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A medalha, os três diplomas e a alegria do nadador. Como se portou o Minho em Tóquio?

Jogos Olímpicos

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Emanuel Silva, João Ribeiro, Fernando Pimenta, José Lopes e Teresa Portela

Terminaram este domingo os Jogos Olímpicos Tóquio2020 com Portugal a trazer na bagagem quatro medalhas, atribuídas aos três primeiros de cada competição, e 15 diplomas olímpicos, estes atribuídos do quarto ao oitavo classificado na final. E quatro atletas minhotos estão inseridos nesse lote de galardoados, todos eles na modalidade de canoagem.

A medalha de bronze chega a Ponte de Lima pela mão do campeoníssimo Fernando Pimenta, depois de um resultado muito positivo na competição de K1 1.000 metros disputada no Sea Forest Waterway. O canoísta do Benfica esteve até perto do final a lutar pelo ouro, arriscou, e quase perdia o pódio, mas ainda foi a tempo de segurar o terceiro lugar. A poucos dias de completar 32 anos (aniversário a 13 de agosto), Pimenta passa a figurar no restrito lote de atletas portugueses que venceram duas medalhas olímpicas, depois de conquistada a prata em Londres2012, aí em parceria com o bracarense Emanuel Silva.

Mas nem só de medalhas vivem as comitivas, sobretudo a dos países que não têm uma forte tradição de vencer as competições, como é o caso de Portugal. A canoísta Teresa Portela trouxe para Esposende o diploma olímpico na prova de K1 500, na sua estreia em finais olímpicas nesta distância, classificando-se em sétimo lugar, depois de se superiorizar a várias atletas favoritas durante a meia-final. Também João Ribeiro e Emanuel Silva trouxeram para Esposende e Braga um diploma olímpico cada, pela participação conjunta na final de K4 500, onde terminaram em oitavo, depois de uma aguerrida prestação triunfante nas eliminatórias, ‘quartos’ e ‘meias’ da competição.

Para além dos minhotos, destaque para a medalha de ouro de Pedro Pichardo e de prata de Patrícia Mamona, ambos no triplo salto, que à semelhança da canoagem se afirma cada vez mais como a força portuguesa em Jogos Olímpicos. A outra medalha de bronze foi conquistada no judo, por Jorge Fonseca.

Pedro Pichardo. Imagem: RTP

Foto: DR

Bragança surpreendido e José Lopes em êxtase

Em termos de prestação individual de atletas do Minho, e tirando a canoagem, o balanço não foi muito positivo. Rui Bragança deu o ‘pontapé de saída’ da comitiva minhota em Tóquio, mas acabou eliminado na primeira ronda do torneio de taekwondo – 58 kgs, onde era o nono favorito. O atleta de Guimarães perdeu por 24-9 frente ao espanhol Adrian Vicente Yunta.

Rui Bragança em competição. Imagem: Comité Olímpico

Uma exceção à participação discreta dos minhotos foi José Paulo Lopes, na natação, onde até conseguiu vencer uma eliminatória, sendo mais forte que todos os adversários em ‘pista’, mas não foi suficiente para passar à próxima ronda. Nos 400 metros estilos, fez o 20.º melhor tempo e bateu um novo recorde pessoal. “Sinto-me privilegiado. Estrear-me no maior palco do mundo com recorde pessoal… melhor só se fosse também o recorde nacional. Mas não podia estar mais feliz”, disse o nadador de Braga, que competiu ainda nos 800 metros, terminando em 23.º.

Tóquio2020: José Paulo Lopes “não podia estar mais feliz” com estreia olímpica

Ainda na natação, Tamila Holub, de Braga, terminou em 25.º nas eliminatórias dos 800 metros livres (em Rio2016 tinha sido 24.ª) e em 22.º nos 1.500 metros, falhando assim o acesso às finais em ambas as distâncias. Já Diana Durães, de Fafe, estreou-se em Jogos Olímpicos na prova dos 1.500 metros, ao lado de Tamila, e terminou logo atrás da compatriota, em 23.º. Em atletismo, na maratona, a vizelense Salomé Rocha fez o 30.º melhor tempo.

No torneio de andebol, destaque para o guarda-redes Humberto Gomes, de Braga, que aos 43 anos foi eleito melhor jogador em campo na última partida disputada pela seleção no torneio. Participaram ainda André Gomes e Fábio Magalhães de Braga, e Rui Silva, de Guimarães, com a seleção a conseguir vencer apenas um dos cinco encontros disputados na fase de grupos.

Nota de rodapé para dois atletas que, por representarem clubes do Minho há vários anos, são considerados minhotos de coração. O canoísta madeirense Antoine Launay, do Darque Kayak Clube de Viana, falhou por um lugar o apuramento para a final de K1 slalom, ao terminar na 11.ª posição as meias-finais, que apuravam os 10 melhores. Também João Paulo Azevedo esteve perto das medalhas, mas faltaram dois pontos em 125 possíveis. O vila-condense, que representa o Clube de Tiro de Vila Verde, atingiu 120 dos 125 alvos, menos dois que o vencedor, que conseguiu atingir 123 pratos.

Quatro medalhas e 15 diplomas para Portugal

Em termos de diplomas olímpicos, os restantes 13 foram atribuídos a Auriol Dongmo (lançamento do peso), Liliana Cá (lançamento do disco), João Vieira (50 km marcha), Maria Martins (Ciclismo, omnium), a equipa equestre de dressage (Maria Caetano-Rodrigo Torres-João Torrão), Catarina Costa (Judo, -48 kg), Gustavo Ribeiro (Skateboarding, street), Yolanda Hopkins (Surf, shortboard) e Jorge Lima-José Costa (Vela, 49er).

De acordo com o Comité Olímpico, Portugal conseguiu 35 atletas nos 16 primeiros lugares dos torneiros e bateu o próprio recorde de pontos, somando nesta edição 57. Foram ainda batidos três recordes nacionais e cinco recordes pessoais.

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