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200 professores em vigília de protesto em Viana do Castelo

Com tendas de campismo, palavras de ordem e música de Zeca Afonso
200 professores em vigília de protesto em viana do castelo
Foto: Luís Sottomaior Braga / Facebook

Cerca de 200 profissionais da educação do distrito de Viana do Castelo concentraram-se hoje na entrada da escola secundária de Santa Maria Maior, naquela cidade, numa vigília de protesto “contra a situação muito difícil” da escola pública.

Em declarações à agência Lusa, César Brito explicou que a vigília de protesto, que começou às 07:00 na entrada da escola secundária de Santa Maria Maior, em Viana do Castelo e, termina às 24:00 de terça-feira, foi organizada em “solidariedade para com o grupo de mais de uma centena de profissionais da educação que se deslocaram a Bruxelas e que hoje foram recebidos pelas instituições da União Europeia (UE)”.

Em frente à escola secundária de Santa Maria Maior foram montadas oito tendas de campismo, as grades do estabelecimento de ensino cobertas por cartazes com palavras de ordem e das colunas ecoavam músicas de intervenção de Zeca Afonso e Vitorino.

“As tendas representam a precariedade. O que vulgarmente se chama de andar com a casa às costas (…) É o símbolo do que muitos professores vivem literalmente. Se não é em tendas, é em carros, ou em quatros porque não há capacidade de suportar duas casas. Uma onde está a família e, a outra, no local de trabalho”, explicou César Brito que pertence ao grupo de coordenação das comissões de greve dos agrupamentos de escolas na área do concelho de Viana do Castelo.

200 professores em vigília de protesto em viana do castelo
Foto: Luís Sottomaior Braga / Facebook
200 professores em vigília de protesto em viana do castelo
Foto: Luís Sottomaior Braga / Facebook
200 professores em vigília de protesto em viana do castelo
Foto: Luís Sottomaior Braga / Facebook
200 professores em vigília de protesto em viana do castelo
Foto: Luís Sottomaior Braga / Facebook
200 professores em vigília de protesto em viana do castelo
Foto: Luís Sottomaior Braga / Facebook
200 professores em vigília de protesto em viana do castelo
Foto: Luís Sottomaior Braga / Facebook
200 professores em vigília de protesto em viana do castelo
Foto: Luís Sottomaior Braga / Facebook

O docente avisou que “parar” com os protestos “está fora de hipótese”, porque, “neste momento, há duas discussões” em cima da mesa, “uma laboral, e outra, mais séria e mais profunda” que é “o futuro do ensino público em Portugal”.

Paulo Cunha, professor em Valença, sublinhou que a ação abrange “profissionais da educação de todo o distrito de Viana do Castelo e até do distrito de Braga que estão cansados e querem mostrar um cartão amarelo, senão vermelho ao ministro da Educação”.

“Neste momento, o ministro da Educação já não é parte da solução. Vamos vendo isso nas várias negociações que vai tentando empurrar com a barriga. Os problemas vão-se agudizando e a escola continua, em bom rigor, paralisada. Está numa situação muito difícil, não só para os professores, como para os alunos. É muito preocupante”, referiu.

José Alberto Araújo, docente na escola secundária de Monserrate, sublinhou que o “movimento inédito” que os docentes têm protagonizado.

“Depois do 25 de abril nunca houve um espírito de união tão forte. Não vamos parar. Este movimento ultrapassa as questões partidárias e sindicais. Curiosamente, cada vez nos unimos mais.

Um sarau cultural e um recital de poesia fazem parte do protesto dos profissionais da educação do distrito de Viana do Castelo.

 
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