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Valença

5G: Primeira ligação mundial em ‘roaming’ em mobilidade ocorreu em Valença

Quinta geração móvel

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Ricardo Pacheco. Foto: Divulgação

A Vodafone Portugal e a Vodafone Espanha realizaram hoje a primeira ligação 5G mundial em ‘roaming’ em mobilidade, num percurso entre Tui (Espanha) e Valença (Portugal), sendo que Corunha e Vigo serão cidades com esta tecnologia até ao verão.


A ligação em quinta geração móvel (5G), tendo como parceiro tecnológico a Ericsson, foi realizada durante uma viagem de cerca de sete quilómetros entre Tui e Valença do Minho, em que dois jogadores profissionais de videojogos, entre os quais o português Ricardo ‘Fox’ Pacheco, esteve a jogar na rede móvel da Vodafone sem qualquer interrupção da conexão durante o percurso.

No evento, a Vodafone Portugal mostrou aos jornalistas o primeiro telemóvel 5G, da Qualcomm, que integrou o teste hoje realizado.

O grupo Vodafone já tinha anunciado que iria ter 50 cidades europeias com 5G até final do ano, das quais seis espanholas: Madrid, Barcelona, Saragoça, Sevilha, Pamplona e Bilbau.

Entretanto, hoje foram anunciadas mais duas na Galiza: Vigo e Corunha.

Em Espanha, o grupo Vodafone vai ter estas cidades com 5G até ao verão.

“Dentro de pouco tempo, Vigo e Corunha serão cidades 5G”, afirmou António Coimbra, em Tui.

Relativamente a Portugal, a subsidiária portuguesa ainda não indicou as cidades, uma vez que não há calendário, nem modelo de atribuição da licença.

“É um momento que consideramos histórico”, afirmou o presidente executivo da Vodafone Espanha, António Coimbra, em Tui, aquando da conexão 5G em ‘roaming’ em mobilidade, ligação garantida por oito antenas da Ericsson, com metade das antenas em Portugal e outras tantas em território espanhol.

Manifestando-se “muito orgulhoso” em fazer esta ligação, a primeira a nível mundial, entre Portugal e Espanha, António Coimbra sublinhou que as “telecomunicações são motor de mudança” e que a nova tecnologia vai “permitir o desenvolvimento e melhorar a vida das cidades”.

Por sua vez, o presidente da Vodafone Portugal, Mário Vaz, começou por dizer que tinha lido que os escritores portugueses Fernando Pessoa e Luís Vaz de Camões terão tido “ascendência galega”, pelo que o local de realização do evento, na Galiza, não poderia ter sido o melhor.

“A cooperação entre Portugal e a Galiza” é um “bom exemplo”, quer em termos culturais como económicos, acrescentou.

“Cooperação é a nova palavra de ordem na nova revolução digital”, disse, apontando a longa parceria que a Vodafone de Portugal tem com a Ericsson.

Salientou ainda a importância de parcerias com as universidades e empresas no desenvolvimento da tecnologia.

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Alto Minho

BE questiona Governo sobre plantação de árvores em muralha de Valença

Política

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Foto: DR / Arquivo

O Bloco de Esquerda questionou o Ministério da Cultura sobre a plantação de árvores no pano da muralha da fortaleza de Valença feita ao abrigo de um projeto de requalificação do centro histórico da cidade, foi hoje divulgado.

Numa pergunta dirigida à ministra Graça Fonseca, os deputados Alexandra Vieira, Beatriz Gomes Dias e Jorge Costa referem que “moradores e especialistas têm vindo a público denunciar o perigo que representa a plantação de pereiras bravas em cima da muralha”, numa zona designada por adarve da Gaviarra.

“[O perigo é] por duas razões. Uma é que os panos de muralha não têm árvores, nem nunca tiveram, precisamente para garantir a sustentação da muralha que não é maciça. A outra razão é estrutural e tem a ver com as raízes e o porte das árvores. As raízes infiltram-se e causam danos na muralha. O peso do porte das árvores também tem esse efeito negativo”, aponta o documento enviado, na semana passada, ao Ministério da Cultura.

O Bloco de Esquerda acrescenta que, “além destas ameaças, há ainda o “perigo de derrocada que representam árvores de grande porte como é o caso das pereiras bravas”, plantadas na muralha, e que “atingem a altura de 13 metros e as suas raízes são de rápido crescimento”.

“Perante estas evidências, e sensível às questões levantadas, o gabinete de arquitetura coordenado por Eduardo Souto de Moura já mostrou disponibilidade para alterar o projeto. A própria Direção-Geral do Património Cultural também levantou questões quanto à plantação de árvores naquele local, tendo já instado a Câmara de Valença a remover as árvores, há pelo menos um ano. Como se trata de um monumento nacional classificado, se a Câmara de Valença mantiver esta posição, incorre em crime contra o património”, reforçam os deputados do Bloco de Esquerda.

O BE quer saber se o Governo, liderado pelo socialista António Costa, está a acompanhar a situação e o que vai fazer para salvaguardar a fortaleza de Valença, monumento nacional e candidatado a Património da Humanidade da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO, em inglês).

Não há “qualquer perigo”, diz presidente da Câmara

Em declarações à Rádio Vale do Minho, o presidente da Câmara de Valença diz que não há “qualquer perigo”. “Antes das pereiras bravas, existiam lá dois carvalhos de grande porte e nunca puseram a muralha em perigo”, recordou Manuel Lopes.

“As pereiras bravas que estão plantadas fazem parte de um projeto que esteve em discussão pública durante um mês e ninguém levantou esse problema. Só o levantaram agora, depois delas estarem plantadas. As pereiras só crescem se as deixarmos crescer. Aquilo são árvores ornamentais e não de grande porte”, sublinhou.

Manuel Lopes acredita que o problema pode não estar propriamente nas pereiras bravas. “Tenho a impressão de que uma pessoa que tem por ali uma vivenda estará preocupada com as vistas que tem sobre Tui. As pereiras não tiram qualquer vista”, assegurou o autarca.

O monumento assume particular importância pela dimensão, com uma extensão de muralha de 5,5 quilómetros, e pela história, tendo sido, ao longo dos seus cerca de 700 anos, a terceira mais importante de Portugal.

A fortaleza desempenhou um papel preponderante na defesa dos ataques de Espanha e chegou a receber cerca de 3.500 homens, em dois regimentos do Exército. A presença militar só terminou em 1927, com a saída do último batalhão do Exército.

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Alto Minho

Três anos de cadeia para homem que agredia mulher há quase 40 anos em Valença

Violência doméstica

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Foto: DR / Arquivo

Um homem de 60 anos que, há quase 40 anos, exercia violência doméstica sobre a esposa, em Valença, foi condenado a três anos e dois meses de prisão efetiva.

O suspeito foi detido pela GNR na terça-feira, no âmbito de uma investigação relacionada com violência doméstica, a decorrer no Núcleo de Investigação e Apoio a Vítimas Específicas (NIAVE).

Em comunicado, a GNR refere que “a vítima, de 62 anos, foi violentamente agredida ao longo de quase 40 anos, tendo por diversas vezes sido hospitalizada em estado grave”.

“Os problemas de alcoolismo do suspeito, e a situação de extrema pobreza em que o casal vivia, coabitavam com o cenário de agressões sucessivas sobre a vítima, muitas vezes privada do dinheiro e obrigada a passar fome”, acrescenta aquela força militar.

Até novembro de 2019 a vítima sempre defendeu o agressor, dizendo que “as causas das lesões que aparentava eram motivadas por quedas”.

“Nessa data foi condenado à medida de coação de afastamento da vítima mas esta acabou por retomar a relação”, relata a GNR, mas “foi agora condenado a pena efetiva de prisão de três anos e dois meses, ficando a aguardar o início de cumprimento da pena em prisão preventiva”.

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Alto Minho

Junta acusa Câmara de Valença de discriminação por causa de fundos comunitários

Polémica

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Foto: DR / Arquivo

O autarca da freguesia de São Pedro da Torre (PS) acusou hoje o presidente da Câmara de Valença (PSD) de “discriminação negativa” por não candidatar a fundos comunitários um projeto de requalificação ribeirinha “muito ansiado pela população” local.

“Trata-se de discriminação negativa pelo facto de nós sermos uma Junta de uma cor diferente. Nós somos eleitos pelo PS e o executivo é PSD. Quem sai prejudicada é a comunidade. Por sua vez, há a possibilidade de se perderem fundos comunitários, sem necessidade nenhuma”, afirmou hoje à Lusa, o presidente da Junta de São Pedro da Torre, António Dias.

A Lusa contactou o presidente da Câmara de Valença, Manuel Lopes, mas sem sucesso.

Em causa, segundo o autarca de São Pedro da Torre, está o projeto de requalificação da zona ribeirinha que prevê a criação de um parque de lazer, orçado em “173.904 euros e com uma comparticipação comunitária de 150 mil euros”.

Projeto

Projeto

Projeto

Projeto

“É um projeto há muito ansiado pela população, que está pronto desde janeiro e, desde há dois meses, com todos os pareceres e licenças necessárias para ser submetido aos fundos do Norte 2020. Já nos disponibilizamos a ceder o projeto à Câmara, que não tem nenhuma proposta para aquela zona, mas sem resultado”, afirmou António Dias.

António Dias adiantou que “o prazo para apresentação de candidaturas aos fundos do Norte 2020 termina no dia 31 de julho e corre-se o risco de se perderem os fundos comunitários”.

“Tenho enviado vários emails ao senhor presidente da Câmara para que submeta um projeto da nossa freguesia em nome do município ao abrigo do Programa Operacional Regional do Norte – Norte 2020, por forma a aproveitarmos os fundos comunitários da melhor forma. Propusemos transferir a verba correspondente a 15% que a candidatura obriga de forma a não onerar o município, ou seja, custo zero para a Câmara, mas sem sucesso”, especificou.

António Dias disse lamentar “não estar a ser colocado em primeiro lugar o superior interesse público e os anseios ancestrais da freguesia”.

“O senhor presidente da Câmara de Valença esqueceu-se que, depois de eleitos, devemos trabalhar em prol de toda a comunidade sem este tipo de minudências politiqueiras”, reforçou.

(notícia atualizada com alteração do nome da freguesia de São Salvador da Torre para São Pedro da Torre)

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