Autarca de Viana diz ser uma “emergência” investir em infraestruturas de saúde no Alto Minho

Na inauguração da USF de Meadela
Luís Nobre. Foto: Joca Fotógrafos / O MINHO

O presidente da Câmara de Viana do Castelo classificou hoje como uma “emergência” o Governo investir na requalificação de infraestruturas de saúde integradas na Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM).

Luís Nobre, que discursava na inauguração da Unidade de Saúde Familiar (USF) da Meadela, hoje encerrada devido à greve da função pública, pediu aos deputados presentes na sessão José Maria Costa e Marina Gonçalves (PS) e Emília Cerqueira (PSD) para “levarem a mensagem à tutela [Ministério da Saúde] e ao Governo”.

“Quero pedir aos deputados que levem a mensagem de disponibilidade dos municípios do Alto Minho e, em particular, da Câmara de Viana do Castelo de contribuírem de forma efetiva para a consolidação do Serviço Nacional de Saúde (SNS) no nosso espaço territorial”, afirmou.

O autarca socialista adiantou que os municípios da região têm “consciência que estão a fazer muito, mas que muito ainda há para fazer”.

“A ULSAM necessita de infraestruturas e é fundamental que todos e vocês [deputados], em representação dos vianenses, possam levar a mensagem e façam sentir junto da tutela e junto do Governo desta emergência, desta necessidade”, reforçou.

No final da sessão, questionado pelos jornalistas, também o presidente do conselho de administração da ULSAM, João Porfírio Oliveira, referiu que “as unidades hospitalares estão a precisar de muitas obras de adaptação e melhoria, bem como alguns centros de saúde”, sublinhando a “necessidade de reforçar” o investimento no Alto Minho.

No concelho de Viana do Castelo, segundo Luís Nobre, “as situações emergentes que precisam de intervenção são os centros de saúde de Darque”, onde hoje entrou em funcionamento a USF Foz do Lima que passou a garantir médicos de família a todos os utentes (26.560), e o de Barroselas.

O presidente do conselho de administração da ULSAM referiu que no centro de saúde de Darque é preciso remodelar “o exterior do edifício, que está em más condições, com algumas infiltrações e, no interior, criar mais gabinetes médicos”.

João Porfírio Oliveira disse que os “melhoramentos estão previstos num projeto elaborado pela Câmara de Viana do Castelo que será financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR)”.

A USF da Meadela, hoje inaugurada, entrou em funcionamento a 03 de setembro, representando um investimento de 3,4 milhões de euros, numa parceria efetuada através de um protocolo de colaboração estabelecido entre a Câmara de Viana do Castelo e a ULSAM.

O novo edifício passou a acolher a USF Tiago de Almeida, anteriormente situada na Praça 1.º de Maio, no centro da cidade, e serve cerca de 10 mil utentes.

João Porfírio Oliveira anunciou a instalação, naquele espaço, de um serviço de saúde oral, já em funcionamento na unidade de saúde de Paredes de Coura, na próxima semana em Arcos de Valdevez e proximamente em Valença.

“Os recursos já estão acautelados para começar. Queremos ir mais longe, ir aos concelhos mais afastados. Precisamos do apoio das autarquias para permitirem, de forma mais acelerada, avançar com essa aposta da ULSAM”, sublinhou.

O presidente da ULSAM salientou “uma taxa de utentes com médico de família de 98%” e explicou que “a falta médicos de família não permite cobrir a totalidade de utentes no distrito de Viana do Castelo”.

“Nas sete vagas que nos foram atribuídas este ano conseguimos cobrir a totalidade. Melgaço e Vila Nova de Cerveira tinham várias listas a descoberto e conseguimos satisfazê-las. Com mais vagas que certamente nos serão atribuídas nos próximos concursos vamos conseguir ter melhor prestação”, observou.

“A percentagem de utentes que não conseguimos satisfazer tem a ver, essencialmente, com um aumento das reformas. Este ano e no início do próximo vamos ter um número acelerado de reformas e, por isso, precisamos de ajuda do Ministério da Saúde para abrir vagas para conseguirmos fixar médicos na região”, disse, apontando as unidades do centro da cidade de Viana do Castelo e os concelhos de Caminha e Valença “com alguma dificuldade em médicos de família”.

 
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