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Alto Minho

“40 ou 50 miúdos” da Escola do Rock de Paredes de Coura abriram concerto de banda do Canadá no Primavera

Campo de rock de Paredes de Coura abriu espetáculo dos ‘Fucked Up’

em

Foto: Escola do Rock no Facebook (Arquivo)

Um “grupo de 40 ou 50 miúdos” da Escola do Rock de Paredes de Coura abriu, na sexta-feira, o concerto dos canadianos Fucked Up no Primavera Sound.

Foto: Facebook de Fucked Up

Numa entrevista à Lusa, Josh Zucker contou que receberam “há uns meses” um vídeo das duas ‘covers’ de músicas da banda, pela Escola criada em 2014, pela Câmara de Paredes de Coura e por ‘veteranos’ de festivais, e que já abriu a 25.ª edição do Paredes de Coura e atuou no Serralves em Festa e em salas como o Hard Club e Teatro Rivoli, entre outras.

“Era um vídeo de uns 40 ou 50 miúdos num campo de rock no Norte de Portugal, a fazer ‘covers’ das nossas músicas, com guitarristas, violinistas, bateristas, uma banda completa. Fizeram um trabalho excecional, e estamos muito ansiosos. (…) Vão abrir [abriram] o nosso concerto, o que é uma grande honra para nós”, afirmou o guitarrista à Lusa.

As duas partes seguiram em contacto e os canadianos, que vieram a Portugal apresentar “Dose Your Dreams” (2018), convidaram os jovens para arrancar o concerto no segundo dia do NOS Primavera Sound, agendado para as 22:15.

Apesar de este não ser “um sinal de que o punk não está morto”, porque há “muito melhores exemplos” do que Fucked Up, disse Zucker, este é um momento “elogiador”, pela forma como “criaram partituras de música punk de três acordes, com uma banda completa que explora não só a superfície mas também outras camadas”.

“Por outro lado, não é bom que miúdos gostem de nós, porque vão gostar de nós um ano e depois odiar-nos para o resto da vida, que é o que deve acontecer nessa idade”, brincou Mike Haliechuk, em declarações à Lusa.

Sobre o concerto de ontem, Haliechuk confessou não ter “nenhuma memória” da atuação de há quatro anos, mas a nova ‘onda’ do grupo, em que Damian Abraham perdeu protagonismo para dar lugar a “mais vozes”, mantém “a mesma energia ao vivo” em relação aos últimos álbuns, mais crus como “Glass Boys”, de 2014.

“Ao vivo é semelhante. Num clube mais fechado, poderíamos ter momentos mais intimistas, mas aqui tentamos traduzir as músicas novas para a energia de sempre. É o mesmo sentimento”, explica Mike à Lusa.

A Escola do Rock – Paredes de Coura foi lançada pela Câmara local, em 2014. No ano seguinte, a iniciativa foi distinguida com o Prémio UM-Cidades, atribuído pela Universidade do Minho.

Num dia em que o britânico Mura Masa viu o seu concerto cancelado por não conseguir viajar para o Porto, devido à avaria mecânica no radar do Porto, que limitou o controlo de voos no Aeroporto Francisco Sá Carneiro, os primeiros em palco foram o ‘rapper’ português ProfJam e a também portuguesa Surma, pelas 17:00.

A neo-zelandesa Aldous Harding abriu o palco principal no segundo de três dias, onde arrancou pelas 19:50 o concerto de um dos cabeças de cartaz de hoje, Courtney Barnett, a apresentar o mais recente disco, “Tell Me How You Really Feel” (2018).

Antes, já tinham atuado grupos como Jambinai, Lisabô, Nilüfer Yanya ou Nubya García, num dia que terá ainda as atuações de Interpol, Fucked Up, J Balvin ou James Blake.

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Ponte de Lima

Morreu Cinda Borges, histórica figura do Sarrabulho à Moda de Ponte de Lima

Óbito

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Foto: DR

Morreu aos 75 anos Maria Gracinda Pelote, mais conhecida como Cinda Borges, uma das figuras mais emblemáticas da gastronomia de Ponte de Lima, anunciou a família. Vítima de doença prolongada, Cinda terá morrido durante esta madrugada, com o anúncio a ser feita durante esta manhã.

Com três restaurantes fundados, entre os quais a Casa Borges, hoje em dia a cargo dos filhos, Cinda Borges, natural da freguesia de Correlhã, era uma figura emblemática na confeção do Sarrabulho à Moda de Ponte de Lima, sendo alvo de entrevistas de vários órgãos de comunicação nacionais ao longo da sua vida.

O funeral da conhecida cozinheira realiza-se na igreja românica da Correlhã, esta quarta-feira, a partir das 17:00 horas, indo a sepultar no cemitério local.

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Ponte de Lima

Joana Amaral Dias (ex-BE) em conferência de Abel Baptista (ex-CDS) em Ponte de Lima

Movimentos independentes na política

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Foto: DR / Arquivo

A ex-deputada do Bloco de Esquerda, psicóloga Joana Amaral Dias, é uma das figuras públicas que irá marcar presença na conferência “A importância das candidaturas independentes na sociedade”, organizada pelo movimento independente “Abel Baptista – Ponte de Lima Minha Terra”, anunciou a organização do evento.

Para além da psicóloga que faz furor no Instagram, também o histórico militante e ex-líder do CDS, José Ribeiro e Castro, marcará presença no evento que decorre no próximo sábado, 26 de outubro, no auditório municipal de Ponte de Lima, a partir das 17:00.

Para além destes dois convidados, é ainda esperada a presença de Leonor Lêdo da Fonseca, ex-vereadora da Câmara de Espinho, que apresentou candidatura independente nas últimas autárquicas naquele município.

Recorde-se que Abel Baptista já se mostrou disponível para encabeçar uma candidatura independente à Câmara de Ponte de Lima nas eleições autárquicas de 2021.

“O objetivo desta conferência é ser um momento de reflexão e discussão acerca da crescente importância destes movimentos de pessoas no panorama autárquico nacional, e como o movimento PLMT em Ponte de Lima pode ser uma alternativa ao atual panorama político local”, referiu o antigo vereador e deputado à Assembleia da República pelo CDS.

Abel Baptista, licenciado em Direito, foi jurista e funcionário autárquico, tendo desempenhado funções de deputado à AR durante quatro legislaturas.

Foi ainda vereador em Monção e em Ponte de Lima, para além de diretor do Departamento da Câmara de Lamego, diretor do Centro Distrital de Solidariedade de Viana do Castelo; chefe de Divisão da Câmara da Nazaré; presidente da Assembleia Municipal de Ponte de Lima; secretário da Mesa da Assembleia da República e presidente da Comissão de Educação Ciência e Cultura

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Alto Minho

Confrontos à porta de escola em Valença

EB 2/3 de Valença

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Imagem via CMTV

Mais de 100 pessoas, entre professores, pais e auxiliares, participaram esta segunda-feira num cordão humano por uma escola mais segura, na sede do Agrupamento de Escolas Muralhas do Minho, em Valença.

A iniciativa começou a formar-se cerca das 10:00, organizada pela comunidade educativa, e circundou todo o espaço exterior da escola EB 2,3/S daquela cidade.

No recreio do estabelecimento de ensino, junto às grades, dezenas de alunos assistiam ao protesto, alguns exibindo cartazes onde se lia: “Não há violência na escola” e “Queremos uma convivência sã na escola”.

No espaço fronteiro à escola, no interior do cordão humano que a comunidade educativa formou contra a violência, concentraram-se cerca de duas dezenas de pessoas de etnia cigana que gritaram “Não ao Racismo”.

Os protestos, ambos pacíficos, que decorreram durante cerca de meia hora acompanhados de perto por militares da GNR, surgem na sequência da alegada agressão, na semana passada, dos encarregados de educação de uma aluna a dois professores e dois auxiliares de ação educativa, caso que está a ser investigado pela GNR.

No cordão humano, Catarina Domingues, uma das professoras alegadamente agredidas, explicou que apenas quis defender uma das auxiliares envolvidas no caso.

A docente de educação especial e educação visual garantiu que a funcionária foi “injustamente” agredida pela mãe da aluna de 14 anos.

“Quando tentei defender a funcionária fui apanhada pela mãe da criança. Mais tarde, chegou outro colega que também foi agredido”, explicou.

A professora referiu a existência de “alguns casos” de violência envolvendo encarregados de educação e “invasões” do estabelecimento de ensino, que passou a estar “protegido por portões automáticos”.

“Temos situações pontuais, mas desta gravidade não. Tantas agressões de uma vez só, e com tanta agressividade, nunca aconteceu”, destacou.

Uma das duas funcionárias alegadamente agredida, Célia Rodrigues, garantiu “não se tratar de questão de racismo, mas de respeito”, explicando que a aluna “queria passar a frente de todos” numa fila de alunos e que a impediu de o fazer.

“Fui insultada com todos os nomes possíveis e imaginários. Um professor que veio tentar apaziguar a situação também foi insultado”, afirmou.

Já o pai da aluna, Bruno Rossio, culpou a direção do estabelecimento de ensino que disse “ter-lhe virado as costas por ser cigano”.

“Não é a primeira vez que a minha filha é ameaçada. Falei com a direção da escola para ver se tomavam medidas drásticas e não tomaram. Porquê? Porque não sei ler nem escrever e porque sou cigano. É uma vergonha”, disse.

O encarregado de educação acusou uma funcionária de ter “apanhado a filha, deitando-lhe a mão ao pescoço e arranhando-a toda no pescoço”, e um professor que “apanhou a filha e ameaçou-a”.

“Apresentei queixa, só que antes da queixa a minha mulher bateu, não nego. A minha mulher bateu porque já que não vemos a direção a tomar medidas drásticas, o pai e a mãe da criança tomam medidas”, reforçou.

O cordão humano promovido pela comunidade educativa contou com o apoio do Sindicato dos Professores do Norte (SPN) e do Sindicato Independente de Professores e Educadores (SIPE), que exigiram “medidas urgentes para travar este tipo de casos, cada vez mais frequentes nas escolas”.

Uma das auxiliares alegadamente agredidas declarou que a aluna terá sido “extremamente mal criada” e “nunca quis cumprir regras”, o que terá levado a um “raspanete” por parte da auxiliar. Conta ainda que a jovem terá pedido desculpas mas, na sequência desse “raspanete”, o pai da aluna deslocou-se à escola e terá agredido a auxiliar, uma colega e ainda um professor.

Na ocasião, fonte do Comando Territorial da GNR de Viana do Castelo disse à Lusa que as quatro vítimas apresentaram queixa no posto local.

O caso “não ocorreu em flagrante delito, estando em curso diligências para apurar o que terá acontecido”, disse a fonte da GNR, acrescentando que na origem deste caso, cerca das 15:30, fora do estabelecimento de ensino, estará uma outra agressão, “alegadamente praticada por um auxiliar de ação educativa à aluna”.

De acordo com a fonte policial, “o pai terá esperado que os dois professores e os dois auxiliares saíssem da escola para tirar satisfações, agredindo as quatro pessoas”.

Duas das quatro vítimas, um professor e um auxiliar, receberam assistência médica no centro de Saúde de Valença, segunda cidade do distrito de Viana do Castelo.

Os agentes da Escola Segura tomaram conta da ocorrência, tendo encaminhado o processo para a GNR.

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