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Alto Minho

6º Mercado das Artes da CAL toma conta das ruas de Ponte de Lima

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A Comunidade Artística Limiana (CAL) volta novamente à rua para apresentar aquela que é já a sexta edição do Mercado das Artes. Este certame, criado para levar ao exterior o trabalho que a associação desenvolve durante o ano, segue os contornos dos anos anteriores, mas procura, em 2015, aproximar-se mais ainda da comunidade, levando quer espectáculos, quer exposições, a locais menos habituados a recebê-los.
Programa do Mercado das Artes

A começar pela música montou-se um programa ecléctico, abrangendo variados géneros e expressões:

Na sexta-feira, dia 17, enquanto os convidados desfrutam do verde de honra, os Opus Quatro abrem as hostilidades com um reportório de música clássica. No que ao serão diz respeito, pelas 23:00 horas, Éme, fundador da editora/comunidade Cafetra — que recentemente viu o seu nome chegar além-fronteiras com a edição de “Alfarroba”, segundo disco da dupla Pega Monstra, por parte da britânica Upset The Rhythm —, estreia-se em solo limiano com as canções tímidas da sua folk-pop vagamente sonhadora de “Último Siso”. Pouco depois, quando o relógio der o toque de meia-noite, também os Tresor & Bosxh actuarão pela primeira vez em Ponte de Lima. Provenientes da vibrante cena rock barcelense, Tiago Rosendo e Ricardino Lomba navegam agora por ondas electrónicas, nunca esquecendo, contudo, o lado orgânico, lembrando a espaços os defuntosDarkside.

No sábado, 18, a CAL sai então à rua, atravessa a ponte e instala-se no Largo da Alegria para um concerto de jazz. Às 21:00 horas, Miguel Ângelo, líder do Quarteto a quem empresta o nome, apresenta as composições originais de “Branco”, editado pela Porta-Jazz, para o público que se reunir no bonito espaço da vila de Arcozelo. Assim que estes terminarem a sua actuação, já os Farra Fanfarra estarão a preparar-se para arrastar o auditório de volta à margem sul do Lima, para uma viagem até ao antigo quartel dos bombeiros, ao som de outras viagens; das planícies sul-americanas até às alturas dos balcãs, sem esquecer toda a inspiração (e transpiração) do groove mediterrânico.

As noites de sexta-feira e sábado acabarão inevitavelmente ao som dos DJs da casa, esperando-se o habitual caldeirão de influências nos seus sets, uns mais rock, outros mais electrónicos, mas todos de índole festiva- Integradas no programa estão também as diversas exposições, da pintura à escultura, quer na própria sede, quer em espaços limianos aderentes.

Destaque também para o Workshop de Yoga, no sábado, às 11:00 horas, porque os corpos agitados ao som dos concertos precisarão de relaxar, e nada melhor que deixar essa árdua tarefa a cargo de alguém qualificado.

Ainda no sábado, os Pequenos Actores do Lima apresentam as peças “A Visão” e “O Banco do Jardim” na Loja Rural.

No domingo, último dia do Mercado das Artes, o Auditório da Câmara Municipal recebe a Extensão Oficial do “Curtas Vila do Conde – Festival Internacional de Cinema”. Às 16:00 horas têm início as “Curtinhas”, sessões destinadas aos mais jovens, e pelas 18h começa a ser projectado o best of daquilo que se passou na casa mãe.

Destaque para o premiado Kung Fury, curta-metragem rodada com o apoio dos próprios fãs através da plataforma Kickstarter, num estilo kitsch que não tem deixado indiferente a sempre feroz crítica cinematográfica.

Música

Apresentação das bandas que vão compôr os concertos do Mercado das Artes 2015

Posted by Associação Cultural CAL – “Comunidade Artística Limiana” on Sexta-feira, 10 de Julho de 2015

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Viana do Castelo

Proprietário de bar agredido por três homens no centro histórico de Viana

Agressão

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Foto: DR / Arquivo

Um empresário do sector da restauração foi agredido hoje, em Viana de Castelo, com uma réplica de uma arma de fogo na cabeça, tendo recebido tratamento hospitalar e os agressores, pai e dois filhos, foram constituídos arguidos, disse fonte policial.

Em declarações à agência Lusa, o comandante da PSP de Viana do Castelo, Rui Conde, explicou que o caso ocorreu cerca das 18:00 na Praça da Erva, em pleno centro histórico de Viana do Castelo, na sequência de um desentendimento que terá tido origem na falta de espaço que a esplanada do bar explorado pela vítima deixou naquela área da cidade.

“Tudo terá acontecido porque a viatura de um dos alegados agressores tocou numa mesa da esplanada”, segundo Rui Conde, referindo que, após uma primeira troca de palavras, o agressor acompanhado de dois filhos regressou ao bar tendo a vitima sido agredida de costas, com três coronhadas na cabeça, alegadamente causadas pelo punho da réplica de uma arma.

Na sequência de diligências feitas por agentes que se deslocaram ao local, a PSP identificou os alegados agressores que possuem um quiosque a poucos metros de distância onde aconteceu o incidente.

Nesse estabelecimento um dos agressores entregou a réplica da arma e “uma faca que não terá sido utilizada na agressão” ao homem de 44 anos, de acordo com a mesma fonte.

Rui Conde explicou que os três homens não foram detidos porque “nem a vítima, que ficou sem reação, nem as testemunhas no local, que foram apanhadas de surpresa pela situação, conseguiram identificar o autor das agressões que obrigaram a tratamento hospitalar”.

O proprietário do bar, um dos mais frequentados no centro histórico de Viana de Castelo, teve de ser suturado devido à profundidade dos golpes na cabeça.

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Viana do Castelo

BE questiona sobre descargas poluentes em monumento natural em Viana do Castelo

Poluição

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Foto: DR / Arquivo

O Bloco de Esquerda (BE) questionou o Governo sobre “sucessivas descargas poluentes” na Ribeira de Anha, na freguesia Vila Nova de Anha, classificada como monumento natural pela Câmara de Viana do Castelo.

Numa pergunta dirigida ao ministro do Ambiente e da Ação Climática, Matos Fernandes, hoje enviada à Lusa, a deputada Maria Manuel Rola pretende saber “se o Governo tem conhecimento das recorrentes descargas para a ribeira”, denunciadas pela população que diz que “os peixes têm morrido e que a ribeira não tem vida”.

“A própria Junta de Freguesia de Vila Nova de Anha admite ser um problema antigo e grave”, refere a deputada do BE que recorda que que aquela ribeira, “classificada como monumento natural pelo município de Viana do Castelo, conserva o resto de uma praia de seixos do último interglaciar, com idade absoluta próxima de 125 mil anos”.

“Este registo é, até ao momento, o único deste género na costa do Alto Minho”, sublinha a deputada.

Na pergunta dirigida ao Ministério do Ambiente e da Ação Climática, Maria Manuel Rola, adianta que “este monumento natural também regista testemunhos das plataformas costeiras do último interglaciar, que estão neste local cerca de um metro abaixo das congéneres a norte do Rio Lima e em resultado de uma falha geológica com atividade recente (movimento vertical de 0,008 mm/ano) e sobre a qual o rio Lima se instalou”.

“Ocorrem também neste monumento natural geoformas costeiras como sapas e marmitas, do penúltimo interglaciar (idade absoluta aproximada de 245 mil anos) e salinas de idade pré-romana”, reforça.

Para o BE trata-se de “uma situação inadmissível que dura há demasiado tempo e parece estar sem fim à vista”.

“As populações estão, e com razão, cada vez mais indignadas com a frequência e magnitude destes atentados ambientais, sem que pareça haver uma ação eficaz das autoridades, da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), da Administração da Região Hidrográfica do Norte (ARHN) e das autarquias, principalmente da Câmara de Viana do Castelo, concelho do troço do rio onde se têm verificado estas descargas, sem atuação eficaz para que estes atentados ambientais não se repitam e consequentemente sem que os autores sejam devidamente responsabilizados”, lê-se no documento.

A deputada do BE quer saber os resultados das inspeções feitas na ribeira e que medidas vai o Governo adotar para solucionar o problema.

Contactado pela Lusa, o vereador do Ambiente da Câmara de Viana do Castelo, Ricardo Carvalhido, disse que o município “encetou e tem em curso todas as diligências ao seu alcance para identificação dos emissários, nomeadamente ações de fiscalização e ensaios físico-químicos, em articulação com a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e a Águas do Alto Minho(AdAM).

Ricardo Carvalhido admitiu que a autarquia “tem sido confrontada, nos últimos meses, com episódios de descargas de efluentes de origem desconhecida, mas com características poluentes, em duas das suas ribeiras mais importantes – a de Anha, em Vila Nova de Anha e a de São Vicente, na Meadela”.

“Estas ribeiras são elementos biofísicos fundamentais e são estruturantes da zona húmida das Caldeiras de D. Prior (onde se desenvolve o Parque Ecológico Urbano), e do Monumento Natural da Ribeira de Anha, áreas que compõem a Rede Municipal de Ciência nas dimensões da conservação da natureza e da promoção da educação e literacia”, enfatizou, referindo “a importância nevrálgica destas ribeiras para as várias agendas de desenvolvimento em curso”.

Questionada pela Lusa, a empresa Águas do Norte informou que “as descargas verificadas na ribeira de Anha, não foram provocadas por qualquer infraestrutura que esteja a ser gerida pela concessionária do sistema multimunicipal de abastecimento de água e de saneamento do Norte de Portugal”.

“Após a avaliação técnica efetuada no local, foi comprovado que as ocorrências em causa foram provocadas por descargas clandestinas, pelo que a Águas do Norte é completamente alheia à mesma”, reforça a empresa.

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Alto Minho

Embarcação de recreio espanhola sofre golpe de mar e vira junto a ilha em Caminha

Acidente

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Foto: Divulgação / Polícia Marítima

Um barco de recreio espanhol sofreu hoje um golpe de mar, virou e encalhou na areia junto à ilha da Ínsua, em Caminha, mas os dois tripulantes não sofreram ferimentos informou a capitania local.

Em comunicado enviado à imprensa, a capitania de Caminha explicou que o acidente ocorreu cerca das 07:05, sendo que o alerta foi dado ao comando local da Polícia Marítima de Caminha, pelo proprietário da embarcação.

Após o acidente, “os dois tripulantes de nacionalidade espanhola que se encontravam na embarcação a pescar, conseguiram chegar a terra sem sofrerem ferimentos e sem necessidade de assistência médica”.

A capitania de Caminha realizou “uma vistoria técnica constatando estarem reunidas condições para a embarcação acidentada poder ser retirada do local e ser rebocada para os estaleiros El Pasaxe, em Espanha”.

O reboque da embarcação “foi acompanhada por uma embarcação da Polícia Marítima, com dois agentes, no sentido de salvaguardar a segurança da operação”.

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