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Alto Minho

Acusado de homicídio em Viana do Castelo detido em França após 7 anos em fuga

Justiça

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Foto: Ilustrativa

Um homem acusado de ter matado outro a tiro em Viana do Castelo, em 2013, e que se encontrava em fuga desde então, foi detido em Nancy, em França, disse hoje à Lusa o advogado da família da vítima.


Em declarações à agência Lusa, Francisco Morais da Fonte adiantou que o homem, agora com 36 anos, foi detido no dia 16 em Longlaville, Nancy, e na quarta-feira vai ser presente a um juiz do Tribunal de Recurso de Nancy, que decidirá “a extradição para Portugal”.

“Chegando a Portugal, o homem será constituído arguido e um tribunal coletivo irá designar a nova data do julgamento”, acrescentou.

O crime ocorreu no dia 15 de janeiro de 2013. O alegado homicida, Valdemar Silva, conhecido pela alcunha de Nonó, pôs-se em fuga e, apesar de nunca ter sido localizado, foi formalmente acusado da prática de um crime de homicídio qualificado.

O homem “chegou a ter julgamento marcado, mas acabou por ser considerado contumaz e o processo esteve até agora suspenso a aguardar que as autoridades policiais localizassem o homem sobre o qual pendia um mandado de detenção europeu”, disse.

“A família da vítima nunca desistiu do caso. Lutou de todas as formas para que o homem fosse encontrado e levado à barra dos tribunais para que se faça justiça”, frisou Morais da Fonte.

A vítima mortal, Jorge Matos, conhecido pela alcunha de Cuba, de 35 anos, foi morto a tiro, enquanto o seu irmão ficou gravemente ferido na sequência de um esfaqueamento, na cidade de Viana do Castelo.

Na altura, segundo fonte da PSP, os dois casos aconteceram em pontos diferentes do centro da cidade, entre as 23:10 e as 23:25, suspeitando-se que tenham envolvido o mesmo agressor, que se colocou em fuga.

Ambos foram transportados ao hospital de Viana do Castelo, mas o mais velho acabou por morrer.

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Viana do Castelo

Há uma alternativa que pode salvar 12 plátanos em Viana. Câmara vai avaliar

Avenida do Cabedelo

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Foto: Fotografia Real / LoboqndormE

O presidente da Câmara de Viana do Castelo disse hoje estar a ser avaliada uma alternativa apresentada por moradores no Cabedelo para a construção dos acessos ao porto de mar para evitar abater até 12 árvores.

“O assunto foi discutido numa assembleia da associação e um dos sócios apresentou uma proposta, com alguma fundamentação, que estamos agora avaliar do ponto de vista da sua exequibilidade. Se for exequível teremos todo o gosto em a executar”, afirmou o autarca socialista.

Em causa está a construção de uma rotunda de acesso ao porto de mar da cidade, na avenida do Cabedelo, na freguesia de Darque, que deveria ter sido iniciada no dia 14, mas foi embargada por moradores que contestam o abate de cerca de 30 das 170 árvores (plátanos) existentes nos 628 metros daquela artéria.

Contactado pela agência Lusa, a propósito do prazo que hoje terminava para um entendimento entre autarquia e a associação de moradores no Cabedelo, em Darque, José Maria Costa disse que a solução proposta “é interessante” e se for viável será concretizada.

“Quando recebemos a associação de moradores, recebemos com boa-fé. Para explicar a importância desta via, não só para o porto de mar, mas para toda a mobilidade da zona sul do concelho. Estivemos sempre uma perspetiva construtiva, de encontrar soluções dentro do razoável”, observou.

Manifestação contra o abate de plátanos em Viana

“Neste caso, o que nos parece, é que esta alternativa tem razoabilidade, é uma ligeira alternação, não fere o projeto, é um pequeno ajuste, e que vamos procurar concretizar. Só estamos à espera do parecer técnico da equipa projetista”, acrescentou.

José Maria Costa explicou que a solução “prevê uma ligeira alteração da inserção da rotunda na antiga Estrada Nacional (EN) 13-5”, atual avenida do Cabedelo, que contempla “uma deslocação ligeira” da rotunda a construir “para nascente e para sul”.

“A rotunda fica descentrada em relação à avenida e com essa solução viária reduz-se o abate de plátanos, em cerca de 10 a 12. Parece-me interessante, mas estamos a avaliar. Se for tecnicamente adequada e não ferir ou colocar em causa a segurança rodoviária, naturalmente, que irei falar com a administração portuária no sentido de a viabilizarmos”, referiu.

Questionado sobre os custos da “ligeira alteração” ao traçado inicial da ligação rodoviária, José Maria Costa disse não ter “essa avaliação”, e admitiu que a proposta dos moradores “é melhor”, por reduzir o número de árvores a abater.

Obra que visa abate de árvores em Viana suspensa até existir acordo com moradores

“Esta solução tem menor impacto, reduz o número de plátanos a abater. Desse ponto de vista é melhor. Vamos ver se do ponto de vista técnico ou rodoviário não tem nenhuma fragilidade”, especificou.

José Maria Costa apontou para dia 06 de outubro nova reunião com a associação de moradores. Se até aquela data a solução final estiver “fechada”, estimou que a construção da última fase dos acessos ao porto de mar possa ser retomada ainda durante aquele mês.

A construção dos acessos rodoviários ao porto de mar foi iniciada em fevereiro de 2019. Os novos acessos, com 8,8 quilómetros e reivindicados há mais de quatro décadas, terão duas faixas de rodagem de 3,5 metros de largura, e representam um investimento superior a nove milhões de euros.

A obra é financiada pela Câmara de Viana do Castelo e pela Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo (APDL).

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Viana do Castelo

Empresa de Viana do Castelo cria champô sólido amigo do ambiente

Shaeco

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Foto: Divulgação / Shaeco

A Shaeco, empresa de Viana do Castelo, criou o champô “One & Done”, um produto amigo do ambiente, vegan e cruelty free.

Cada barra de champô “One & Done”, com 115 gramas, equivale, segundo a empresa, praticamente a três champôs “normais” de 250 mililitros. “Isto porque, no fundo, quando compramos champô líquido estamos a adquirir, essencialmente, água com um agente de limpeza”, aponta a Shaeco.

“No desenvolvimento do nosso champô sólido, vegan e cruelty-free, que durou cerca de um ano, procurámos um produto de qualidade premium com um desempenho equivalente – ou melhor – que os champôs ‘tradicionais’, tanto em termos de espuma, como aroma e propriedades de limpeza’, enfatiza Vera Maia, uma das mentoras da marca.

A Shaeco tem conseguido incrementar as vendas a uma taxa mensal de 30% – número relevante num mercado reconhecidamente de nicho, e que tem a internacionalização na estratégia.

Cerca de 20% da produção da marca segue já para exportação e a tendência é de maior crescimento nessa variável, nos próximos meses.

Mas o futuro imediato será marcado por mais novidades, visto que a Shaeco tem em desenvolvimento um condicionador sólido, um sabonete de rosto e de corpo. Igualmente dentro do conceito eco-friendly.

Transporte mais amigo do ambiente

Na sua estratégia de internacionalização, a Shaeco aderiu a uma solução de expedição ambientalmente mais responsável, com o objetivo de reduzir a sua pegada de carbono, também na cadeia logística e de transporte.

“Há preocupações – graúdas – que ganham outra dimensão quando as traduzimos por miúdos. E é por isso que, de há seis meses a esta parte, depois da sua estreia no mercado de cosmética português, a Shaeco se habituou a sublinhar que um camião de transporte cheio com o seu champô sólido One & Done é equivalente a cerca de 10 a 15 camiões carregados com embalagens de champô líquido”, realça a empresa de Viana do Castelo.

A Shaeco aderiu à solução DHL GoGreen, que minimiza e/ou evita emissões de gases poluentes relacionadas com logística, desperdício e outros impactos ambientais em toda a cadeia de fornecimento.

Assim, “as rotas terrestres deste champô ecológico deixam pegadas verdes até chegar às casas dos seus clientes”, nos mercados externos onde a marca já atua e, também, naqueles que vão cruzar a sua estratégia de internacionalização (França, EUA, Espanha, Reino Unido, Suécia, Alemanha e Emirados Árabes Unidos, entre outros).

A Shaeco é uma insígnia livre de plásticos, e que usa embalagens minimalistas 100% recicladas e recicláveis (com tintas de base vegetal) e ingredientes naturais na produção (como o óleo de argão e o extrato de coco), pretendendo, assim, poupar mais agressões ao planeta. Pelo simples facto de o champô sólido conter, em média, menos 70% de água na sua produção.

Como é compacto, permite também reduzir o impacto do transporte. Daí um consumo diminuído no combustível, na borracha dos pneus, no alcatrão da estrada e, sobretudo, na neutralização de emissão de gases poluentes (como o dióxido de carbono) que provocam o efeito estufa na atmosfera, nota a empresa.

Foi, aliás, essa a razão pela qual a multinacional da logística DHL (que opera em mais de 220 países e emite cerca de 30 milhões de toneladas de dióxido de carbono por ano) lançou o programa GoGreen – um compromisso pela sustentabilidade ambiental, que tem no horizonte a meta de zero emissões em 2050.

“A Shaeco nasceu com um grande compromisso pela sustentabilidade. E fez todo o sentido estendermos esse trilho à nossa cadeia logística mais longa, a da exportação. Daí termos aderido a uma solução de expedição mais ecológica”, explica Vera Maia.

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Viana do Castelo

Ex-candidato à liderança, Carlos Meira, abandona CDS sem conseguir “limpar” o partido

Antigo líder da concelhia de Viana do Castelo

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Foto: DR

O ex-candidato à liderança da comissão política nacional do CDS, Carlos Meira, de Viana do Castelo, anunciou esta terça-feira a desfiliação do partido, assumindo que irá afastar-se da política partidária.

Ao fim de quase 20 anos com ligação ao partido, o ex-presidente do CDS de Viana e antigo candidato à Câmara tinha proposto “limpar” o partido com “baldes de lixívia” durante o debate ocorrido a 09 de janeiro deste ano na sede nacional do partido de centro-direita.

Eleições no CDS: Carlos Meira quer “baldes de lixívia” para “limpar” o partido

Carlos Meira realça a bagagem de “enorme e profunda aprendizagem” que acarreta consigo após duas décadas de atividade partidária, mas lamenta ter sido no CDS que conheceu “o pior da sociedade” e da “natureza humana”.

“Numa época em que qualquer um escreve livros, eu não vou escrever um livro, mas quem sabe se um dia não abrirei o livro”, escreveu na sua conta pessoal de Facebook.

Crítico da liderança de Assunção Cristas, Carlos Meira usou dois minutos e meio, nesse debate, para dizer que lhe apeteceu comprar “baldes lixívia” para limpar a sede do partido e desafiou João Almeida, na altura integrante da comissão executiva em funções, a dizer o que pensa de existirem funcionários do partido alegadamente sem receber salários.

E prometeu, num discurso exaltado, que só saía dali depois de ouvir a resposta de João Almeida, o que motivou protestos entre alguns militantes presentes.

Em março de 2018, durante o Congresso Nacional, lançou duras críticas a Assunção Cristas e falou de Viana do Castelo. “Há uma coisa que os nossos deputados e dirigentes nacionais têm de perceber. O partido não é deles, é nosso, das bases, e as pessoas hoje têm medo de dizer o que se passa nas concelhias e distritais”.

Carlos Meira criticava o facto de Assunção Cristas não ter visitado mais vezes Viana do Castelo ou o Alto Minho, puxando dos galões do avô, o famalicense Joaquim Nunes de Oliveira, que foi deputado a União Nacional. Na altura pediu “mais respeito” pelo distrito de Viana e assegurou que iria “lutar sempre” pelo distrito.

Mas, cerca de nove meses depois de ter sido derrotado nas urnas por Francisco Rodrigues dos Santos, o vianense achou por bem desfiliar-se dos centristas, prometendo, no entanto, continua a lutar pelo concelho e pelo distrito, através da participação cívica.

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