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Braga

21 anos depois, macabro homicídio de três irmãs em Vila Verde ainda está por resolver

Triplo homicídio em Coucieiro

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Ester, Rosa e Olívia: Imagem via SIC Notícias

O macabro homicídio de Ester Maria, Maria Rosa e Maria Olívia Sousa, de 71, 70 e 65 anos, no dia 31 de janeiro de 1999, em Vila Verde, ainda não conhece responsáveis, 21 anos depois. As três irmãs perderam a vida de forma macabra, dentro da habitação onde residiam, em Coucieiro, ainda os sinos se aprontavam a repique para a missa das 09:00 de domingo, na freguesia com cerca de 500 habitantes.

Ester Maria – a mais velha de três irmãs que exploravam um mercado no rés-do-chão da moradia onde residiam à face da estrada municipal 531(2) – foi a primeira a morrer. Vítima de nove facadas, no tórax e no abdómen, ainda estava deitada quando foi surpreendida pelo homicida que agiu durante a hora da missa. Os populares falam em “um”. A Polícia Judiciária concorda. Mas (ainda) não há certezas quanto ao número de atacantes. Ou dos seus motivos.


Habitação onde ocorreu o crime (imagens de 2014)

Rosa e Olívia não estavam em casa, mas chegariam minutos depois, para seu próprio infortúnio. Abriram as portas do mercado, ainda fechado àquela hora, para serem surpreendidas na entrada. Desta vez, o agressor utilizou um objeto pesado de ferro, desferindo vários golpes na nuca das duas irmãs. Nesse momento, ter-se-á colocado em fuga.

Duas clientes do mercado, em busca de pão, encontraram Rosa e Olívia prostradas no interior da loja de portas abertas, numa altura em que a missa terminava. O vizinho da frente ouviu os prantos e alertou a GNR de Vila Verde. Vindos da missa, dezenas de habitantes de Coucieiro pasmaram em frente à residência das irmãs.

Alguns, sob a ânsia de serem o novo Sherlock Holmes, entraram dentro de casa, num golpe fatal para as aspirações dos inspetores da PJ que buscariam por impressões digitais e outro tipo de provas, horas depois.

Rosa morreu no dia seguinte, no hospital. Olívia sobreviveu durante uma semana, em coma, até perecer. Desapareceram “20 contos” de dentro da habitação. Havia gavetas remexidas pelo agressor que, concluiu a judiciária, estaria à procura de algo que poderá ou não ter encontrado. Algumas pessoas chegaram a ser interrogadas nos calabouços daquela polícia, em Braga, mas ningúem foi formalmente acusado. Suspeitas foram algumas. Vingança, assalto, motivos fúteis ou pura vontade de matar. Nunca nenhum foi comprovado. Falou-se em questões de partilhas familiares mas a tese que ganhou maior consistência por entre populares foi a de um grupo de jovens toxicodependentes que se dedicava a furtos naquele concelho. Um dos elementos acabou por cumprir pena de prisão por outros crimes, mas nunca por este.

A casa, local de um crime macabro, acabou por ser repartida por entre vários familiares. Encontra-se à venda há vários anos, mas sem propostas. Já o crime, encontra-se sem respostas. Fonte da PJ, contactada por O MINHO, diz que o crime prescreveu em 2014, por não existirem desenvolvimentos, mas poderá ser reaberto caso se encontrem novas evidências, seja através de provas físicas ou de delações/testemunhos. Até que surja essa hipotética possibilidade, permanecerá a dúvida: Quem matou Ester, Rosa e Olívia?

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Braga

Amares usa verbas das festas para ajudar lares e instituições de saúde

Covid-19

em

Foto: Divulgação / CM Amares

A Associação de Festas Antoninas de Amares anunciou o cancelamento das festividades em honra de Santo António, mostrando-se disponível para canalizar os fundos para apoiar as diversas instituições do concelho.

Em comunicado divulgado ontem nas redes sociais, aquela associação refere que esta é a “decisão mais responsável e a mais sensata, na sequência do Estado de Emergência Nacional, das recomendações da Direção-Geral da Saúde (DGS), do Plano Nacional de Preparação e Resposta à Doença por novo Coronavírus (COVID-19) e em complemento às medidas do Município de Amares”.

“Tratou-se de uma decisão conjunta, entre AFAA, Município de Amares e Junta de Freguesia de Ferreiros, Prozelo e Besteiros, pois a saúde pública e as pessoas estão sempre em primeiro lugar”, diz a mesma nota.

A associação encontra-se a articular com a autarquia qual o melhor caminho a dar à verba destinada a estas festividades.

“Passará, certamente, pelo apoio às várias instituições do concelho, que têm bastante carência de material, causada pela situação imprevisível que vivemos atualmente”, explica o documento.

A AFAA prontificou-se também, “de forma imediata”, a fornecer o subsídio estipulado a todas as Marchas Antoninas, caso o desejem, “pois a esta altura do campeonato, já existem muitas despesas feitas pelas mesmas em questão de materiais”.

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Braga

Sobe para dezasseis número de bombeiros dos Sapadores de Braga infetados

Covid-19

em

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Subiu de catorze para dezasseis o número bombeiros dos Sapadores de Braga que acusaram positivo nos testes de despistagem da covid-19 e estão em casa em isolamento, sendo que a esmagadora maioria não apresenta “grandes sintomas”, disse hoje o presidente da Câmara.

Em declarações à Lusa, Ricardo Rio referiu que o primeiro caso positivo foi confirmado no domingo, tendo logo os restantes bombeiros que integravam esse turno sido postos em quarentena.

Foram, entretanto, efetuados testes a todo o turno, tendo 16 bombeiros acusado positivo e sete negativo, havendo ainda dois casos inconclusivos.

“A esmagadora maioria dos que acusaram positivo não apresenta grandes sintomas”, acrescentou Ricardo Rio.

Os infetados estiveram envolvidos no combate a um incêndio registado em 25 de março na ala de psiquiatria do Hospital de Braga, mas o autarca considera que não é possível associar uma situação à outra.

O MINHO sabe que o comandante e o adjunto da companhia estão à espera de resultado dos testes, assim como outros elementos da secção técnica.

Alguns bombeiros estranham a presença do comandante nas instalações, num período em que deveria aguardar pelos resultados em isolamento.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 940 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 47 mil.

Dos casos de infeção, cerca de 180.000 são considerados curados.

Em Portugal, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde, registaram-se 209 mortes, mais 22 do que na quarta-feira (+11,8%), e 9.034 casos de infeções confirmadas, o que representa um aumento de 783 em relação à véspera (+9,5%).

Dos infetados, 1.042 estão internados, 240 dos quais em unidades de cuidados intensivos, e há 68 doentes que já recuperaram.

Portugal, onde os primeiros casos confirmados foram registados no dia 02 de março, encontra-se em estado de emergência desde as 00:00 de 19 de março, tendo a Assembleia da República aprovado hoje o seu prolongamento até ao final do dia 17 de abril.

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Braga

Vila Verde abriu mais de 40 vagas para trabalhar na Câmara

Administração Pública

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Foto: DR / Arquivo

A Câmara Municipal de Vila Verve abriu hoje concursos públicos para o preenchimento de mais de 40 vagas para reforçar os seus quadros de pessoal.

Os procedimentos concursais destinam-se às mais diversas áreas através de Contrato de Trabalho em Funções Públicas por Tempo Indeterminado, ou seja vínculo definitivo com a Administração Pública.

As categorias para as quais abriram concursos são as de Assistente Operacional (ordenado de 635€), Assistente Técnico (683€), Fiscal (683€) e Técnico Superior (1.201€).

Os interessados podem candidatar-se até ao dia 24 de abril. Os concursos e os procedimentos podem ser consultados na Bolsa de Emprego Público.

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