Arquivo

150 restaurantes de Braga protestam na rua contra medidas “inócuas” do Governo

Autarquia anuncia medidas de apoio
150 restaurantes de braga protestam na rua contra medidas "inócuas" do governo
Foto: Sérgio Freitas / CM Braga

150 restaurantes de Braga, que se associaram na URBAC19 – União de Restaurantes de Apoio ao COVID, promovem, amanhã, dia 6 de maio, de manhã, um protesto de rua, na Praça do Município,“contra as medidas inócuas” propostas para o setor. Estas empresas representam 1.500 trabalhadores na região.

Ao que O MINHO soube, o presidente da Câmara Ricardo Rio vai anunciar algumas medidas de apoio ao setor, de vária índole, uma delas a da autorização para alargamento, gratuito, de esplanadas na via pública, de forma que os cafés e restaurantes possam manter a distância de 1,5 a dois metros entre as mesas, sem terem de reduzir à capacidade.

O autarca, questionado por O MINHO, não quis revelar outros pormenores.

A manif, que vai decorrer na Praça do Município depois de ter sido autorizada pela PSP, envolve uma exposição de mesas na rua, um cemitério, de ‘cadáveres’ – feitos de sacos de lixo – e de espantalhos, simbolizando “o sentimento de derrota e de morte que se vive no ramo”. A ação termina com uma entrega de chaves ao presidente da Câmara, Ricardo Rio, e ao responsável do Turismo do Porto e Norte de Portugal, Luís Pedro Martins.

De acordo com Albino Fernandes, do Colinatrum/Café, o principal motivo de descontentamento radica no facto de menos de uma dezena de empresas do ramo em Braga terem recebido a verba a que têm direito por terem entrado em lay-off: “não se admite que digam que há um lay-off simplificado e, na prática, nos dêem um que é super complicado e não chega a tempo”, adiantou.

Sem lay-off

A URBAC concorda com o calendário do Governo para a reabertura só no dia 18, mas lamenta que os empresários tivessem de adiantar o dinheiro para que os funcionários não ficassem sem salário.

O segundo motivo de descontentamento é o que dizem ser a” impossibilidade prática” de acesso a financiamento bancário: “antes da crise da covid conseguiam-se empréstimos a juros muito baixos. Agora, os bancos metem o complicador, fazendo exigências absurdas, ou dizem que o dinheiro acabou”.

Entre as exigências agora pedidas – assinala – está a obrigatoriedade de as empresas terem capitais próprios positivos: “isto não tem sentido, porque, por exemplo, quem abriu há pouco e fez investimentos, não pode ter capital positivo. E o mesmo sucede com aqueles que se endividaram na crise de 2009 e que ainda estão a pagar esses créditos”, explica.

Albino Fernandes diz que a banca «inventa» critérios para não emprestar dinheiro, esquecendo o que devia ser o principal: “o que interessa é saber se as empresas, apesar de terem ainda capital negativo, dou ou não lucro. Mas isso não interessa aos operadores bancários”.

 
Total
0
Shares
Artigo Anterior
Testes aos 300 funcionários da misericórdia de barcelos deram todos negativo

Testes aos 300 funcionários da Misericórdia de Barcelos deram todos negativo

Próximo Artigo
Câmara de famalicão oferece tablets aos lares para combater solidão dos idosos

Câmara de Famalicão oferece tablets aos lares para combater solidão dos idosos

Artigos Relacionados