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Região

Quarenta farmácias de Braga e Viana do Castelo em risco de fechar portas

Petição anda a circular pelo país a pedir medidas urgentes

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Foto: DR

Quarenta farmácias nos Distritos de Braga e Viana do Castelo correram o risco de fechar portas, segundo dados fornecidos pela Associação Nacional de Farmácia. Em Braga foram identificadas 28 farmácias em situação difícil e em Viana do Castelo 12.

A Associação Nacional de Farmácias lançou há menos de duas semanas uma petição pública que defende um programa legislativo dirigido ao setor farmacêutico, para evitar o fecho de farmácias em situação mais frágil e para pedir igualdade no acesso de todos os portugueses aos medicamentos.

Segundo dados da associação do setor, a nível nacional são 679 as farmácias em risco, com processos de penhora e insolvência, que representam quase 25% da rede de mais de 2.900 farmácias.

Portalegre, Guarda, Santarém e Setúbal são os distritos onde 30% ou mais das farmácias estão em risco.

De acordo com os dados da Associação Nacional de Farmácias a que a agência Lusa teve acesso, Aveiro tem em risco 30 farmácias, Beja tem 15, Braga 28, Bragança sete, Castelo Branco dez, Coimbra 34, Évora cinco, Faro 34, Guarda 18, Leiria 28, Lisboa 189, Portalegre 16, Porto 81, Santarém 45, Setúbal 63, Viana do Castelo 12, Vila Real 17, Viseu 30, Açores seis e Madeira 11.

Ao assinar hoje uma petição para “Salvar as Farmácias”, as ordens dos Médicos e dos Farmacêuticos indicam que “subscrevem as preocupações dos promotores da iniciativa, que alertam para as dificuldades sentidas pela rede de farmácias e também para os problemas relacionados com as falhas de abastecimento de medicamentos”

Segundo a petição, foram reportadas 64 milhões de embalagens de medicamentos em falta nas farmácias só no ano passado.

“A austeridade sobre o setor do medicamento não pode ser eterna. É urgente salvar a rede de farmácias”, pede o texto da petição.

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Região

Eixo Atlântico quer ajuda europeia aplicada em investimento produtivo

Covid-19

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Foto: DR

A comissão executiva do Eixo Atlântico decidiu hoje, em reunião por videoconferência, pedir aos primeiros-ministros de Portugal e Espanha para que os fundos recebidos da Europa sejam maioritariamente aplicados em investimento produtivo e não exclusivamente em subsídios.

Em comunicado, o Eixo reconhece que os subsídios são necessários, neste momento, para as situações de emergência social, mas considera que não se deve caminhar para “uma sociedade subsidiada, mas sim para uma sociedade produtiva”.

Neste sentido, o Eixo Atlântico pede a participação das autarquias na programação e distribuição dos fundos europeus, “com especial atenção aos setores produtivos do território” e com prioridade, desde logo, às redes digitais, “cuja importância se evidencia durante a pandemia”.

O Eixo pede ainda prioridade ao mundo rural e às infraestruturas, “mais necessárias do que nunca, no âmbito das ligações marítimas e ferroviárias”.

O Eixo Atlântico vai convocar, em setembro, uma conferência de presidentes de câmara e peritos, para debater e aprovar propostas operativas para o processo de reconstrução, tanto no âmbito das suas próprias competências como no âmbito das competências nacionais e das regiões autónomas.

Paralelamente, a comissão executiva do Eixo decidiu solicitar ao Presidente da Xunta de Galicia, na sua condição de presidente da Comunidade de Trabalho Galiza – Norte de Portugal, a convocatória urgente de um plenário deste órgão para discutir o plano de investimentos transfronteiriço.

O Eixo reclama a participação de todos os setores envolvidos na cooperação, como autarquias, empresários, sindicatos e universidades.

O Eixo Atlântico é uma associação reúne 36 municípios do norte de Portugal e da Galiza.

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Alto Minho

Cerca de 3.000 pessoas impedidas de entrar em Portugal pelas fronteiras terrestres

Covid-19

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Foto: GNR / Arquivo

Quinze pessoas foram detidas e cerca de três mil foram impedidas de entrar em Portugal desde que foi reposto temporariamente o controlo nas fronteiras terrestres devido à pandemia, avançou hoje o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF).

Em comunicado, o SEF indica que foi hoje atingido o meio milhão de pessoas controladas nos Pontos de Passagem Autorizados (PPA) com Espanha, numa operação iniciada em 16 de março com a colaboração da Guarda Nacional Republicana.

Segundo o SEF, nestes cerca de dois meses e meio, o PPA com maior registo de controlos foi o de Valença, que ultrapassou os 200 mil, representando cerca de 50% em média do número total de pessoas controladas a nível nacional, seguido do Caia com cerca de 70 mil, e Vilar Formoso com 60 mil.

O SEF acrescenta que, durante este período, foram ainda impedidas de entrar em Portugal cerca de três mil pessoas por não se encontrar justificada a necessidade de atravessar a fronteira.

Aquele serviço de segurança indica também que, no âmbito do cumprimento de medidas cautelares, foram detidas 15 pessoas até hoje.

O SEF refere ainda que o trabalho no controlo de pessoas tem sido facilitado com a utilização de uma aplicação, designada de SEF Mobile, que já permitiu um controlo rápido e seguro de mais de 100 mil cidadãos.

O controlo das fronteiras terrestres com Espanha está a ser feito desde as 23:00 do dia 16 de março em nove pontos de passagem autorizada devido à pandemia de covid-19 e vão permanecer encerradas até às 00:00 de 15 de junho.

No âmbito do controlo das fronteiras, estão impedidas as deslocações turísticas e de lazer entre os dois países, sendo apenas permitida circulação de transportes de mercadorias, de trabalhadores transfronteiriços, trabalhadores sazonais, veículos de emergência e socorro e de serviço de urgência.

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Braga

Ministério Público pede 18 anos de cadeia para homem que estrangulou mulher até à morte em Vieira do Minho

Justiça

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Foto: DR / Arquivo

O Ministério Público (MP) pediu 18 anos de cadeia por homicídio qualificado para o homem acusado de estrangular até à morte a mulher no restaurante de ambos em Salamonde, Vieira do Minho.

Nas alegações finais, que decorreram hoje no Tribunal de Braga, a defesa do arguido, Manuel Fidalgo, pediu a sua absolvição com base no princípio in dubio pro reu.

O advogado João Magalhães alegou que o inquérito criminal foi mal feito, porque da acusação não constaria o relatório da autópsia da vítima e porque faltariam imagens relevantes na documentação, como as que foram vistas a pedido da defesa mostrando um homem a entrar no local de crime e que a Polícia Judiciária não terá incluído no inquérito.

Posto isto, conclui o advogado, o inquérito e a fase de instrução violaram princípios constitucionais de defesa do arguido.

Por seu turno, a família, representada pela advogada Arminda Melo, pediu a pena máxima e uma indemnização de 500 mil euros.

Tanto o MP como a família pedem a indignidade sucessória do arguido, isto é, que Manuel Fidalgo não tenha direito a receber como herança os bens da mulher.

Sobre o crime

Manuel Fidalgo, de 45 anos, terá assassinado, em março de 2019, a mulher, Ana Paula, de 31 anos, por estrangulamento, no restaurante/residencial que ambos possuíam em Salamonde, Vieira do Minho.

Na última audiência do julgamento, o coletivo de juízes ouviu duas testemunhas, uma delas, uma antiga empregada, sazonal, do restaurante, a qual garantiu que nunca viu qualquer problema, e muito menos violência, entre o casal, mas sublinhando que alguns membros da família “apoucavam” Manuel Fidalgo, a quem apelidavam de “boneco”.

Foi, ainda, ouvida uma outra testemunha, um homem que apareceu nas imagens de videovigilância a entrar para a lavandaria, o local onde a vítima foi encontrada já sem vida, ou quase a falecer.

O homem contou que entrou no local porque era hóspede e dormia num quarto da zona, e revelou que foi a filha do casal que o alertou para a ocorrência, tendo até, uma vez que tem alguns conhecimentos de primeiros socorros, tentado prestar-lhe auxílio, antes da chegada do INEM.

Apertou-lhe o pescoço

A acusação diz que o arguido, António Manuel Fidalgo, de 45 anos, – em prisão preventiva – ,motorista de profissão, terá “apertado o pescoço” da mulher, Ana Paula, de 41 anos, “com o que lhe causou a morte por asfixia”. O alegado crime ocorreu, supostamente por razões amorosas, no dia 7 de março de 2019, pelas 21 horas, na lavandaria da pensão/restaurante que ambos exploravam no local.

A morte da mulher ocorreu um dia antes de o casal assinar escrituras sobre bens que possuíam em conjunto, um ato preparatório do divórcio.

O Ministério Público especifica que, ao fim da tarde, o arguido chegou ao restaurante e encontrou, atrás do balcão, um homem de nome Jorge, que pensava ser amante da mulher, e que é testemunha no processo. Pelas 20h00, numa discussão – na lavandaria – sobre as desavenças que mantinham por causa dele, o arguido, desagradado, e com ciúmes, “colocou-lhe as mãos no pescoço, e apertou-o com força, impedindo-a de respirar. Até lhe tirar a vida”.

O alegado homicida casou com a vítima em Agosto de 1998, e dela teve dois filhos.

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