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29 clubes já abdicaram de competir no Campeonato de Portugal e nas distritais

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Foto: DR / Arquivo

Vinte e nove clubes já abdicaram de competir no Campeonato de Portugal (CdP) e nas divisões distritais seniores em 2020/21, indica um levantamento efetuado pela Lusa junto das 22 associações de futebol (AF) até sexta-feira.


Lisboa é o distrito com mais ausências, em virtude do desaparecimento de Belas, Desportivo Olivais e Moscavide – Parque das Nações e Pinheiro Loures do terceiro escalão regional, do qual também saiu o CD Estrela, que se fundiu em julho com o Club Sintra Football, permitindo a criação do Club Football Estrela da Amadora SAD.

O renovado emblema da Reboleira estreia-se no primeiro escalão não profissional, a par de Sporting B e Belenenses SAD B, e também filiou uma equipa secundária na III distrital, acompanhando os novatos ADCEO B, Arrudense, Atlético do Cacém, Loures B, Olivais Sul, Pêro Pinheiro, Ponte Frielas B, Real B, Respira O2, Sabugense e Tires B.

Já a AF Braga assistiu à ‘renúncia’ do Ribeira do Neiva na Divisão de Honra e à extinção da AD Oliveirense SAD no CdP, renomeada AD Oliveirense 1952 na I divisão distrital, em que deixará de competir o Bairro da Misericórdia, por oposição aos regressos de Cepanense, Fonte Boa, Pico de Regalados, São Cristóvão e Santo Estêvão.

No mesmo patamar estão as recém-chegadas equipas B de Carreira, Louro e Maria da Fonte, ao passo que o Anais abandonou a II Divisão distrital da AF Viana do Castelo, o Santa Comba Vilariça despediu-se da Divisão de Honra da AF Bragança e o Paredes do Bairro é a única desistência sinalizada nas competições seniores da AF Aveiro.

Apesar da saída do Desportivo de Chaves Satélite do Campeonato de Portugal, a AF Vila Real viu o Lordelo e o Sabrosa incorporarem a Divisão de Honra, tal como Abragonense, Airães, Dowe Sports, Invicta, Pasteleira, Rans, São Vicente de Irivo e Várzea B fizeram na AF Porto, a maior do país, com quase 400 clubes.

Desse nível competitivo partiu apenas o Monte Córdova, abrindo espaço à inscrição de uma equipa sénior do Clube Desportivo das Aves, em litígio com a CD Aves SAD, que falhou os requisitos de licenciamento nas provas profissionais da nova temporada e desceu pela via administrativa da I Liga ao CdP, juntando-se ao estreante Rio Ave B.

Arcos, Piães e Repesenses estiveram ausentes dos sorteios da I Divisão da AF Viseu, evento que ainda irá decorrer na AF Guarda, incluindo as reentradas de São Romão, Guarda Desportiva e Núcleo Desportivo e Social de Guarda, mas sem o Ginásio Figueirense, o único representante do distrito no terceiro escalão nacional em 2019/20.

O Cabeçudo e o GDR Boavista saem dos principais campeonatos de Castelo Branco e Leiria, respetivamente, em sentido oposto ao ingresso de Ala-Arriba, Juventude de Arzila, Sourense, Touring e das equipas B de Condeixa, Góis, Naval 1893 e União 1919 na I Divisão da AF Coimbra, da qual se excluiu o Sporting Clube Ribeirense.

Recusando detalhar a lista de participantes presentes nas distritais da próxima época, o líder da AF Santarém, Francisco Jerónimo, confirmou a subida de 38 para 40 clubes inscritos, assente em menos uma formação B e três novos emblemas, um dos quais o Centro Desportivo de Fátima, distanciado da SAD integrada no CdP.

Desse patamar desistiu o Armacenenses, da AF Algarve, e entra o ex-primodivisionário Vitória de Setúbal, que filiou uma equipa sénior na II distrital, juntando-se ao Alcochetense B, à União Comércio e Indústria B e aos regressados Botafogo, Jardiense e Lagoa da Palha, perante as saídas de Beira-Mar Almada, Melidense e Quintajense.

A estreia do Santa Luzia, os regressos de Amarelejense, Ourique, Santa Clara-a-Nova e Sete e a aposta no Mineiro Aljustrelense B, no Serpa B e no Vasco da Gama B rendem Saboia, Santaclarense e São Domingos Mértola na II Divisão da AF Beja, enquanto Vera Cruz e Lusitano SAD B juntam-se à Divisão de Honra da AF Évora.

Nos Açores, que autorizam público nos recintos até 10% da lotação, Os Oliveirenses voltam ao campeonato de São Miguel, o Luzense e Guadalupe B rendem o Graciosa B no único escalão sénior da ilha Graciosa, tal como Os Leões e Marítimo de São Mateus fazem em relação a Barreiro, Angrense B e Núcleo Sportinguista da Ilha Terceira.

O campeonato da AF Horta observou o adeus de Cedrense e Lajense e a chegada do Castelo Branco, numa tendência nacional sujeita a avolumar-se devido à pandemia de covid-19 e apenas imutável em Portalegre, ao passo que a AF Madeira anotou a entrada da AD União da Madeira na I Divisão, em rutura com o CF União, do CdP.

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Futebol

“O Matheus só fez uma defesa”

Carlos Carvalhal

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Foto: SC Braga

Declarações do treinador Carlos Carvalhal após o jogo Vitória SC – SC Braga (0-1), da quinta jornada da I Liga portuguesa de futebol, disputado em Guimarães:

Carlos Carvalhal (treinador do SC Braga): “Fizemos uma primeira parte de continuidade face ao passado recente. Não digo que poderíamos sentenciar o jogo, porque 2-0 não sentencia nada, mas tivemos oportunidades para fazer esse resultado e poderíamos tê-lo feito. Na segunda parte, esperávamos uma reação do Vitória. Tem boa equipa, com bons jogadores. A nossa capacidade de pressão à frente já não era à mesma. Perdemos frescura. O Vitória começou a entrar pela nossa estrutura. Houve ali um ou outro remate perigoso, mas o Matheus só fez uma defesa. As melhores oportunidades da segunda parte foram nossas: a do Galeno, na esquerda, e a do Schettine, isolado.

A nossa equipa tem uma capacidade grande de ter bola. Fomos a equipa que mais ataques fez na primeira jornada da Liga Europa – 22 ataques [contra o AEK de Atenas]. A equipa tem mantido essa tónica, essa postura de procurar golos e de criar oportunidades.

Gostamos de uma vitória assim, com os jogadores a sofrerem. Terminámos o jogo com nove jogadores, em sofrimento. Fechámos a nossa baliza e procurámos o golo. Jogámos de forma estoica. Jogámos com nove jogadores e não concedemos oportunidades ao adversário. Estou orgulhoso da equipa. Ainda não tínhamos testado a capacidade de sofrimento da equipa. Estava ‘mortinho’ por ter um jogo destes. Vamos ganhar mais jogos assim, porque temos uma equipa com caráter.

É uma entrada para parar o contra-ataque [sobre o lance que originou os desacatos entre jogadores]. O árbitro entendeu que deveria ser vermelho [a David Carmo]. Possivelmente, é. São situações do jogo. A entrada é muito brusca e depois há empurrões em simultâneo. Não devia acontecer, mas acontece.

É sempre uma incógnita [o que o jogo pode ser quando se fica reduzido a nove jogadores]. Nunca preparámos a equipa para jogar com duas linhas de quatro [jogadores]. Com duas expulsões, é complicado [gerir o jogo]”.

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“Demos 45 minutos de avanço ao Braga”

João Henriques

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Foto: DR

Declarações do treinador João Henriques após o jogo Vitória SC – SC Braga (0-1), da quinta jornada da I Liga portuguesa de futebol, disputado em Guimarães:

João Henriques (treinador do Vitória SC): “Demos 45 minutos de avanço ao Braga na primeira parte. O Vitória da segunda parte já se assemelha ao que queremos. Só fomos curtos porque não finalizámos. O Sporting de Braga teve o domínio na primeira parte, mas marcou no remate que fez. Até teve as melhores oportunidades na segunda parte. O Braga foi mais eficaz e pragmático. O Vitória precisa de ser mais eficaz e pragmático para marcar.

Fizemos uma primeira parte no Bessa [no triunfo sobre o Boavista, por 1-0] e uma boa segunda parte hoje. Mas meias partes não chegam. Precisamos de estender este período. Na segunda parte, o Braga não consegue fazer nenhuma saída. Na primeira, deixámos o Sporting de Braga sair para o ataque. Na segunda, tivemos vários remates que não enquadrámos com a baliza. Com mais critério e pragmatismo, poderíamos ter conseguido mais resultados. O Vitória da segunda parte é aquele Vitória que, no futuro, vai ser assim por 90 minutos.

São poucos [golos]. Pelo caudal ofensivo que teve na segunda parte, o Vitória tem de fazer mais [golos]. Queremos mais chegada à área e mais presença. Com os jogadores que temos na frente, vamos fazer mais golos. Se a primeira parte tivesse sido melhor, teríamos saído daqui com a vitória. O Vitória tem de ser agressivo com e sem bola, independentemente do adversário e do campo. Vamos fazer mais golos e ter mais consistência. A equipa está comprometida com as ideias que vão sendo trabalhadas.

Se os adeptos estivessem no estádio, teriam sido uma mais-valia para a equipa, principalmente na segunda parte, porque conseguiriam empolgar ainda mais os nossos jogadores. Na segunda parte, fomos para cima do Braga, porque fomos melhores. Não me venham com cansaço. É preciso ser-se coerente com a ideia de que se precisa de jogar de três em três dias. O Braga foi melhor na primeira parte e o Vitória na segunda. O resultado é de 1-0, porque [os jogadores do Braga] foram mais eficazes.

Vamos mudar isso no próximo jogo, em Barcelos [com o Gil Vicente]. Entramos em todos os jogos da mesma forma, apesar de este ser um dérbi, que as pessoas gostam de ver. Os adeptos mereciam ver este jogo, mas não são carros de Fórmula 1. Se fossem carros de Fórmula 1, poderiam ver, mas o futebol é o desporto do povo, dos pobres, e não podem”.

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“Levámos uma pancada forte”

João Pedro Sousa

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Foto: DR

Declarações dos treinadores do Famalicão, João Pedro Sousa, e do Boavista, Vasco Seabra, no final do encontro da quinta jornada da I Liga portuguesa de futebol:

João Pedro Sousa (treinador do Famalicão): “O nosso objetivo era ganhar. Na primeira parte, conseguimos controlar, sem dominar. Conseguimos chegar a zonas de finalização com algum perigo. Mas não conseguimos marcar.

Na segunda parte, houve uma reação normal do Boavista, a tentar reagir ao nosso controlo. Mas a grande oportunidade é nossa, na situação da grande penalidade. Não conseguimos marcar e foi uma pancada forte. E sofremos o golo. Nessa altura, a equipa fica ansiosa e sofremos o outro golo.

O que fica é ambição que a equipa tem. Queremos jogar e procurar ganhar o jogo e quase acabava por acontecer.

Foi um bom jogo, competitivo, com duas boas equipas. E o resultado é justo”.

Vasco Seabra (treinador do Boavista): “Daquilo que foi o jogo, penso que fizemos um jogo competente, um jogo capaz e um jogo que traduziu o que queríamos. Fomos crescendo ao longo do jogo. Entrámos algo ansiosos, algo expectantes. Mas de qualquer das formas, com as linhas curtas, uma equipa compacta e fomos crescendo ao longo do jogo.

Acabámos por fazer uma segunda parte muito boa também. Conseguimos dividir o jogo e empurrar o Famalicão mais um bocadinho para trás. Fizemos o primeiro golo, tivemos oportunidade para fazer o segundo e aconteceu, e depois penso que foi visível, fomos empurrados para trás por situações externas.

O Famalicão não tem oportunidades de golo claras para dilatar. Tem a situação dos penáltis. E o jogo acaba por ficar resumido a isso.

Penso que até aos 80 minutos estivemos sempre por cima do jogo e depois disso ainda procurámos manter-nos compactos mas fomos sempre puxados. Estamos frustrados por não termos conseguido a primeira vitória.

Estou frustrado por ainda não termos conseguido conquistar a primeira vitória, mas só estaria preocupado se não visse a equipa tão ligada, com uma alma muito grande, um espírito de equipa cada vez mais forte. Isso só tem que nos dar força para o que aí vem”.

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