estimulando a criatividade da região, tem vindo a atrair o público a um ritmo crescente e a alargar a sua incidência geográfica ao promover exposições em espaços culturais localizados noutros concelhos do Vale do Minho e da Galiza. Este fenómeno de descentralização cultural e internacionalização, tem vindo a proporcionar um espaço de encontro, interação, divulgação de ideias e uma oportunidade de projeção para artistas nacionais e internacionais”, refere a proposta de recomendação agora aprovada.

No comunicado hoje divulgado, a FBAC realçou que, “para a realização das bienais de Cerveira, a DGArtes tem contribuído pontualmente com apoios, que se materializaram nos anos 2013, 2015, 2017 e 2018 (anos de Bienal) com uma verba a rondar os 40 mil euros”.

“A candidatura submetida no corrente ano com vista ao desenvolvimento do trabalho da FBAC, no qual se integra a organização da XXI edição em 2021, não foi contemplado com qualquer financiamento”, destaca.

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Viana do Castelo

Cinquenta toneladas de lenha mantêm fogueira em convívio de Natal em Viana

No largo das Neves, comum a três freguesias

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Foto: Divulgação / Arquivo

Mais de 50 toneladas de lenha vão manter acesa, durante cinco dias, a fogueira de Natal num largo comum a três freguesias de Viana do Castelo, para promover o convívio natalício das populações do Vale do Neiva.

“Entre lenha e cepos conseguimos reunir 50 toneladas para a edição 2019 da fogueira de Natal. As árvores abatidas resultam de corte seletivo, árvores que estavam doentes ou que estavam a impedir o crescimento de outras”, disse hoje à agência Lusa, o porta-voz do grupo Lenhadores do Largo, que organiza o convívio, Joel Monteiro.

Joel Monteiro, do movimento cívico que organiza a fogueira de Natal no largo das Neves, comum às freguesias de Barroselas, Mujães e Vila de Punhe, adiantou que “na época própria serão plantadas mais de uma centena de árvores” na zona onde agora foi realizado o corte seletivo.

Além daquela plantação, o grupo Lenhadores do Largo “vai oferecer à comissão de baldios de Carvoeiro 120 pés de azevinho”.

Além da vertente “ambiental e de sustentabilidade”, a fogueira de Natal do Largo das Neves, iniciada há três anos por um grupo de cidadãos do Vale do Neiva, pretende promover o convívio próprio da época.

No dia 21 de dezembro, a partir das 16:00, “dia e noite” a fogueira de Natal “aquecerá as conversas entre conterrâneos, amigos, vizinhos”.

“Com o pretexto do calor e da luz do fogo conviverão, confraternizando e reencontrando velhos amigos”, adianta a organização.

A lenha, que começou a ser recolhida em outubro, encheu oito tratores e vai manter a fogueira do Largo das Neves a arder entre os dias 21 e 25 de dezembro.

“O fogo, que durante imensos séculos e milénios serviu para proteger, guiar e reunir as pessoas e definir famílias, comunidades e sociedades, será novamente um motivo para a reunião, diálogo, convívio e reflexão numa quadra festiva de encontros e reencontros”, sublinhou o grupo de Lenhadores do Largo.

O largo das Neves, tem um “pedaço” das freguesias de Barroselas, Mujães e Vila de Punhe. É naquele espaço que foi construída, no início do século XVII, a Mesa dos Três Abades, iniciativa dos párocos para assinalar o fim das discórdias em relação aos limites das três freguesias.

Ao longo dos anos, e numa altura em que eram os párocos quem mais ordenavam, a Mesa dos Três Abades assumiu-se como uma espécie de fórum popular, já que era ali que eram discutidos e tratados os assuntos de interesse da comunidade, do foro eclesiástico e do civil.

Além da fogueira, “haverá animação e petiscos, entre eles, chouriças feitas pelos próprios lenhadores”.

No recinto estará disponível o “novo mobiliário produzido pelo grupo com tábuas de madeira para proporcionar conforto a todos os que participarem no convívio”.

“Os Lenhadores do Largo procuram através desta iniciativa contribuir para a dinamização, promoção e envolvência das três comunidades que se encontram no Largo das Neves”, destaca o movimento cívico.

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Alto Minho

Investimento de mais de 250 mil euros para alargar rede de esgotos em Ponte de Lima

Coletor de saneamento na Estrada Nacional (EN)306, entre as freguesias de Cabaços e Fojo Lobal, e a freguesia de Freixo

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Foto: Ilustrativa / DR

A Câmara de Ponte de Lima informou hoje que vai assinar, na quarta-feira, pelas 15:00, o auto de consignação da empreitada de alargamento da atual rede de esgotos – Cabaços/Freixo, num investimento estimado de 254.870 mil euros.

Em nota hoje enviada à imprensa, a autarquia liderada por Victor Mendes (CDS/PP), revelou que a empreitada terá início no primeiro trimestre de 2020.

A intervenção “visa a instalação de um coletor de saneamento na Estrada Nacional (EN)306, entre as freguesias de Cabaços e Fojo Lobal, e a freguesia de Freixo”.

A extensão da conduta e ramais, prolonga-se por 4.200 metros, e está integrada num projeto global, que pretende resolver os problemas de saneamento de várias freguesias da margem sul do rio Lima.

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