Alto Minho quer investir um milhão de euros na prevenção de incêndios

Alto minho quer investir um milhão de euros na prevenção de incêndios

A Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Minho quer investir, no âmbito do atual ciclo de programação dos fundos europeus, cerca de um milhão de euros na prevenção dos incêndios florestais, anunciou esta quinta-feira um responsável daquela estrutura.

De acordo com o primeiro secretário da CIM do Alto Minho, associação que integra os dez concelhos do distrito de Viana do Castelo, no âmbito da “inovação para a prevenção e planeamento e gestão de riscos já foram contratualizados cerca de um milhão de euros de financiamento”.

Júlio Pereira explicou que aquele montante, a investir ao abrigo do Pacto de Coesão Territorial, será aplicado em “ações imateriais de coordenação intermunicipal, capacitação e inovação para a prevenção, proteção e gestão orientadas para os agentes de proteção civil”.

Falando em Monção na abertura da segunda edição das ‘Firecamp’, jornadas técnicas dedicadas aos incêndios florestais, o responsável adiantou que outras das apostas da CIM do Alto Minho vai ser na gestão de riscos transfronteiriços, “onde em parceria com a Autoridade Nacional da Proteção Civil (ANPC), Comissão de Desenvolvimento Regional do Norte (CCDRN) e a Agência de Emergência da Galiza (AXEGA) participará no reforço da capacidade de intervenção dos agentes de proteção civil ao nível transfronteiriço”.

A articulação e informação de suporte a iniciativas locais, e regionais de valorização e defesa da floresta será outra das áreas de ação.

“Se mantivermos esta dinâmica de articulação interinstitucional, ao nível do Alto Minho na viabilização financeira das principais prioridades de intervenção no ciclo 2014-2020, estou certo conseguiremos, também nesta área, assegurar a sua concretização, contribuindo por essa via para termos um Alto Minho mais sustentável e resiliente”, sustentou.

Segundo dados avançados por Júlio Pereira “dois terços do território do Alto Minho são ocupados por espaços florestais, encontrando-se 28% do seu território classificado como Rede Natura, e 16 % como Áreas Protegidas, com particular expressão para o Parque Nacional da Peneda Gerês (PNPG), Reserva da Biosfera”.

Adiantou que estudos da European Observation Network for Territorial Development and Cohesion (ESPON) referem o Alto Minho como um território que “regista maior grau de sensibilidade ambiental às alterações climáticas, salientando-se, em particular, o impacto potencial das alterações climáticas decorrentes dos fogos florestais”.

“A CIM Alto Minho, em articulação com os seus dez municípios e as entidades nacionais que intervêm na área da proteção civil e gestão de riscos, procuraram, no contexto desta temática, reforçar a sua capacidade de planeamento e segurança na intervenção, promovendo a modelação e avaliação multirrisco, um Programa de Ação Integrado 2014-2020 para o Desenvolvimento florestal do Alto Minho, e a aquisição de equipamentos de proteção individual de combate a incêndios em espaços naturais”, afirmou.

Neste momento, sublinhou, “estão em estudo diversas propostas de articulação intermunicipal, nomeadamente, parcerias com outros territórios e entidade de referência ao nível europeu na área da gestão de riscos e o reforço da Plataforma ‘webgis’ de apoio à gestão de riscos”.

As jornadas, que terminam na sexta-feira, contam com a participação de 300 técnicos e especialistas nas áreas da prevenção, gestão e combate a incêndios, de todo o país, e da vizinha Espanha para debater, de forma atualizada, a problemática dos grandes incêndios florestais no quadro das alterações climáticas no território do Alto Minho.

 
Total
0
Shares
Artigo Anterior
Vila nova de famalicão: iniciativa do município promove alimentação saudável

Vila Nova de Famalicão: Iniciativa do município promove alimentação saudável

Próximo Artigo
Viana aprova por unanimidade ajuda excecional à appacdm

Viana aprova por unanimidade ajuda excecional à APPACDM

Artigos Relacionados