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Região

Sismo com epicentro em Melgaço

De acordo com o IPMA, o terramoto registou-se às 19:55.

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Um sismo de magnitude 3,4, na escala de Richter, com epicentro a quatro quilómetros a Este/Nordeste de Melgaço, foi sentido ao início da noite deste sábado, em vários concelhos da região do Minho.

“Agora mesmo, em Braga, um forte tremor de terra com a duração de poucos segundos!
Senti como nunca tinha sentido!”, escreveu um utilizador na rede social Facebook, às 20:01 horas.

Segundo os primeiros relatos o tremor de terra sentiu-se “bem” em toda a região de Braga, Barcelos, Guimarães, Famalicão, Fafe, Vila Verde, Póvoa de Lanhoso, Celorico de Basto, Cabeceiras de Basto, Vizela, Esposende, Terras de Bouro e Amares, no distrito de Braga, e em Viana do Castelo, Ponte de Lima, Valença, Arcos de Valdevez, Paredes de Coura, Caminha, Monção, Cerveira, Ponte da Barca e Melgaço, no Alto Minho.

De acordo com o IPMA, o terramoto registou-se às 19:55.

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Braga

47 bombeiros de Vila Verde acusados de difamação

Difamação agravada e denúncia caluniosa

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O Ministério Público (MP) acusou 47 bombeiros dos Voluntários de Vila Verde de difamação agravada e denúncia caluniosa, por causa do teor de um abaixo-assinado que subscreveram em 2015 exigindo a demissão da então responsável pela formação da corporação.

O advogado de cerca de metade dos arguidos, João Silva, disse hoje à Lusa que vai requerer abertura de instrução, considerando que não vê “crime nenhum” resultante do abaixo-assinado.

“É um documento interno, enviado ao comandante, que se insere no âmbito da liberdade de expressão e de pensamento e que, sinceramente, não vejo que possa ofender seja quem for”, sublinhou.

Admitindo que os advogados dos restantes arguidos também avançarão com pedido de abertura de instrução, João Silva vaticinou que, nos dias de debate instrutório, o quartel de Vila Verde “vai ficar sem bombeiros”.

O documento tinha sido subscrito por mais seis bombeiros, que também eram arguidos, mas que aceitaram a suspensão provisória do processo, evitando assim serem acusados, mediante o cumprimento de injunções.

No abaixo-assinado, os signatários manifestavam-se críticos em relação à forma como a formação era ministrada e aludiam ao alegado “regime de exceção” em que a formadora, Márcia Costa, exerceria funções de bombeira.

Diziam, designadamente, que os horários definidos para a formação eram incompatíveis para a maioria dos bombeiros e criticavam a “insuficiência” de horas para determinadas temáticas.

Para os signatários, a postura da formadora “não foi a mais correta, beneficiando uns e prejudicando outros, tomando atitudes de superioridade”, ao jeito do “quero, posso e mando”.

Os subscritores consideravam ainda que Márcia Costa não cumpriu o mínimo de horas de serviço definido por lei para um bombeiro voluntário, mas, mesmo assim, no final do ano era “beneficiada”, de forma a não ingressar no quadro de reserva.

Os signatários do abaixo-assinado alegavam ainda que Márcia Costa não fazia serviços como incêndios florestais e incêndios urbanos, e só esporadicamente cumpria piquetes da escala.

“A sua relação com os restantes elementos do corpo ativo não é de todo a melhor, consequência de inúmeros atritos criados pela mesma e da sua postura adotada”, acrescentava o documento.

Por isso, defendiam que Márcia Costa deveria ser afastada das funções de responsável pela instrução contínua e exercer somente a sua função de bombeira voluntária.

Márcia Costa não gostou e avançou com uma queixa em tribunal, tendo o MP deduzido acusação este mês.

Segundo a acusação, a que a Lusa hoje teve acesso, os arguidos agiram “cientes da inveracidade” das imputações que fizeram a Márcia Costa, e cientes de que as mesmas eram “manifestamente ofensivas da honra, dignidade, consideração e imagem” da visada, quer pessoal, quer enquanto bombeira.

Então, em declarações à Lusa, o então comandante dos bombeiros de Vila Verde, José Lomba, atestou o “bom desempenho” de Márcia Costa enquanto bombeira e responsável pela formação.

Também na altura, o então presidente da Direção dos Bombeiros de Vila Verde, Carlos Braga, disse que Márcia Costa já não fazia parte do corpo ativo da corporação, tendo passado à reserva em meados de 2016, por iniciativa própria.

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Região

Aviso amarelo devido à agitação marítima

Mau Tempo

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Foto: DR / Arquivo

Os distritos de Viana do Castelo e Braga, no Minho, e Porto, Aveiro, Coimbra, Leiria e Lisboa vão estar sob aviso amarelo, na terça e quarta-feira, devido à agitação marítima, informou hoje o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

De acordo com o IPMA, o aviso amarelo vai estar em vigor entre as 09:00 de terça-feira e as 12:00 de quarta-feira para os distritos de Viana do Castelo, Braga, Porto e Aveiro.

Os distritos de Coimbra, Leiria e Lisboa estão sob aviso amarelo entre as 15:00 de terça-feira e as 12:00 de quarta-feira.

Para os sete distritos estão previstas ondas de noroeste entre quatro metros e quatro metros e meio.

O aviso amarelo representa situação de risco para determinadas atividades dependentes da situação meteorológica.

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Viana do Castelo

Viana do Castelo: Ligação de Bernardo Santareno a navio Gil Eannes celebrada em peça de teatro

A apresentação da peça será a bordo do navio Gil Eannes

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Foto: https://www.fundacaogileannes.pt / DR

Quarenta atores amadores compõem o elenco da peça de “Gil Santareno Eannes” que se estreia, na próxima sexta-feira, a bordo do navio Gil Eannes, em Viana do Castelo, para “celebrar” a ligação do médico e dramaturgo português àquela embarcação.

“O ponto de partida deste espetáculo comunitário foi a ligação de Bernardo Santareno ao navio-hospital. É um património único, uma pérola que não existe em mais lado nenhum do país. Bernardo Santareno foi médico em três navios de apoio à frota bacalhoeira portuguesa e só existe o Gil Eannes, fantasticamente recuperado”, afirmou, esta segunda-feira, à agência Lusa o diretor artístico do Teatro do Noroeste – CDV, Ricardo Simões.

Bernardo Santareno foi um dos médicos das longas campanhas, realizadas no final dos anos de 1950, integrado na equipa do navio hospital Gil Eannes – mas viajando também em arrastões como Senhora do Mar e David Melgueiro –, onde testemunhou as precárias condições de higiene, de salubridade e as jornadas de trabalho, muitas vezes ininterruptas, de dezenas de horas, a que os pescadores, parcamente pagos, eram sujeitos.

Ricardo Simões, que reparte a encenação com Ana Perfeito, adiantou que, com a estreia do espetáculo comunitário, na próxima sexta-feira, pelas 21:30, “vão ser reabertas ao público algumas áreas do navio que até aqui ainda não estavam disponíveis, nomeadamente, os espaços onde Bernardo Santareno trabalhou e habitou, na campanha que iniciou em 1958”.

A peça é interpretada por mais de 40 atores amadores, com idades entre os 12 e os 88 anos, que estiveram integrados nas três oficinas do Teatro do Noroeste-CDV- ATIVAsénior, ATIVAjúnior e Enquanto Navegávamos (formada por antigos trabalhadores dos extintos Estaleiros Navais de Viana do Castelo-ENVC).

“O trabalho que propusemos às oficinas foi o de resgatar essas memórias. A partir de pesquisas que os elementos de cada uma fizeram foram criadas cenas ficcionadas, inspiradas na passagem de Santareno pelo Gil Eannes, numa espécie de viagem pelo navio”, explicou Ricardo Simões.

O espetáculo “irá desenvolver-se pelos diferentes espaços do navio”, sendo os espetadores “desafiados a acompanhar a representação”.

“Esse será o maior desafio deste espetáculo. Levar 80 pessoas a circular, simultaneamente, dentro do navio, ao mesmo tempo que acontece o espetáculo”, referiu, explicando que cada representação está limitada a 80 pessoas.

A peça assinala ainda o vigésimo segundo aniversário do regresso do navio a Viana do Castelo. Foi resgatado da sucata em 1998 e transformado em museu, tendo desde então sido visitado por mais de um milhão de pessoas.

“Um museu carrega memórias. Um museu que outrora funcionou como navio-hospital tem uma carga ainda maior. É uma memória viva da assistência à pesca do bacalhau. Bernardo Santareno, o maior dramaturgo português do século XX, era também o médico Martinho do Rosário que deu assistência, cuidados e força a centenas de pescadores do Gil Eannes”, reforçou.

Os espetáculos, integrados nas comemorações nacionais do centenário de Bernardo Santareno, estão marcados para a próxima sexta-feira e sábado, às 21:30, e, para domingo, às 19:00.

A entrada é gratuita, mediante levantamento de bilhete, disponibilizado nos dias do espetáculo.

O antigo navio hospital foi construído em 1955, nos extintos ENVC, para apoiar a frota bacalhoeira portuguesa nos mares da Terra Nova e Gronelândia.

Também foi navio capitania, navio correio, navio rebocador, garantindo abastecimento de mantimentos, redes, isco e combustível aos navios da pesca do bacalhau.

As comemorações do centenário de Bernardo Santareno começaram no dia 18, em Lisboa, com um encontro na Fundação Calouste Gulbenkian dedicado à sua obra e ao seu percurso.

Nascido em Santarém, em 19 de novembro de 1920, António Martinho do Rosário formou-se em Medicina e especializou-se em psiquiatria, mas foi com o pseudónimo literário Bernardo Santareno que se tornou conhecido fora dos consultórios onde trabalhou. Morreu no dia 29 de agosto de 1980, aos 59 anos.

“A Promessa”, adaptada ao cinema por António de Macedo (longa-metragem selecionada para o Festival de Cannes), “O Lugre”, “O Crime da Aldeia Velha”, “António Marinheiro ou o Édipo de Alfama”, “O Pecado de João Agonia”, “O Judeu”, “A Traição do Padre Martinho” e “Português, Escritor, 45 Anos de Idade” são algumas das peças de Bernardo Santareno, que se destacaram nos palcos.

O autor também escreveu poesia (“A Morte na Raiz”, “Romances do Mar”, “Os Olhos da Víbora”) e relatos de viagens, nomeadamente em “Nos Mares do Fim do Mundo”, onde testemunha a saga dos pescadores da antiga frota bacalhoeira portuguesa, contrariando a visão pacífica, oficial, divulgada pela ditadura, das condições de trabalho e da pesca.

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