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Alto Minho

Acessos ao Porto de Mar de Viana concluídos no final de 2019

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A construção de acessos ao Porto de Mar de Viana do Castelo, uma obra há muito reivindicada no concelho e no distrito, estará concluída até ao final de 2019, anunciou hoje Ana Paula Vitorino.


A Ministra do Mar esteve esta terça-feira na Biblioteca Municipal de Viana do Castelo, onde apresentou o Plano Estratégico da APDL – Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo, tendo anunciado um investimento de 36 milhões de euros naquele porto, a realizar nos próximos dois anos, para melhorar as acessibilidades terrestres e marítimas.

Os acessos rodoviários serão construídos a partir do nó da A28, em São Romão de Neiva, num total de 8,8 quilómetros, conforme definido no projeto concluído desde 2008.

“Não podemos pensar num porto industrial como este, em que para chegarem ao porto os camiões têm que passar pelas vias urbanas, misturados com os outros carros todos. Temos que ter uma grande via de acesso para servir as indústrias que se servem deste porto”, afirmou Ana Paula Vitorino, citada pela agência Lusa.

De acordo com a mesma fonte, o “projeto está feito e revisto, faltando concluir as últimas expropriações”.

 

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Viana do Castelo

Viana do Castelo aprova orçamento de 114 milhões para 2021

Economia

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A maioria PS na Câmara de Viana do Castelo aprovou hoje o Plano de Atividades e Orçamento (PAO) para 2021, no valor de 114 milhões de euros, com as abstenções do PSD e da CDU.

Na apresentação do documento, o presidente da Câmara da capital do Alto Minho disse tratar-se do “maior orçamento de sempre”, sendo que, do valor total, 108,2 milhões de euros são orçamento da autarquia e 5,9 milhões dos Serviços Municipalizados de Viana do Castelo.

“Este Plano de Atividades e Orçamento é marcado por duas matrizes. Por um lado, o combate à pandemia, afetando verbas suficientes para prevenção da doença durante o primeiro semestre de 2021, com incentivos à economia e reforço de apoios às Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPPS)”, referiu José Maria Costa.

Como segunda matriz do documento, o autarca socialista apontou a “recuperação da economia” com uma “forte aposta no investimento”.

“O orçamento tem um plano de investimentos muito forte, decorrente a conjugação de três instrumentos financeiros, o atual e o novo quadro comunitário de apoio, que começa já no dia 01 de janeiro de 2021, e a chamada bazuca, o Plano de Recuperação e Resiliência”, adiantou.

“Temos de aproveitar bem os financiamentos comunitários para consolidar as infraestruturas de apoio às populações nas áreas social, de saúde, habitação no abastecimento e saneamento básico”, reforçou.

O documento “tem em consideração o facto de as transferências provenientes do Orçamento de Estado terem aumentado, atingindo em 2021 os 19,9 milhões de euros”.

Já os fundos comunitários e os contratos programa atingem uma verba de 8,5 milhões no próximo ano.

José Maria Costa salientou ainda que a autarquia vai estar “muito focadas nos indicadores ambientais, com a consolidação das redes de água e saneamento, eficiência hídrica, recolha de resíduos sólidos”, entre outros.

Os dois vereadores do PSD, Cristina Veiga e Hermenegildo Costa, justificaram a abstenção com a “situação excecional” causada pela pandemia de covid-19.

Na declaração de voto que apresentaram destacam “a reformulação ou acréscimos de atividades, traduzidas em medidas de mitigação dos efeitos da atual pandemia”.

“Se não fosse as circunstâncias que vivemos, votaríamos contra”, reforçou a vereadora social-democrata, Cristina Veiga.

A abstenção foi também o sentido de voto da vereadora da CDU, Cláudia Marinho.

“A CDU abstém-se no Plano de Atividades e Orçamento da CMVC para 2021, ressalvando que só não votamos contra pois nas GOP é focado como primeiro objetivo fundamental o apoio às populações”, destaca a declaração de voto apresentada.

Na reunião camarária de hoje foi ainda aprovada, com a abstenção do PSD, a contratação de um empréstimo de 2,9 milhões de euros para investimentos a concluir até 2022.

No final da sessão, e questionado pelos jornalistas, José Maria Costa disse que a dívida da autarquia é “sustentável”.

“A capacidade de endividamento da Câmara de Viana do Castelo é ainda de 60 milhões de euros. A situação financeira é estável e de grande capacidade de endividamento, ainda, que está de reserva para uma emergência que possa surgir no futuro”, referiu.

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Alto Minho

Unidade de retaguarda do Alto Minho começa a receber infetados nos próximos dias

Covid-19

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Foto: Divulgação / CM Viana do Castelo

O presidente da comissão distrital da proteção civil de Viana do Castelo estimou hoje para os “próximos dias” o internamento de infetados com covid-19 na estrutura de retaguarda daquela cidade face ao aumento “exponencial” de casos.

“Com o número de casos que temos no Alto Minho, com o crescimento exponencial dos últimos dias e das últimas semanas, com a alteração da média de novos casos, que passou de 25, por dia, em outubro, para 85, por dia, em novembro, a nossa expectativa é que este local, não direi nas próximas horas mas nos próximos dias, vai estar a acomodar gente”, afirmou hoje Miguel Alves.

O responsável, que falava aos jornalistas no final da abertura da Estrutura de Apoio de Retaguarda (EAR) instalada no centro cultural de Viana do Castelo disse que “a pressão sobre o hospital foi em crescendo, nos últimos dias”, existindo hoje, para doentes covid, quatro camas em enfermaria e três em cuidados intensivos.

“À data de hoje, na Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM), das 81 camas na enfermaria de covid apenas quatro estão disponíveis. Na Unidade de Cuidados Intensivos (UCI) existem 25 camas e apenas três estão disponíveis”, especificou.

Miguel Alves, que é também presidente da Câmara de Caminha, disse que o hospital deu “a resposta certa” à evolução da pandemia causada pelo novo coronavírus.

“A resposta foi crescendo, com a criação de novas enfermarias e está agora à beira de ter de criar uma quarta enfermaria que é este espaço. É agora que ele faz sentido, que faz falta e que está preparado para receber pessoas do hospital ou dos lares”, adiantou o autarca socialista.

Segundo Miguel Alves a EAR tem 30 camas preparadas, mas pode crescer até às 120 camas.

“No limite, se tivéssemos uma situação de absoluta rutura, catástrofe, que não prevemos, o espaço está preparado para acomodar 200 pessoas”, sustentou o autarca socialista.

“Trabalhamos em módulos de 10 camas e, por cada dez camas, temos de ter cinco auxiliares de ação direta e ação geral, um enfermeiro e um médico”, especificou.

O autarca socialista disse ainda que a situação epidemiológica no distrito de Viana do Castelo “é muito preocupante”.

“Neste momento, estamos com mais de quatro mil casos ativos e temos a lamentar 94 mortes. Só no mesmo de novembro e ainda não chegamos ao final do mês temos mais caso do que tivemos até ao final do mês de outubro e o mês de outubro já foi muito difícil”, reforçou.

Adiantou que, em outubro, “a média de novos casos, por dia, no distrito de Viana do Castelo era de 28. Em novembro, estamos a ter 85 casos por dia”.

“Isto coloca muito pressão sobre as instituições que apoiam os idosos mas também sobre as unidades hospitalares”, frisou.

A EAR foi instalada pela Câmara de Viana do Castelo, em abril, no centro cultural da cidade.

Inicialmente esteve prevista a desativação desta unidade, no final de outubro, mas, entretanto, a Câmara de Viana do Castelo e a Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM) decidiram prolongar o seu funcionamento até final de novembro devido ao aumento de casos de covid-19 na região.

A abertura da estrutura em Viana do Castelo contou com a participação do secretário de Estado Coordenador Eduardo Pinheiro, que disse “em todos os distritos da região Norte ou já tem espaços abertos ou tem espaços que abrirão nos próximos dias”, sendo que no distrito do Porto foram criados dois espaços.

A sessão contou ainda com a presença do presidente da Câmara de Viana do Castelo, presidente do conselho de administração da ULSAM, Comandante Operacional Distrital, diretora do centro distrital da Segurança Social e delegado de saúde coordenador.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 1,4 milhões de mortos no mundo desde dezembro do ano passado, incluindo 4.209 em Portugal.

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Alto Minho

Monção apoiou 218 pessoas com bens alimentares só em novembro

Solidariedade

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Foto: Divulgação / CM Monção

O Banco Local de Voluntariado de Monção apoiou 218 pessoas em situação de carência com produtos alimentares, foi hoje anunciado.

A iniciativa decorre do Programa Operacional de Apoio às Pessoas Mais Carenciadas, que vigora desde janeiro de 2020 e até janeiro de 2023.

Em comunicado, a autarquia refere que, em “tempo de crise pandémica”, os dias são “difíceis e complexos”, existindo necessidade de “elevar valores humanistas e altruístas”.

O grupo de voluntários daquele programa tem elaborado cabazes específicos, de acordo com a composição de cada agregado familiar, para além de realizarem o empacotamento dos produtos alimentares e respetiva entrega.

Foto: Divulgação / CM Monção

“Ontem, quarta-feira, decorreu mais uma entrega mensal. De manhã, estiveram presentes as voluntárias Maria Sidalina Vilar e Maria Elvira Balsa. À tarde, foi a vez de Debbie Toogood e Amílcar Pires”, refere a nota do município.

O programa começou por apoiar 109 pessoas, tendo sido reforçado em 50% nos meses de maio, junho e julho e, em 100%, desde o mês de agosto. Este mês, que ainda não terminou, já viu serem ajudadas 218 pessoas.

“A distribuição alimentar é uma das áreas de intervenção do Banco Local de Voluntariado de Monção, o qual abrange a realização periódica de campanhas de sensibilização e a operacionalização de programas de apoio em instituições sociais, estabelecimentos de ensino e unidades de saúde”, termina a nota.

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