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País

57% dos portugueses privilegiam produtos fabricados em território nacional

Estudo alargado a outros países europeus

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Foto: DR

A maioria dos consumidores portugueses (57%) parece preferir o consumo de bens produzidos em Portugal, no momento da compra. Mas quando se trata de avaliar a disponibilidade dos produtos nos vários setores, as opiniões dividem-se.

Sobre os produtos alimentares as opiniões são quase unânimes, 96% dos consumidores constatam a disponibilidade de produtos locais; seguem-se os produtos têxteis (79%), e em terceiro lugar os produtos de decoração e mobiliário (76%).

Segundo dados do Observador Cetelem Consumo, “metade dos consumidores expressam preferência por produtos fabricados nos respetivos países”. Os consumidores portugueses estão ligeiramente acima da média, com 57% a referir preferir produtos fabricados em Portugal.

Mas as compras de 1 em cada 5 europeus não são influenciadas pela origem dos produtos, com maior expressão entre britânicos (34%), belgas (34%) e espanhóis (30%).

Por outro lado, os países em que os consumidores dão mais valor à proveniência são a Itália (90%), a Bulgária (88%) e a Aústria (87%). Em Portugal, 79% dos consumidores dão importância à origem dos produtos.

Oferta de produtos locais

Quando se trata de avaliar a disponibilidade de produtos locais em diversos setores (alimentar; lazer; higiene e beleza; têxtil e tecnologia) as opiniões voltam a dividir-se. “Relativamente aos produtos alimentares, a opinião é praticamente unânime, 93% dos europeus constatam a disponibilidade dos produtos locais e um grande número de consumidores portugueses têm a mesma opinião (96%)”.

Sobre o sector de produtos para o lar, “mais de metade dos europeus (59%) considera existir uma grande disponibilidade de produtos locais, embora sejam observadas diferenças relevantes entre os países inquiridos”, refere ainda o Observador Cetelem.

Em Portugal, 76% dos consumidores dizem que há uma quantidade considerável de oferta de produtos para o lar no mercado.

No domínio dos têxteis, 79% dos portugueses expressam uma opinião favorável face à disponibilidade, “resultado que pode ser influencia da tradição de fabrico no país e que é a percentagem mais expressiva entre os países europeus, sendo a média de 54%”.

É no sector tecnológico que os europeus mais questionam a disponibilidade de produtos locais (35%), colocando em evidência a dependência do bloco europeu face a outros, seja o norte-americano, seja o asiático.

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