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SC Braga

Abel Ferreira acentua ‘carimbo’ luso nos últimos três campeões gregos

Ex-SC Braga

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Foto: DR/Arquivo

Abel Ferreira, que trocou o SC Braga pelo PAOK, é o 15.º treinador português a comandar uma equipa de futebol na Grécia, sendo que os últimos três campeões helénicos passam a ser liderados por técnicos lusos.

Após duas temporadas e meia ao serviço dos bracarenses, o antigo lateral-direito vai ter a primeira experiência no estrangeiro, juntando-se a Pedro Martins, que está a iniciar a segunda temporada no Olympiacos, e aos também estreantes Miguel Cardoso, que assumiu o comando do AEK, e Luís Castro, técnico que deixou os sub-23 do Vitória SC para treinar o Panetolikos.

Abel Ferreira tem “gratidão enorme” ao Braga

Com a chegada de Abel Ferreira ao campeão grego, os últimos três emblemas que conquistaram o título na Grécia passam a ser liderados por portugueses.

Além do emblema de Salónica, que levantou o troféu ao fim de 34 anos, o AEK tinha vencido a prova 2017/18, depois de sete títulos arrecadados pelo Olympiacos, entre 2011 e 2017.

Esta será a sexta vez que treinadores portugueses coincidem na Grécia na mesma época, mas apenas a primeira com tantos ‘timoneiros’ em simultâneo (quatro).

Em 2007/08, José Peseiro assumiu o comando do Panathinaikos – que deixaria a meio da época – e juntou-se a Fernando Santos, então técnico do PAOK. Na temporada seguinte, o atual selecionador de Portugal cruzou-se com Carlos Carvalhal, recrutado pelo Asteras Tripolis.

Já na temporada 2012/13, Jesualdo Ferreira (Panathinaikos), Leonardo Jardim (Olympiacos) foram os representantes lusos na principal divisão grega, antes de Ricardo Sá Pinto orientar o OFI Creta, em 2013/14.

Na primeira de duas passagens pelo Atromitos, em 2014/15, Sá Pinto teve a ‘companhia’ de Vítor Pereira, este ao comando do Olympiacos, que apostaria em Marco Silva na época posterior (2015/16).

Quando Sá Pinto regressou ao Atromitos, em fevereiro de 2017, José Morais tinha abandonado o AEK no mês anterior, pelo que não coincidiram na Grécia, numa altura em que Paulo Bento liderava o Olympiacos.

Fernando Santos continua a ser o mais célebre dos técnicos portugueses na Grécia, uma vez que, além de ter orientado AEK (2001/02, 2004/05 e 2005/06), Panathinaikos (2002/03) e PAOK (2007 a 2010), ainda conduziu os destinos da seleção helénica, entre 2011 e 2014.

Com Santos ao comando, a Grécia atingiu os quartos de final do Euro2012, bem como os ‘oitavos’ do Mundial2014, este último um feito para a equipa, que nunca tinha passado da fase de grupos.

Contudo, o primeiro treinador luso a ‘aventurar-se’ naquele país mediterrânico foi o já falecido Severiano Correia, um antigo jogador de Benfica e Boavista, que, entre 1967 e 1970, orientou o Aris e o Proodeftiki, antes de comandar o Apollon Kalamaras, em 1973/74.

Entre todos os 12 treinadores lusos que já passaram pela Grécia, apenas Leonardo Jardim, Vítor Pereira, Marco Silva e Paulo Bento celebraram o título, todos pelo Olympiacos. Contudo, apenas o segundo iniciou e terminou uma temporada ao leme do emblema do Piréu (2015/16).

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Futebol

Reformulação das competições europeias não retira vagas a Portugal

Portugal está no sexto lugar do ‘ranking’ da UEFA

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Foto: Divulgação/FPF

A próxima reformulação das competições europeias de futebol, com a introdução da Europa Conference League, não irá alterar as vagas destinadas à participação portuguesa, caso Portugal consiga manter o atual sexto posto no ‘ranking’ da UEFA.

O organismo que rege o futebol europeu decidiu avançar para a criação de uma nova prova sob a sua égide, anunciada em 2018, numa tentativa de dar mais competição às federações-membro para o período entre 2021 e 2024.

Neste momento, Portugal discute com a Rússia o sexto lugar da hierarquia, uma vez que esse posto atribui diretamente duas vagas para a Liga dos Campeões, uma para a fase de acesso à prova mais importante de clubes da UEFA e outras três para a Liga Europa.

Em comunicado, a UEFA escreve que “espera mudanças que melhorem o equilíbrio competitivo, o apelo comercial da Liga Europa e garantam níveis mais altos de participação dos campeões nacionais”, assim como “uma representação mais ampla das associações nacionais no futebol europeu de clubes ao longo da temporada”.

A Liga Europa, que vai ter o vencedor da prova a entrar diretamente na Liga dos Campeões no ano seguinte, passa do atual formato de 48 equipas para 32, igualando o modelo da ‘Champions’, com oito grupos de quatro equipas, seguida das fases a eliminar (oitavos de final, ‘quartos’, ‘meias’ e final), sendo que a ronda dos 16 avos de final deixa de existir, passando a disputar-se um ‘play-off’ entre os terceiros classificados da fase de grupos da prova mais importante de clubes e os segundos classificados da Liga Europa para aceder aos ‘oitavos’.

O mesmo acontece para a nova competição da UEFA, com os terceiros classificados da Liga Europa e disputarem igualmente um ‘play-off’ com as equipas que terminarem em segundo lugar nas ‘poules’ da Europa Conference League, com o vencedor da competição a entrar também de forma direta para a fase de grupos da Liga Europa na edição seguinte.

Esta nova estrutura para as competições europeias garantirá que, pelo menos, 34 federações nacionais da UEFA estejam representadas na fase de grupos de uma ou mais competições, havendo um mínimo de 14 campeões nacionais na fase de grupos da Liga dos Campeões, entre oito e 11 campeões nacionais na fase de grupos da Liga Europa e entre nove e 12 campeões nacionais na fase de grupos da Europa Conference League.

Todas as associações-membro da UEFA terão acesso às três competições de clubes e as suas quotas permanecerão inalteradas.

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I Liga

Ivo Vieira antecipa Dérbi do Minho com “bom futebol” e quer Vitória “equilibrado”

11.ª jornada

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Foto: Paulo Jorge Magalhães/O MINHO

O treinador do Vitória SC, Ivo Vieira, disse hoje esperar momentos de “bom futebol” frente ao SC Braga, no domingo, na 11.ª jornada da I Liga portuguesa de futebol, e pediu equilíbrio aos seus jogadores.

“O Vitória é uma equipa que cria bom futebol e o Braga também procura jogar bem, [exibir] um futebol de ataque. Nós e o Braga estamos nesse lote das cinco ou seis equipas que mais procuram a baliza do adversário e dar qualidade do jogo, pelo menos nesta fase do campeonato”, reiterou o técnico, na conferência de imprensa de antevisão ao encontro marcado para as 20:00, em Guimarães.

https://twitter.com/VitoriaSC1922/status/1193157589766475776

Atual quinta classificada, com 16 pontos, a formação vitoriana tem quatro de vantagem para o rival minhoto, 11.º da tabela, mas o técnico madeirense afirmou que o seu plantel precisa de conjugar a organização em campo com a vontade de vencer para somar os três pontos e alcançar um “conforto” de sete pontos sobre um “adversário direto” na luta pelos lugares cimeiros.

“O cerne da questão é sermos equilibrados dentro do jogo e querermos tanto vencer como os nossos adeptos. Vamos querer tanto como eles, mas isso, dentro do jogo, não pode ultrapassar a nossa organização e os nossos equilíbrios. A intensidade e a vontade vão lá estar, mas o discernimento também tem de estar”, frisou.

O Vitória SC, prometeu Ivo Vieira, vai “procurar a baliza do adversário o mais possível”, à semelhança de outras partidas já disputadas nesta época, mas também apresentar-se ciente do poderio bracarense no ataque organizado, com “jogadores rápidos e possantes”, quer no contra-ataque, momento, a seu ver, “bem trabalhado” pelo conjunto treinado por Ricardo Sá Pinto.

O treinador dos vimaranenses concordou ainda que a sua equipa tem “tido grandes desempenhos em jogos de grande dimensão”, até porque os jogadores costumam aí ter mais tempo para decidir face aos encontros em que têm de ultrapassar formações recuadas, mas admitiu que os resultados não têm correspondido.

O duelo entre vitorianos e ‘arsenalistas’ em Guimarães mobilizou pelo menos 20.000 adeptos nas últimas três épocas, com Ivo Vieira a reconhecer que o jogo é “diferente” pelo “entusiasmo” com que se vive.

“Independentemente do número de pontos [das equipas], seria sempre um jogo fundamental para os vitorianos ganharem”, observou.

Habituado a mudar o ‘onze’ face ao número de jogos a que o Vitória está sujeito desde o início da época – já realizou 22, repartidos por I Liga, Taça de Portugal, Taça da Liga e Liga Europa -, o técnico vai fazê-lo novamente devido à suspensão de Mikel Agu (cinco amarelos), mas considerou que o rendimento não tem oscilado face à “qualidade dos jogadores” e ao trabalho durante a semana.

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I Liga

Sá Pinto quer ir a Guimarães vencer para o Braga começar a subir

11.ª jornada

em

Foto: Facebook de SC Braga

O treinador Ricardo Sá Pinto disse hoje que o SC Braga quer ir a Guimarães vencer o Vitória, no domingo, na 11.ª jornada da I Liga de futebol, para começar a subir na tabela classificativa.

“É um grande jogo, um dérbi, no qual vamos querer lutar arduamente pelos três pontos porque é a nossa forma de estar em todos os jogos e porque sentimos que temos de subir definitivamente na tabela e, para isso, precisamos de pontos. Na 11.ª jornada não se decide nada, mas, sem dúvida, era importante conseguir estes três pontos”, frisou na conferência de imprensa de antevisão da partida.

O técnico considerou ainda que a exigência é maior no SC Braga do que no Vitória SC.

“Nesta altura é, temos objetivos e responsabilidades diferentes do que o Vitória SC, que está bem no campeonato, mas nas outras competições não está ao nosso nível. O Braga, nos últimos anos, tem estado sempre nos quatro primeiros lugares, é considerado já um dos ‘grandes’ e a pressão é diferente”, disse.

No campeonato, os ‘arsenalistas’ vêm de uma derrota com o Boavista (2-0) e empate caseiro com o Famalicão (2-2), o que motivou mesmo uma intervenção crítica do presidente, António Salvador, mas Sá Pinto preferiu destacar que, nos últimos 10 jogos, em todas as competições, a equipa somou sete vitórias, dois empates e apenas uma “derrota injusta”.

Apesar de estar há pouco tempo em Braga, o treinador disse estar ciente da “grande importância” que os adeptos dão ao ‘clássico’ minhoto.

“É um jogo que todos os adeptos querem que o Braga ganhe e tudo iremos fazer para que isso aconteça. Vai ser um jogo difícil, muito competitivo e de grande emocionalidade, de grande paixão dos nossos adeptos e, também, de máxima exigência a todos os níveis, sobretudo na concentração e nos detalhes, que podem fazer a diferença”, disse.

Sá Pinto elogiou o Vitória SC, “uma boa equipa, que está a jogar em casa e ambiciona também os lugares europeus”.

“Está recheada de jogadores de qualidade, como o Lucas Evangelista, o João Carlos Teixeira, o Edwards, o Davidson ou o Bonatini. São jogadores muito criativos ofensivamente e temos de ter cuidado porque, tendo espaço, podem desequilibrar”, avisou.

O técnico, contudo, disse discordar da opinião dos treinadores do Tondela, Natxo González, e do Vitória, Ivo Vieira, que consideraram recentemente que a equipa de Guimarães é a que melhor futebol pratica em Portugal.

“Tenho de respeitar a opinião dos colegas, mas tenho uma opinião diferente”, disse apenas.

Hassan é baixa certa para o desafio de domingo por ter sofrido uma lesão meniscal no joelho direito o que obrigou a uma intervenção cirúrgica e a uma paragem entre quatro a seis semanas.

SC Braga, 11.º classificado, com 12 pontos, e Vitória SC, quinto, com 16, defrontam-se a partir das 20:00 de domingo, no Estádio D. Afonso Henriques, em Guimarães.

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