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Braga

Acusado nas mortes na praxe em Braga inconformado com afastamento da Câmara do processo

“Há pessoas que deviam estar aqui e não estão”.

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Foto: Imagem CMTV (Arquivo)

Acusado do homicídio negligente de três colegas da Universidade do Minho em abril de 2014 numa ação de praxe, José Pedro Monteiro disse sentir-se inocente e mostrou-se incorfomado por a Câmara de Braga ter sido afastada do processo.

“Eles eram nossos amigos. Passávamos os dias inteiros juntos. Só vivo bem comigo por não sentir qualquer culpa nesta tragédia”, disse no julgamento o engenheiro informático de 23 anos, citado pelo jornal “Correio da Manhã”.

A repetição do julgamento ordenada pelo Tribunal da Relação de Guimarães começou esta quinta-feira. Os quatro arguidos foram absolvidos, em 2017, pelo Tribunal de Braga, por terem causado a morte, em 2014, – por esmagamento – a três colegas, com a queda de uma estrutura – tipo muro, que correspondia às antigas caixas de correio de um prédio. Argumentou que devia ser feita uma peritagem à estrutura que ruiu e deu mesmo indicações quanto aos parâmetros a determinar. Mas o LNEC- Laboratório Nacional de Engenharia Civil diz que a perícia técnica “é impossível”.

Vasco Rodrigues (19 anos), Nuno Ramalho (21 anos) e João Pedro Vieira (18 anos) perderam a vida. Foto: DR

“Queremos colaborar com a Justiça, para que a verdade venha ao de cima. Mas há pessoas que deviam estar aqui e não estão, nomeadamente a Câmara de Braga. É ridículo a Câmara passar ilesa e nós continuarmos no processo até hoje”, disse.

A Relação validara um recurso da acusação, segundo o qual não se levou até ao fim a investigação às causas da queda. E disse que deviam ser determinadas quais as fissuras que a estrutura apresentava antes do desastre, que escorrências de água havia, qual o grau de inclinação que apresentava e qual a pressão nele exercida pelo terreno vizinho, onde se encontrava encostada.

Em causa, está a necessidade de se concluir que outros motivos levaram à ruína, para além do facto dos arguidos/estudantes nela se terem posto aos saltos, em clima de «guerra de praxe entre cursos». O Tribunal põe assim em causa uma eventual responsabilidade da Câmara e dos proprietários do imóvel.

Face à decisão, o Tribunal de Braga solicitou ao LNEC uma peritagem. Os técnicos do Laboratório concluíram que tal não é viável porque – dizem – os destroços do muro estão no estaleiro da Câmara e deles nada se extrai. Acresce que, “não se conhece o projeto nem os detalhes da sua construção, tal como da sua utilização real, idade e manutenção”. Diz que a peritagem teria sido possível no local, na data do acidente, e conclui que, “face ao tempo decorrido não existem condições para se pronunciar”.

No julgamento, o advogado das famílias das vítimas disse que “os principais responsáveis pela tragédia” não foram a julgamento, aludindo ao administrador do condomínio, a um fiscal e a um técnico da Câmara”. O Tribunal decidiu-se pela absolvição, já que “ninguém podia prever que o muro ia ruir e matar três estudantes”.

Em 23 de abril de 2014, em Gualtar, Braga, numa urbanização próxima do campus da UMinho, e numa ação de praxe, – envolvendo os cursos de Medicina e Engenharia – quatro alunos subiram para a estrutura, sita na via pública. Os colegas falecidos estavam em baixo a participar nos festejos quando a estrutura caiu, esmagando-os.

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Braga

PSP cortou avenida em Braga para sensibilizar automobilistas

Estado de emergência

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Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO (Arquivo)

A Polícia de Segurança Pública (PSP) realizou, na manhã deste domingo, uma ação de sensibilização junto dos automobilistas que passavam na Avenida João Paulo II, em Braga.

Os agentes reduziram a estrada que liga a cidade à Póvoa do Lanhoso a uma via, por onde apenas passava uma viatura de cada vez, sendo os automobilistas abordados e aconselhados.

O Ministério da Administração Interna (MAI) pediu hoje aos automobilistas que só circulem onde e quando for absolutamente imperioso e aconselhou que quando o façam tenham comprovativos da necessidade de o fazerem, como declarações dos empregadores ou comprovativos de residência.

“As declarações emitidas por algumas entidades empregadoras, não sendo obrigatórias, facilitam a comprovação pelos cidadãos de que se estão a deslocar de ou para o local de trabalho, tal como a comprovação de local de residência justifica a deslocação”, afirma o MAI, em comunicado.

O ministério cita como exemplo os comprovativos da necessidade de atravessar a Ponte 25 de Abril, que liga Lisboa ao sul, “para o regresso a casa”.

Aquela ponte foi um dos locais onde as forças policiais intensificaram no sábado o controlo da circulação de pessoas e viaturas, em intervenções que, segundo o Ministério, prosseguem hoje.

No seu comunicado, o gabinete de Eduardo Cabrita assegura que a declaração do estado de emergência dá legitimidade às polícias para restringir a circulação de pessoas e veículos.

“No âmbito do estado de emergência em vigor, as forças de segurança têm legitimidade não só para restringir a circulação rodoviária e/ou interromper vias, como também para determinar o regresso a casa em todos os casos de manifesta violação do dever geral de recolhimento”, afirma.

Sublinhando a “decisiva atuação” das forças de segurança, o ministério apela “ao civismo generalizado de todos os portugueses, para que permaneçam em casa e limitem as viagens ao estritamente necessário”.

Portugal encontra-se em estado de emergência desde 22 de março e até 02 de abril, obrigando as populações a limitar as deslocações a razões imponderáveis.

Segundo o boletim epidemiológico divulgado hoje pela Direção-Geral da Saúde (DGS), o país regista hoje 119 mortes associadas à covid-19, mais 19 do que no sábado, e 5.962 infetados (mais 792).

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 600 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram quase 28.000.

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Braga

Covid-19: Lar em Braga refuta acusações de “negligência” após morte de utente

Presidente da Direção escreveu a O MINHO

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Foto: O MINHO

Nota enviada pela Direcção do Asilo de S. José em Braga, no exercício do direito de resposta e para informação acerca da morte de uma utente, vítima do novo coronavírus, que provoca a doença Covid-19.

Utente de lar em Braga morre com Covid-19. Neto fala em “negligência” e reclama “justiça”

A Direcção do Asilo de S. José lamenta profundamente o falecimento da sua utente Hannelore Fischer Cruz, tendo já expressado o seu sentido pesar aos seus familiares.

Vem neste momento e por este meio refutar e negar, por falsas e caluniosas e lesivas do bom nome da Instituição, as declarações e imputações proferidas pelo neto da utente José Miguel Fischer Cruz e veiculadas pelos orgãos de comunicação social, escrita e falada, a partir de 26 de Março, que serão oportunamente participadas´contra o mesmo, nos locais próprios e para o devido procedimento criminal, à semelhança de outras já em curso.

O momento é de luta e combate contra um agente invisível e na defesa da vida, saúde e bem estar dos seus 106 utentes e dezenas de funcionários e colaboradores em articulação com todas as estruturas que interagem no processo (Unidade de Saúde, Laboratórios, Segurança Social, Autarquia, Protecção Civil, além de outras), o que exige congregação de esforços que não se compadece com a dispersão de energias e ocupação de tempo,em acções que à data não são prioritárias.

O Asilo de S. José é uma Instituição que há 170 anos exerce a sua acção social e solidária a favor das pessoas mais frágeis da nossa comunidade, e como tal publicamente reconhecida, não podendo ver a sua imagem beliscada e denegrida por quem, sem idoneidade nem passado, o
tenta fazer.

O Presidente da Direcção

José Luís Tavares Cunha

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Braga

Covid-19: Bombeiro dos Sapadores de Braga com teste positivo

Covid-19

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Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO (Arquivo)

Um elemento da Companhia de Bombeiros de Sapadores de Braga acusou positivo no teste de despistagem à Covid-19, apurou O MINHO junto de fonte da corporação.

O elemento em questão fez um transporte de um doente covid positivo no passado dia 17 de março, levando a que efetuasse o teste de despistagem, que acusou positivo.

O elemento faz parte de um turno de 22 elementos, onde alguns dos bombeiros apresentam sintomas do novo coronavírus.

O MINHO sabe que os elementos que permanecem fora de quarentena têm de assegurar o turno dos elementos que contactaram com o bombeiro infetado, levando a um receio de sobrecarga de trabalho por parte destes profissionais.

(Notícia atualizada às 00h29)

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