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20.ª edição do Estágio do Jogador conta com regresso de torneio internacional

Promovido pelo Sindicato dos Jogadores Profissionais de Futebol

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Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO / Arquivo

A 20.ª edição do Estágio do Jogador, promovido pelo Sindicato dos Jogadores Profissionais de Futebol (SJPF) arranca em julho, com a particularidade do regresso de um torneio internacional entre Portugal, Espanha, Países Baixos e Suíça.

Na apresentação, que decorreu no auditório do Campus do Jogador, em Odivelas, o presidente do sindicato, Joaquim Evangelista, destacou o papel do Estágio do Jogador na garantia de condições de treino e performance para futebolistas sem contrato ou mesmo já empregados, para além da promoção e da componente formativa do atleta.

“Realço uma iniciativa desta natureza conseguir manter-se com sucesso, num período que antecede as competições oficiais e que tem como principal objetivo, num contexto mais difícil, depois da pandemia [de covid-19], garantir condições de treino e performance”, frisou.

Em 19 edições já realizadas, participaram na iniciativa um total de 1.106 jogadores, dos quais 674 conseguiram arranjar contrato, o que coloca a taxa de empregabilidade em 61%. O estágio realiza-se entre 04 de julho e 31 de agosto, nas instalações de Odivelas.

“Vai haver um torneio internacional, que junta quatro países: Portugal, Espanha, Países Baixos e Suíça. Vai decorrer em 23 e 24 de julho. Vai permitir valorizar e promover os jogadores e que, num espaço único, diretores, agentes e ‘scouting’ possam verificar a qualidade dos jogadores e proceder à sua contratação”, explicou Joaquim Evangelista.

Também a equipa técnica do estágio se torna relevante, com o dirigente a lembrar os treinadores que iniciaram a sua atividade nesta iniciativa, como Pedro Martins, Emílio Peixe, Silas ou Luís Boa Morte. Este ano, Nandinho foi o escolhido para o cargo técnico.

“Num momento em que não tenho nenhum projeto em mãos e tenho disponibilidade, aceitei e estou aqui com muito orgulho. Vou tentar ajudar e dar capacidade aos atletas de poderem fazer pré-época e, quando chegar uma oportunidade, estarem a um nível aceitável para poderem integrar o plantel de algum clube”, disse o técnico, de 49 anos.

O ex-jogador iniciou a carreira de treinador em 2012/13, nos juniores do Gil Vicente, e, em 2015/16, assumiu o comando da equipa principal, à qual regressou em 2018/19, após passar pelo Famalicão em 2016/17. De 2019 a 2021, treinou a equipa B dos espanhóis do Almería.

“O que me faz estar aqui é ver que o sindicato também se preocupa com a parte mais pedagógica. Alguns jogadores chegam aqui em final de carreira e podem ter algumas vertentes para abraçar depois da carreira de futebolista. Nunca é tarde para irmos em busca de mais conhecimento, não só no futebol, como em outras áreas”, sublinhou.

O vice-presidente do SJPF, José Carlos, terá a função de coordenador deste Estágio do Jogador, salientando a intenção de realizar “alguns alertas e ações de formação” aos futebolistas inscritos e o contacto direto com clubes para realizar vários jogos-treino.

“É o 20.º estágio, já cá estamos há muitos anos e não deixa de ser gratificante olhar e vermos as condições que hoje temos. Em vez de andarmos de casa às costas, estamos a trabalhar em casa, em prol do jogador e fazemo-lo com satisfação enorme”, afirmou.

Já Filipe Martins, treinador do Casa Pia, clube recém-promovido à I Liga, é embaixador desta edição, que entende “muito importante para jogadores, não só desempregados, mas para aqueles que acham que ainda não chegou o projeto ideal para as carreiras”.

“Há jogadores que estão escondidos e que apenas precisam de uma oportunidade, de uma montra. É uma experiência muito interessante. O próprio torneio é muito giro, há oportunidades que aparecem e fazem-se muitas amizades”, expressou Filipe Martins.

Também o ex-jogador e atual diretor da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), João Vieira Pinto, esteve na apresentação do estágio, que lhe é “muito querido”, lembrando outras ações relevantes e assegurando ainda a Evangelista que pode contar com o órgão federativo para todas estas iniciativas que a entidade tem “promovido e [por que tem] lutado”.

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