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Braga

Acusado de estrangular a mulher em Vieira do Minho recorreu para o Tribunal da Relação

Violência doméstica

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Foto: DR / Arquivo

O homem que é suspeito de assassinar a mulher, por asfixia, na residência do casal em Salamonde, Vieira do Minho, pronunciado em  novembro pelo Tribunal de Instrução de Braga por homicídio qualificado, recorreu desta decisão para o Tribunal da Relação de Guimarães.

No recurso, o advogado João Magalhães invoca uma nulidade que resulta da insuficiência do inquérito e também, o Código do Processo Penal, onde se lê que “constituem nulidades dependentes de arguição, além das que forem cominadas (impor pena) noutras disposições legais: A insuficiência do inquérito ou da instrução, por não terem sido praticados atos legalmente obrigatórios, e a omissão posterior de diligências que pudessem reputar-se essenciais para a descoberta da verdade”.

O jurista já havia dito a O MINHO que o Ministério Público “atropelou as regras processuais penais”.

Em causa está o facto de a acusação ter sido deduzida com a indicação de que o relatório da autópsia seria anexada, posteriormente, ao processo.

“O arguido, quando recebe a acusação, tem o direito de saber quais as provas que o Ministério Público tem contra ele, para se defender, o que não foi, de todo, o caso”, disse.

Segundo João Magalhães, o relatório da autópsia só foi junto ao processo quando deu entrada com o requerimento de abertura de instrução.

Infidelidade na origem do crime?

O crime ocorreu ao início da noite de 06 de março de 2019, num quadro de violência conjugal, resultante de suspeitas de infidelidade.

Segundo a acusação, o arguido, motorista profissional, apertou o pescoço da mulher, causando-lhe a morte, por asfixia.O MP salienta que, “após o crime, abandonou o local de carro sem avisar”.

Minutos depois, – prossegue o MP – “a mãe da vítima pediu ao Jorge, o homem que o arguido pensava ser amante da vítima- para ir à lavandaria, onde a encontrou inanimada, com hemorragias nas regiões  orbitárias, e no pescoço, e com marcas de compressão. Morreu por  asfixia mecânica”.

Nesse mesmo dia, o arguido foi entregar-se à GNR de Braga, estando a aguardar julgamento em prisão preventiva.

O MP pede a “indignidade sucessória” do arguido, e requereu o arbitramento de uma quantia a título de reparação pelos prejuízos sofridos pelos familiares.

Paralelamente à acusação, o Ministério Público requereu a “indignidade sucessória” do arguido, relativamente à sucessão aberta pela morte do cônjuge.

Requereu ainda o arbitramento de uma quantia a título de reparação pelos prejuízos sofridos pelos familiares, na circunstância de não vir a ser, por estes, deduzido um pedido de indemnização civil.

Deu também início às diligências necessárias a aferir da verificação dos pressupostos legais para o adiantamento dessa indemnização pela Comissão de Proteção às Vítimas de Crime Violento.

O casal esteve emigrado duas décadas em Inglaterra, mas voltou a Portugal em 2017, abrindo em Vieira do Minho, no distrito de Braga, uma unidade de alojamento local e um restaurante.

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Braga

Alegado amante nega relação com mulher estrangulada pelo marido em Vieira do Minho

Mas defesa do alegado assassino pede para serem lidas mensagens de amor trocadas entre ambos

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Foto: DR

Jorge Ferreira, testemunha no julgamento de um homem acusado de ter asfixiado a mulher, até à morte, em março de 2019, no restaurante pertença de ambos, em Salamonde, Vieira do Minho, negou, na última audiência, no Tribunal de Braga, as alegações de que seria amante da vítima. “Eramos só amigos! Nunca se passou nada entre nós”, afirmou, confessando, no entanto, que “gostava muito dela”.

A testemunha continua a ser ouvida nesta sexta-feira no Tribunal de Braga.

A acusação – e conforme O MINHO tem noticiado – diz que o arguido, António Manuel Fidalgo, de 45 anos, – em prisão preventiva – terá “apertado o pescoço” da mulher, Ana Paula, de 41 anos, “com o que lhe causou a morte por asfixia”. O alegado crime ocorreu no dia 07 de março de 2019, pelas 21 horas, na lavandaria da pensão/restaurante que ambos exploravam no local.

A morte da mulher ocorreu um dia antes de o casal assinar escrituras sobre bens que possuíam em conjunto, um ato preparatório do divórcio.

Na segunda sessão do julgamento, e ante o coletivo de juízes, a testemunha garantiu que eram muito amigos, e que “gostava dela”, mas assegurou que não tinham um relacionamento amoroso.

O seu depoimento coincidiu com os dos pais da vítima, Maria de Jesus e Alfredo, que disseram que entre ela e o Jorge havia apenas amizade.

Trabalhava de graça

O Jorge Ferreira trabalhava, graciosamente, no restaurante desde 2018, e “para ajudar a família”, dadas as dificuldades financeiras que enfrentavam: “prometeram-me que, quando tivessem disponibilidade de dinheiro me pagariam”, explicou.

A testemunha, que é motorista de transportes escolares na região, passava grande parte do dia no restaurante. No seu depoimento, afirmou que o arguido desconfiava da mulher sem razão, e que tinha atitudes agressivas para com a família. Esta declaração provocou alguns risos na sala, o que levou a juíza a repreender o público, gente de Salamonde, lembrando que se estava a tratar de uma tragédia, com uma pessoa morta, um preso, e filhos órfãos.

Na mesma sessão, os pais da Ana Paula, assistentes no processo, contaram, sempre com alguma comoção, que o arguido a teria já ameaçado com uma faca e que, uns meses antes da sua morte, apareceu com um cachecol à volta do pescoço, alegadamente para esconder marcas de agressões dele.

Depoimento dos pais

A mãe, Maria de Jesus disse que, no dia do crime, o genro, não foi trabalhar como motorista em Braga, dando a entender que teria estado a premeditar o ato. Nesta altura, o advogado de defesa, João Magalhães, desmentiu o facto, lembrando que, nos autos consta uma declaração da empresa, a garantir que trabalhou nesse dia. De seguida, o jurista requereu ao Tribunal que declare a nulidade do seu depoimento, por ser “falsa” e visar apenas “vingar-se do genro”.

O causídico contestou, ainda, por difamatórias, as afirmações do pai, segundo as quais o Fidalgo teria dado um desfalque na conta bancária que tinham, todos, em conjunto, dela retirando 100 mil euros: “O senhor está a difamar o meu cliente!”, retorquiu, lembrando que o casal, que regressara de Inglaterra, tinham contraído empréstimos para pagar a pensão e devia 150 mil euros a uma irmã da Ana Paula. Ou seja, a eventual retirada de dinheiro do banco seria para pagar essas dívidas…

Mensagens de amor

João Magalhães interveio, também, após o Jorge Ferreira ter dito que não havia nada entre ele a Ana Paula, isto apesar das mensagens amorosas que trocavam. No processo constam mais de duas centenas de mensagens telefónicas trocadas entre ele e a vítima, com sucessivas juras de amor e promessas de felicidade futura.

Por isso, o advogado de defesa, João Magalhães, pediu ao Tribunal que, na próxima sessão, agendada para dia 27, fossem lidas e projetadas no ecrâ da sala todos os sms’s amorosos, nas quais ela diz, várias vezes, “eu amo-te”.
No julgamento, a acusação tenta demonstrar que o arguido matou a mulher por “ciúmes” e que estes não tinham razão de ser.
Já os defensores, que incluem os advogados Mariana Agostinho e Luís Correia, não admitem o crime, tentam provar que os dois eram amantes, apesar de a mulher ser ainda casada com o arguido.

O Jorge encontra-a no chão

Minutos depois de ter saído, a mãe de Ana Paula pediu a Jorge que fosse chamar o casal, porque o jantar estava pronto. Este encontrou-a no chão, inanimada, com sangue e hematomas no rosto. Aos gritos, pediu para chamarem o INEM. A GNR também veio. Nos autos estão fotos do próprio arguido, também, com sinais de arranhões e sangue na cara, o que deixa supor que terão brigado. A defesa diz que, quando ele saiu ela ainda não estava morta, tese que sustenta com o facto de o INEM ainda a ter tentado reanimar.

O casal esteve emigrado duas décadas em Inglaterra, mas voltou a Portugal em 2017, abrindo em Vieira do Minho uma unidade de alojamento local.

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Braga

Braga apresenta novo albergue para peregrinos

Freguesia de Merelim São Pedro

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Foto: Facebook de Caminhos por Braga / DR

Braga disponibilizou um novo albergue público para peregrinos situado na Rua do Carmo, na freguesia de Merelim São Pedro.

Foto: Facebook de Caminhos por Braga / DR

 

Segundo a página Caminhos Por Braga, o albergue conta com cozinha completa, camarata, casas de banho separadas para o sexo masculino e feminino e Wi-Fi.

Foto: Facebook de Caminhos por Braga / DR

Os peregrinos terão também acesso a um mini-mercado e a uma Caixa Multibanco situadas na proximidade do local.

 

 

 

 

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Braga

Queijaria de Braga vence prémio de melhor loja gourmet em Portugal

Prémios da revista Vinho Melhores Escolhas

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Foto: Facebook de Corriqueijo

A empresa Corriqueijo, sediada no centro da cidade de Braga, na Rua dos Biscainhos, foi considerada a “Melhor Loja Gourmet” nos prémios da revista VINHO Grandes Escolhas.

O prémio foi entregue na passada sexta-feira, durante a gala que decorreu no velódromo nacional de Sangalhos, no distrito de Coimbra, recolhendo vários elogios do júri.

De acordo com os jurados, a marca artesanal bracarense“distingue-se pela grande variedade de queijos artesanais, internacionais e nacionais, garantindo um contacto pessoal e privilegiado com os pequenos produtores do país e uma experiência única a todos os que a visitam”.

Recorde-se que, na mesma gala, a quinta Soalheiro, sediada em Melgaço, foi distinguida como “Melhor Marca do Ano”.

Soalheiro eleito Marca do Ano 2019 nos prémios Revista dos Vinhos

O grande destaque desta edição foi para o Niepoort Porto Vintage 2017, considerado o Vinho do Ano 2019. O prémio produtor do ano foi para a Quinta da Boavista. O Produtor de Vinhos Fortificados do Ano foi para o grupo Fladgate Partnership (Taylor”s, Fonseca, Croft e Krohn).

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