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Braga

Acusado de assalto a banco em Braga pede nulidade e demarca-se de furto em vivendas

Suposto assaltante do banco diz que acusação é nula porque contém crimes que não têm ligação

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Um dos alegados assaltantes da dependência de Braga do banco Santander, de onde terão sido furtados 4,7 milhões de euros em dinheiro e objetos, pediu a instrução do processo e pede a nulidade da acusação por erro processual grave.

Luís Miguel de Almeida, que é defendido pelo advogado Fernando Moura, de Paredes, alega que a acusação do Ministério Público contém duas imputações, correspondentes a crimes diferentes: ”A acusação pública é composta por duas acusações rigorosamente distintas, descritas, em dois grupos de arguidos, duas associações criminosas e vários crimes que nada têm a ver uns com os outros e que deviam ter sido, processualmente separados ”, escreve o jurista.

Ou seja, uma coisa é o assalto ao Santander, supostamente realizado pelo arguido e por outros dois, e outra os furtos feitos em vivendas da região minhota, perpetrados pelos restantes seis arguidos.

Na tese do causídico, o Ministério Público deveria ter separado os processos e feito duas acusações, o que não fez. Assim sendo, a acusação é nula, sustenta, lembrando que, inicialmente, havia duas investigações policiais separadas que foram agregadas pelo MP sem base de conexão.

O arguido considera, ainda, que o libelo acusatório é nulo por não haver “qualquer indício de associação criminosa”. Diz ainda que foram obtidas provas judiciárias, nomeadamente a localização por georreferenciação das pessoas através do telemóvel, “quando – nos termos da lei – houver necessidade de “afastar perigo para a vida ou de ofensa à integridade física grave”. Ou seja, a Polícia recorreu a este método no processo, alegadamente sem base legal.

Furto a casa de Névoa

No processo, a mulher de Braga que está acusada pelo Ministério Público de ter assaltado, em 2015, com o seu então companheiro, Mário Fernandes, a casa do empresário Domingos Névoa, furtando um Mercedes e 35 objetos valiosos, pediu a instrução do processo no Tribunal de Guimarães, dizendo não haver provas do crime.

Cristiana Guimarães, através do advogado João António Costeira, nega ter entrado, na noite de 16 de abril na referida casa, e diz que o facto de usar uma mala Luis Vitton e uns óculos da marca Prada, propriedade da filha do empresário, não é prova de que foi ela quem os furtou.

A arguida foi encontrada, em fevereiro de 2017, pela filha de Névoa na Farmácia Pipa com a mala, que a reconheceu, dado que, a tinha personalizado, aquando da compra. Dirigiu-se-lhe mas ela fugiu do local. Mais tarde, pesquisou no Facebook e viu que tinha postado uma foto com uns óculos iguais aos seus.

O MP diz que o casal, desagradado com os termos de um acordo de pagamento de uma dívida para com a firma Carclasse, do empresário, decidiu assaltar a sua vivenda. Ao todo, o carro furtado e os 35 objetos, valem 117 mil euros. Em julho de 2017, a GNR encontrou na casa de Cristina e de Mário, quatro dos objetos furtados.

O jurista alega que não existem indícios de que tenha sido ela que os furtou, argumentando que, “quando muito teria de explicar como os adquiriu”. Pelo que – diz – não pode ser pronunciada pelo crime.Para além da arguida, a única mulher entre dez alegados membros do gangue que fez uma dezena de assaltos a residências em Braga e no Minho e ao banco Santander, quatro outro arguidos pediram a instrução do processo, três deles contestando o crime de associação criminosa.

O Ministério Público avalia em 4,7 milhões de euros, em contabilizar a moeda estrangeira, o dinheiro furtado. Só no banco levaram 2,6 milhões em dinheiro e 400 peças guardadas em 52 cofres. Ao todo, quatro milhões. De entre os lesados estão, também, o empresário Domingos Névoa, o cantor limiano Delfim Júnior, e o médico e antigo atleta do Sporting Clube de Braga, Romeu Maia.

Associação criminosa

O MP considera como mentor da “associação criminosa” o arguido Joaquim Marques Fernandes (de Priscos, Braga) que terá criado o gangue com Vítor Manuel Martins Pereira (de Vila do Conde), Luís Miguel Martins de Almeida (Braga) e Rui Jorge Dias Fernandes (Braga). Os quatro estão em prisão preventiva.

Oito dos nove arguidos estão acusados de associação criminosa e de furto qualificado. O caso envolve o agente da PSP Carlos Alberto Alfaia da Silva, de Ponte de Lima que dava informações, a troco de dinheiro, sobre quais as casas a assaltar. Engloba, ainda, Paulo Sérgio Martins Pereira, (irmão do Vítor), de Famalicão, Mário Marques Fernandes, de Braga, André Filipe Pereira, de Famalicão, e Manuel Oliveira Faria, de Braga.

O bando atuou “pelo menos desde 2017 até junho de 2018, em Braga, Viana do Castelo, Ponte de Lima e Arcos de Valdevez”. Utilizava recursos tecnológicos sofisticados para praticar os assaltos, como inibidores de telecomunicações, de alarmes, e até para neutralizar cães.

Classe média alta

Escolhiam casas de pessoas da classe média alta e estudavam os hábitos dos seus proprietários. Usavam sete viaturas.Os assaltos, feitos de noite, passaram pela casa de José Rodrigues Ribeiro, em Mire de Tibães, Braga. Os objetos, dinheiro, ouro e informática, eram transportados para casa de um deles e divididos de imediato. No dia seguinte, iam pagar dívidas e depositar dinheiro.

Seguiu-se uma residência na Areosa, em Viana do Castelo, (de onde nada levaram) depois outra em Tenões, Braga. Em 2018, «fizeram» uma no Areal de Cima, em Braga e a Quinta da Carcaveira, em Ponte de Lima. Seguiu-se uma casa em Braga, com quadros valiosos. Para guardar os objetos alugaram um armazém em Barcelos.

Cantor e empresário

Em abril foram a casa do cantor Delfim Júnior, em Arcos de Valdevez. Trouxeram 190 mil em notas e várias outras estrangeiras. Levaram, ao todo, 230 mil. Outra vítima foi o médico Romeu Maia Barbosa, ex-atleta e diretor clínico do Sporting de Braga. O bando começou por lhe furtar um BMW.  Depois assaltaram-lhe a casa, levando dezenas de produtos.

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Braga

Diretor do SIS em Braga: Europa “não está livre de um novo ataque terrorista de larga escala

Congresso internacional sobre “Prevenção, policiamento e segurança – Implicações nos direitos humanos”, promovido pela Escola de Direito da UMinho

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Foto: Facebook de Escola de Direito da Universidade do Minho

O diretor-geral do Serviço de Informações de Segurança (SIS), Adélio Neiva da Cruz, afirmou hoje, em Braga, que a Europa “não está livre de um novo ataque terrorista de larga escala”.

Neiva da Cruz alertou que a organização terrorista Estado Islâmico “continua a ser uma ameaça grave a curto e médio prazo”, apesar da morte do seu líder, Abu Bakr Al-Baghdadi, divulgada em outubro.

“Continuamos a avaliar que a Europa não está livre de um novo ataque de larga escala nem essa hipótese está sequer excluída”, vincou.

O diretor-geral do SIS falava na Universidade do Minho, durante um congresso internacional sobre “Prevenção, policiamento e segurança – Implicações nos direitos humanos”, promovido pela Escola de Direito daquela academia.

Admitindo que a “derrota territorial” e, sobretudo, a morte do seu líder significaram um “golpe significativo” para o Estado Islâmico, Neiva da Cruz frisou que não consubstanciam “o fim ou a derrota da organização”.

“A organização terrorista Estado Islâmico continua a ser uma ameaça grave a curto e médio prazo (…). Seria imprudente descansar”, referiu, sublinhando que a morte de Abu Bakr Al-Baghdadi “não terá impacto nos planos da organização para a Europa”.

No entanto, Neiva de Cruz considera que os estados estão hoje “coletivamente mais preparados do que nunca”, já que “aprenderam com os seus erros, colmataram as suas vulnerabilidades e de forma concertada e articulada gizaram mecanismos céleres e eficientes para detetar e reprimir a concretização de ameaças terroristas”.

Neiva da Cruz disse que, no espaço específico dos sistemas de informações de segurança interna, “a cooperação europeia assumiu patamares de confiança e partilha que no passado recente teriam sido considerados irrealistas e simplesmente impossíveis”.

No âmbito da cooperação nacional, Neiva da Cruz destacou que a “transfiguração e a severidade” da ameaça levaram a uma “mudança de mentalidades” e à adoção de estratégias e ferramentas que “reforçam a dependência recíproca” e que “robustecem a capacidade coletiva de identificar e reprimir as ameaças”.

Admitindo que Portugal ainda não tem todas aquelas ferramentas, adiantou que o esforço conjunto está já traduzido em “inúmeros casos concretos, longe dos holofotes do mediatismo, em que o pior cenário não se concretizou”.

“Estamos hoje mais fortes e inequivocamente mais preparados e mais capacitados para combater a ameaça terrorista que se desenha no futuro”, rematou.

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Braga

UMinho: Mais de 20 empresas participam no ‘Business Day’ da Escola de Economia e Gestão

No campus de Gualtar, em Braga

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Foto: DR / Arquivo

A Escola de Economia e Gestão (EEG) da Universidade do Minho (UMinho) promove, esta quarta-feira, dia 13, nos Complexo Pedagógicos I e II do campus de Gualtar, em Braga, o EEG Business Day. A nona edição conta com os testemunhos de representantes de várias empresas de sucesso e tem como objetivo o de .- diz a Reitoria – “aproximar os estudantes da EEG ao mercado de trabalho, alertando-os para as competências que lhes são requeridas”.

O programa começa às 10:00 horas com sessões paralelas a cargo de elementos das empresas Bosch, Banco Carregosa, Continental Mabor, Deloitte, dst group, EY, Grupo JP, inCentea, Infineon, Jerónimo Martins, KPMG, Primavera BSS, Prozis, PwC, Poveira e Sonae, e ainda com os responsáveis da StartupBraga, do INOV Contacto, da atividade IdeaLab, promovida pela TecMinho e da Câmara Municipal do Porto. Ao mesmo tempo estarão a decorrer speed interviews com responsáveis das empresas Hays, Labor Market e Randstad.

Mesa redonda

Na parte da tarde, às 14:30, decorre a sessão de abertura que conta com a intervenção do presidente da EEG, Francisco Veiga. Segue-se, às 14:45, a mesa redonda “Empresas, Cultura e Sociedade” que terá como intervenientes Francisca Abreu (Cities for Europe e Guimarães 2012
Capital Europeia da Cultura), José Teixeira (dst group), Manuel Curado (professor do Instituto de Letras e Ciências Humanas da UMinho) e Mário Sequeira (Galeria Mário Sequeira). A conversa terá a moderação de Carolina Machado (professora da EEG).

Segue-se às 16:30 a palestra “Alto rendimento, orientação para resultados e gestão emocional”, proferida por Jorge Braz, selecionador nacional de futsal que conquistou em 2018 o título de Campeão da Europa de Futsal.

O encerramento acontece pelas 17:30 com a intervenção do reitor da UMinho, Rui Vieira de Castro.

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Braga

Julgado por tentar alvejar homem, em Braga, após troca de mensagens nas redes sociais

Homicídio na forma tentada

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Foto: Ilustrativa / Arquivo

O Ministério Público acusou de um crime de homicídio, na forma tentada, um homem que em maio tentou alvejar um outro em Braga, na sequência de um confronto relacionado com umas mensagens trocadas entre ambos nas redes sociais.

Em nota hoje publicada na sua página da Internet, a Procuradoria-Geral Distrital do Porto refere que o Ministério Público considerou indiciado que o arguido só não disparou porque a arma encravou.

De acordo com a acusação, o arguido e a vítima combinaram encontrar-se em Braga, em 13 de maio de 2019, “para se confrontarem um com o outro por causa de umas mensagens trocadas entre ambos nas redes sociais”.

A acusação acrescenta que, por recearem que esse encontro pudesse degenerar em violência, ambos se fizeram acompanhar de conhecidos e que o arguido levou mesmo consigo uma pistola transformada de calibre 6.35 milímetros e um aerossol de defesa.

“O Ministério Público considerou indiciado que no decurso do encontro os dois se desentenderam e que depois de ter sido esbofeteado pelo outro indivíduo o arguido procurou alvejá-lo a tiro com a arma que portava, só não o logrando por esta ter encravado”, sublinha a nota.

O arguido está acusado da prática de um crime de homicídio na forma tentada, agravado pelo uso de arma, e de um crime de detenção de arma proibida.

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