“Acreditei que Ricardo Rio seria bom presidente, mas foi uma tremenda desilusão”

Eugénia Santos
"acreditei que ricardo rio seria bom presidente, mas foi uma tremenda desilusão"
Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Ex-miss ‘bodyfitness’ e campeã de ‘powerlifting’, Eugénia Santos prepara-se, aos 46 anos, para aquele que classifica como um “desafio gigantesco”: a candidatura à presidência da Câmara de Braga pelo Chega nestas autárquicas.

Mais conhecida por Jenny, a candidata é licenciada em Humanidades, tem bacharelato em Ciências Religiosas e foi, durante três anos, professora de Português e Latim, tendo depois abandonado a docência, “desencantada” com o estado da Educação em Portugal.

Atualmente, é ‘personal trainer’ no ginásio de que é proprietária, em Braga.

Em declarações à Lusa, Jenny Santos confessa-se admiradora do ex-presidente do PSD Pedro Passos Coelho, diz que também gostou de Cavaco Silva enquanto primeiro-ministro, mas já não tanto como Presidente da República, e não tem qualquer problema em assumir que nas mais recentes eleições para a Câmara de Braga votou em Ricardo Rio, que agora vai ser seu rival.

“Acreditei realmente que Ricardo Rio ia ser um bom presidente, até tenho ‘posts’ [nas redes sociais] a elogiá-lo, mas foi uma tremenda desilusão. Vejo agora que foi um erro que cometi”, refere.

Para a candidata do Chega, Rio e o seu executivo são “muito arrogantes” e, sobretudo, “muito distantes das pessoas”.

Por isso, diz, a proximidade com a população será a sua grande bandeira nesta ‘corrida’.

“Queremos aproximação com todos os bracarenses, no atendimento na câmara e em todos os serviços, queremos estar mais presentes. Nos contactos que tenho tido com as populações, o que mais nos dizem é que em época de eleições têm sempre muita gente a visitá-los, mas depois seguem-se quatro anos de completo abandono”, explica.

O trânsito é outra das preocupações de Jenny Santos, que defende uma rede de transportes públicos “mais eficaz” para acabar com o “calvário” da circulação rodoviária na cidade.

Como ex-professora, ambiciona programas mais flexíveis nas escolas e colégios do concelho, introduzindo disciplinas capazes de sensibilizar os alunos para matérias como o meio ambiente e o racismo, e para o “preconceito que existe” em relação a homossexuais.

“Defendemos que esses temas constem de uma espécie de currículo à parte, nas escolas de todo o concelho, para que os alunos possam desde pequeninos ser sensibilizados para essas problemáticas”, sublinha.

Apontando como objetivos eleger para a vereação e tirar a maioria absoluta a Ricardo Rio, a cabeça de lista assume que a candidatura é “um desafio gigantesco”, mas conta com a ‘endurance’ ganha ao longo de uma vida de ginásio para não vacilar na hora de ir à luta.

“Comecei a treinar desde os 10 anos, o ginásio foi sempre uma paixão muito grande. Fui miss ‘bodyfitness’ durante dois anos consecutivos e ganhei três provas de ‘powerlifting’. A corrida à câmara é mais um desafio, mas estou preparada”, assegura.

Atualmente, a Câmara de Braga, liderada por Ricardo Rio, é constituída por sete eleitos da coligação PSD/CDS-PP/PPM, três do PS e um da CDU (PCP/PEV).

Fundado em abril de 2019, o Chega participou já nas legislativas de 2019 e nas presidenciais deste ano, estreando-se agora nas autárquicas.

As eleições autárquicas estão marcadas para 26 de setembro.

 
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