O candidato a Presidente da República Marques Mendes apelou hoje a que a lei da nacionalidade seja aprovada com “uma maioria ampla” que inclua o PS, defendendo que ser moderado “é o caminho para o sucesso”.
“Leis especiais como esta não se aprovam no âmbito de uma mera maioria de circunstância”, defendeu Luís Marques Mendes, que foi hoje o orador do jantar-conferência da 21.ª edição da Universidade de Verão do PSD, que decorre até domingo em Castelo de Vide (Portalegre).
Em matéria de imigração, o candidato presidencial considerou que a maioria das medidas tomadas pelo Governo ao longo do último ano “eram indispensáveis”, mas avisou que “não é justo culpar os imigrantes por todos os males que acontecem na nossa sociedade”.
“É preciso uma sociedade mais tolerante hoje dentro e fora de Portugal. Hoje é preciso ter se alguma coragem para ser moderado, mas esse é o caminho do sucesso”, defendeu.
O candidato disse esperar que o próximo Orçamento do Estado dê “maior prioridade à questão da integração de imigrantes” e fez um apelo em matéria de lei da nacionalidade, que voltará ao debate parlamentar em setembro, recordando que se trata de uma lei orgânica.
“Sendo uma lei especial, recomendaria esforço de diálogo e entendimento para que fosse aprovada dentro de uma maioria ampla que incluísse, designadamente, o PS. Leis especiais como esta não se aprovam no âmbito de uma mera maioria de circunstância”, disse, num apelo implícito a que o diploma não seja aprovado apenas com o Chega.